Goiás

Depois de descumprir decisão da Justiça de interditar rodovias, Governo de Goiás é multado

O juiz determinou também que a Goinfra coloque quatro barreiras para controlar o tráfego nos trechos especificados por ele no razo de 48h.

Por Ton Paulo
07/03/2019, 08h39

A Justiça decidiu ontem (6/3) multar o Governo de Goiás em R$ 100 mil reais após a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes, a Goinfra, ter descumprido decisão judicial que mandava interditar parcialmente trechos de rodovias do estado consideradas pelo juiz autor da decisão em “situação caótica”. O juiz determinou também que a Goinfra coloque quatro barreiras para controlar o tráfego nos trechos especificados por ele no razo de 48h, sob pena de aumento da multa para R$ 1 milhão.

Os trechos mencionados na decisão do juiz Marcos Boechat Lopes Filho são na GO-173, entre Israelândia e Jaupaci, e na GO-060, entre Iporá e o trevo de Moiporá.

O magistrado salientou que em 13 de fevereiro último, já tinha sido expedida uma decisão suspendendo o fluxo de veículos pesados nos locais – exceto os que transportem gêneros de primeira necessidade – em virtude das péssimas condições da rodovia. Ele destacou que a Goinfra foi citada formalmente da primeira decisão, em 15 de fevereiro, e não providenciou o trabalho demandado.

O magistrado revela que ele próprio passou pela região e verificou que “os reparos emergenciais iniciais foram feitos apenas com a retirada do asfalto deteriorado e, em seu lugar, foi apenas colocada uma camada de terra, aparentemente, sem qualquer critério técnico, o que, a princípio, não garante a segurança de tráfego no local”.

Para isso, na ocasião, a Justiça já tinha ordenado a implantação das barreiras, bem como a manutenção de equipes no local 24h por dia para monitorar o fluxo dos veículos.

Decisão que obrigava Governo de Goiás a interditar rodovias foi deferida no início do mês

A decisão de interditar parcialmente trechos das rodovias GO-060 e a GO-173, assim como obrigar a Goinfra a fazer reparos em regime de urgência nos trechos estabelecidos, foi tomada no dia 13 de fevereiro. Segundo a decisão do juiz do município de Israelândia, a pasta tinha 24h para efetuar um diagnóstico das condições de tráfego no Km 207 da Rodovia GO-060, sob pena de multa e manutenção da interdição de GOs.

O magistrado alegou, na época, que é “fato notório a precária condição de trafegabilidade dos referidos trechos rodoviários, os quais apresentam inúmeros buracos, depressões, trincas, deformações e falta de sinalização adequada, como faixas centrais que delimitam o fluxo das vias e separam o acostamento do leito”. Boechat ainda disse que “a precariedade e degradação da pavimentação asfáltica colocam em sério risco a segurança dos usuários, que ainda estão expostos a graves acidentes de trânsito e prejuízos à integridade física e materiais por danos aos veículos”.

De acordo com o juiz, a péssima qualidade do asfalto somada a ausência de manutenção periódica e ao fluxo intenso de veículos pesados culminaram, no seu entendimento, na “caótica situação que se vê nos dias correntes”.

Goinfra se posiciona

Em nota enviada a um veículo local, a Goinfra disse que “a nova gestão tem adotado medidas para solução dos problemas existentes na GO-060 e GO-173″.

Veja abaixo a nota na íntegra:

“O prazo para cumprimento da decisão judicial referida ainda não começou a correr para a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Entretanto, antes mesmo disso, a nova gestão tem adotado medidas para solução dos problemas existentes na GO-060 e GO-173, advindos da falta de manutenção do governo anterior. Resultados das parcerias com as prefeituras, por meio de Termo de Cooperação, têm sido positivos no trabalho para a recuperação emergencial dos trechos mais críticos da malha viária, inclusive nas rodovias objetos de decisão judicial. Reparos realizados ainda ontem (5) em trecho da GO-060 para restabelecimento de tráfego, com apoio das prefeituras de Israelândia, São Luís de Montes Belos e Jaupaci, são exemplos desse esforço em conjunto.​”

Via: G1 

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Goiás

Filho de ex-prefeita de Pires do Rio é suspeito de matar mulher a facadas

Após o crime, o empresário se matou, também com golpes de faca, segundo informações preliminares.
07/03/2019, 09h21

O empresário Fábio Tomazini, filho de ex-prefeita de Pires do Rio, Cida Tomazini, é suspeito de matar a mulher, Kátia Alves Teixeira Tomazini, a facadas e se matar em seguida. O crime ocorreu na noite desta quarta-feira (6/3), em uma casa no Setor Nova Vila, no município localizado na região Sudoeste de Goiás. Os corpos, com sinais de golpes de faca, foram encontrados por volta das 23h.

Segundo informações preliminares, o casal estava morando em casas separadas, mas na noite de ontem, Fábio teria ido até a casa onde estava Kátia para conversar e durante uma discussão a teria matado. Ainda não se sabe ao certo o que teria motivado a morte da mulher e em seguida a dele. Ainda de acordo com testemunhas, momentos antes de morrer, Kátia havia saído de uma missa.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) esteve no local e confirmou a morte do casal. Além dos peritos do Instituto Médico Legal (IML), agentes das Polícias Civil e Militar também atuaram na ocorrência. Os corpos foram encaminhados ao IML de Caldas Novas, interior de Goiás, para realização dos exames cadavéricos.

O Dia Online tenta contato com o delegado Igor Carvalho Carneiro, responsável pela investigação, que deve apurar se o caso se trata de um crime passional.

Fábio, filho de ex-prefeita de Pires do Rio, e Kátia deixam dois filhos

Fábio, que era sócio e diretor da empresa Nutriza Agroindustrial Alimentos S/A, e Kátia deixaram dois filhos adolescentes. O velório do casal estava previsto para ocorrer a partir da manhã desta quinta-feira (7/3).

Cida Tomazini (PSDB), mãe de Fábio, foi prefeita de Pires do Rio por três mandatos. O último em 2014, quando assumiu o cargo após o prefeito Luiz Pitaluga (PSD) e o vice José Antônio Silva, eleitos em 2012, serem cassados. Eles eram investigados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE),  por compra de votos.

Imagens: Facebook 

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Goiás

Homem tenta usar documento falso para resgatar carro apreendido e é preso, em Morrinhos

O homem de 35 anos foi preso ao tentar apresentar um documento falso para liberação do veículo na na BR-153, numa unidade operacional da PRF em Morrinhos.

Por Ton Paulo
07/03/2019, 10h32

Uma tentativa desonesta por parte de um homem de liberar seu veículo na tarde da última quarta-feira (6/3), apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por estar sem documentação, acabou sendo um “tiro no pé” para ele, no município de Morrinhos, interior de Goiás. Segundo a PRF, homem acabou sendo preso após tentar enganar os policiais apresentando um documento falso para a liberação de seu carro.

Conforme informações da PRF, o homem de 35 anos foi preso ao tentar apresentar um documento falso para liberação do veículo na na BR-153, numa unidade operacional da PRF em Morrinhos. Os dados do automóvel foram inseridos em um documento furtado do Detran do Tocantins.

A assessoria da corporação conta que no último domingo (3/3) o condutor foi parado pela PRF e não apresentou a documentação do carro, um Fiat Palio, que estava vencida desde 2015 de acordo com a verificação nos sistemas. O veículo, então, foi apreendido até a sua regularização.

Então,na tarde de ontem, o homem compareceu à unidade da PRF para retirar o veículo, mas para isso, apresentou um suposto Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) com a situação regularizada.

Os policiais encontraram indícios de falsificação no documento apresentado e constataram o crime de uso de documento falso, com dados inseridos em um CRLV que pertencia a um lote furtado no Detran-TO em 2017. A assessoria da PRF conta que os indícios notados no documento que levaram a crer que era falso eram irregularidades no preenchimento, constatadas pelos policiais.

O condutor foi preso e encaminhado para a polícia civil em Morrinhos, onde responderá pela falsificação de documento, cuja pena varia de 2 a 6 anos de reclusão.

Além de caso de Morrinhos, outro caso inusitado de tentativa de falsificação foi registrado em Rio Verde

No início de fevereiro, um caso inusitado chamou a atenção dos agentes da PRF lotados no posto policial de Rio Verde, sudoeste de Goiás. Um jovem de 25 anos acabou preso após procurar a unidade operacional da PRF e tentar transferir a pontuação das infrações de trânsito de seu padrasto para a sua própria Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo um inspetor da PRF na época, o rapaz chegou a alegar que seu padrasto “já tinha muitos pontos na carteira e ia acabar perdendo o documento”.

Conforme contou o Inspetor Newton Morais, da PRF, o rapaz foi até o posto policial com o formulário de identificação de condutor preenchido com as informações pessoais dele, solicitando que o Órgão o identificasse como sendo o motorista que cometeu a infração de excesso de velocidade, que gerou quatro pontos.

Diante da afirmativa do rapaz, de que ele estava tentando assumir os pontos na carteira no lugar do padrasto, o agente da PRF o informou que ele estava cometendo um crime, inserindo dados falsos em um documento público. Ele foi preso e encaminhado à delegacia de Polícia Federal em Jataí, onde deverá responder pelo crime do artigo 299 do Código Penal, com pena de 1 a 5 anos de reclusão.

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Política

Projeto propõe fim da implementação de pedágios nas rodovias goianas

Texto reforça que a locomoção, conforme a Constituição Federal, é um dos direitos fundamentais ao cidadão.
07/03/2019, 11h14

Deputado propõe, por meio de projeto de lei, o fim da implementação de pedágios nas rodovias goianas. A matéria, que já foi analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e encaminhada a relator, reforça que locomoção é um dos direitos classificados pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, como fundamentais ao cidadão, disposto no artigo 5°, inciso XV da Constituição Federal.

O projeto, de autoria do deputado Alysson Lima (PRB), revoga a Lei n°19.999, que autoriza a concessão das rodovias estaduais e autoriza a implementação de pedágios em rodovias de Goiás. O texto ressalta ainda que a lei é omissa quanto ao porcentual ou valores a serem aplicados decorrentes da arrecadação do pedágio: ‘‘Assim sendo, não se pode definir qual a porcentagem ou a destinação dos recursos arrecadados, uma vez que a empresa concessionária não estaria obrigada por força de dispositivo legal’’.

Preço dos pedágios nas rodovias goianas

Desde setembro do ano passado, conforme reajuste autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o valor dos pedágios nas rodovias goianas são mais baixos. Nos trechos, administrados pela Triunfo Concebra, os motoristas de carros, caminhonetas e furgões (categoria 1), em Alexânia (na BR-060), pagam R$ 4,6 ao invez de R$4,90. Em Goianápolis, ao invés de R$ 3,60 passam a pagar R$ 3,30.

No município de Itumbiara, motoristas passam a desembolsar R$ 5,90 ao invés de R$ 6,30. Já em Piracanjuba/Professor Jamil, a tarifa passa de R$ 5,20 para R$4,90.

A categoria 2, que são de caminhão leve, furgão e caminhão trator, passam a pagar R$ 9,20 em Alexânia, R$ 6,60 em Goianápolis, R$ 9,80 em Professor Jamil e R$ 11,80 em Itumbiara. Antes os valores eram de 9,80, R$ 7,20, R$ 10,40 e R$ 12,60 respectivamente.

Já quem dirige motocicleta, motoneta ou bicicleta a motor (categoria 9), passa a pagar R$ 2,30 em Alexânia, antes o valor era de R$ 2,45. Em Goianápolis, de R$ 1,80 a tarifa cai para R$ 1,65; em Piracanjuba/Professor Jamil, em vez de R$ 2,60 pagarão R$ 2,45.

A tabela também traz novos valores referentes a automóveis com semirreboque, caminhão trator com semirreboque, e automóveis com reboque.

Imagens: Frota&Cia 

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Goiás

Em assembleia, PMs e bombeiros militares de Goiás protestam contra criação de segunda categoria na classe

Os militares farão, ainda, uma caminhada que deve partir da Avenida 85 até a Praça Cívica.

Por Ton Paulo
07/03/2019, 11h51

Os policiais e bombeiros militares de Goiás vão se reunir na tarde desta quinta-feira (7/3) em um assembleia geral da classe, em Goiânia, onde farão um protesto contra a criação de uma segunda categoria na classe dos servidores da Segurança Pública por parte do governador Ronaldo Caiado (DEM). Os militares farão, ainda, uma caminhada que deve partir da Avenida 85 até a Praça Cívica.

Conforme anunciado pelo presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego), subtenente Cláudio Coelho, assembleia geral, que está prevista para começar às 15h de hoje na sede da Assego, vai reunir policiais e bombeiros militares ativos, inativos e pensionistas de Goiás.

O presidente da associação informou ainda que os servidores vão sair em caminhada da Avenida 85 até o ponto de chegada, na Praça Cívica.

A pauta de debate e reivindicação, conforme o presidente, é denunciar a criação de uma segunda categoria dentro da classe de servidores por pagamento, o que prejudicaria os militares. “Não podemos fazer com que haja essa distinção entre ativos, inativos e as nossas pensionistas. Foi extinta a 3ª classe de soldados mas foi criada uma segunda categoria de servidores por pagamento”.

O presidente da Assego conta também que muitos dos “irmãos e irmãs” de farda dependem de seus salários para que possam pagar seus medicamentos e sustentar a família, que por muitas vezes “ficou órfã por um guerreiro que jurou defender a sociedade, dando a sua própria vida”.

Participam da organização da assembleia outras entidades, dentre elas a Associação de Cabos e Soldados PM & BM de Goiás (ACS-GO), Associação dos Oficiais (Assof-GO), Associação dos Militares Inativos de Goiás (Amigo), Associação das Pensionistas dos Policiais e Bombeiros Militares de Goiás (APPB), Caixa Beneficente, Associação dos Policiais e bombeiros Militares de Goiás (APBM-GO) e União dos Militares de Goiás (Unimil).

Associação de PMs e bombeiros militares de Goiás se reuniu com equipe do Governo no mês passado

No dia 22/2 deste ano, uma reunião entre membros da Assego e uma equipe representante do Governo de Goiás aconteceu para discutir o pagamento dos salários de dezembro dos policiais e bombeiros militares de Goiás, de forma integral e sem parcelamentos.

Entretanto, no início da última semana, a secretária da Economia, Cristiane Schmidt anunciou que o salário referente ao mês de dezembro de 2018 só será pago totalmente aos servidores públicos de Goiás em agosto deste ano. Isso porque, conforme anunciado pela secretária, a quitação será feita em seis parcelas de acordo com a faixa salarial dos servidores – do menor para o maior. De acordo com Schmidt, praticamente todo dinheiro que está entrando em caixa está sendo usado para quitação da folha do funcionalismo.

Confira como ficou o cronograma do pagamento do salário de dezembro aos servidores públicos de Goiás

Conforme Cristiane Schmidt, os primeiros a receberem o salário de dezembro serão os servidores estaduais que ganham até R$ 3.500 reais, e os últimos, que receberão somente em agosto, serão aqueles que ganham a partir de R$ 17.400 reais.

Veja abaixo como ficou o cronograma:

  • Março: salários até R$ 3,5 mil
  • Abril: salários de R$ 3,5 mil a R$ 4,8 mil
  • Maio: salários de R$ 4,8 mil a R$ 6,6 mil
  • Junho: salários de R$ 6,6 mil a R$ 8,1
  • Julho: salários de R$ 8,1 mil a R$ 17,4 mil
  • Agosto: salários a partir de R$ 17,4 mil

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