Goiás

Entidade responsável por programa Jovem Cidadão está ilegal, diz Caiado

Segundo o governador, o programa não vai acabar, apenas "passará para nova entidade", uma vez que, de acordo com ele, a atual estaria em situação ilegal há 20 anos.

Por Ton Paulo
08/03/2019, 17h01

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), em entrevista à rádio goiana 99,5 FM nesta sexta-feira (8/3) fez um apanhado geral sobre vários temas tratados nos primeiros 60 dias de seus governo. Em meio a polêmicas, Caiado falou sobre o suposto fim do programa de formação técnico-profissional para jovens, o Jovem Cidadão. Segundo o governador, o programa não vai acabar, apenas “passará para nova entidade”, uma vez que, de acordo com ele, a atual estaria em situação ilegal.

Na entrevista, dada hoje, Dia Internacional da Mulher, o governador do DEM afirmou categoricamente que o programa voltada para os jovens do estado de Goiás terá continuidade. Caiado revelou que vai lançar na próxima semana a licitação para escolha da nova empresa que deve oferecer, em suas palavras, “melhores condições aos participantes do programa”.

Caiado afirmou ainda que o contrato com a Rede Nacional de Aprendizagem Promoção Social e Integração (Renapsi), responsável pelo programa Jovem Cidadão, foi findado pois a entidade estaria em situação ilegal por não cumprir com exigências do Estado. “Ninguém vai acabar com o Jovem Cidadão. Estou fazendo o que sou obrigado a fazer pela lei, pois a entidade responsável pelo programa está em condições de ilegalidade. Não cumpriu as exigências e está assim há 20 anos”, apontou.

Conforme o governador, o Estado estava pagando quase R$ 1 mil reais por jovem, mas ele estava recebendo R$ 400.

A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação da Renapsi, mas não obteve retorno.

Decisão do governo Caiado sobre Jovem Cidadão afeta quase 5 mil estudantes

Atendendo a um parecer da Controladoria-Geral do Estado de Goiás (CGE-GO) e da Procuradoria-Geral do Estado FC (PGE-GO), o governador Ronaldo Caiado interrompeu no fim do mês de fevereiro, no dia 27/2, o contrato de quase 5 mil jovens do programa Jovem Cidadão. A interrupção dos contratos do programa de formação técnico-profissional para jovens do estado foi feita pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds).

A decisão interrompe os contratos de formação laboral em vigor de 4.417 jovens, de 14 a 18 anos, impedindo os jovens de continuarem a formação e qualificação profissional que recebem do programa. O ato, ainda, não leva em conta que os contratos são individuais e têm prazo de validade determinado. A interrupção do termo de colaboração entre a Organização Social (OS) responsável pelo programa, Rede Nacional Pró-Aprendiz (Renapsi), e o Estado paralisa a aprendizagem antes de sua conclusão.

O convênio com a OS deve ser encerrado no dia 14 de março. Na ocasião, a Seds declarou que o programa “não será extinto, mas sim aprimorado”.

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Goiás

Irregularidades no Programa Habitacional Morar Bem de Goianésia são investigadas pelo MPGO

Durante os levantamentos o MPGO não encontrou nenhuma informação sobre o processo seletivo que justificasse a escolha da CTH Construtora.
08/03/2019, 17h06

Um inquérito civil público foi instaurado na 1ª Promotoria de Goianésia pelo promotor de Justiça Antônio de Pádua Freitas Júnior, visando constatar um suposto caso de improbidade administrativa em Goianésia. A ação foi proposta com base nos processos envolvendo o município e o contrato com a empresa CTH Construtora, que foi escolhida para construir as casas habitacionais e comercializadas na planta do Programa Habitacional Morar Bem.

Conforme as informações do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), o programa habitacional foi criado por meio da lei municipal nº 3.616 no dia 8 de junho de 2018. A lei tem como proposta a construção de casas populares que vão ser construídas por uma empresa privada, após um processo seletivo. No entanto, o programa em questão não é um programa habitacional voltado para pessoas de baixa renda, o mesmo é aberto primeiramente para os servidores do município e o público em geral.

O promotor mostra no inquérito que estes são alguns critérios e requisitos, que devem ser observados na lei da aquisição de imóveis e que um regulamento simples deveria ser editado 90 dia após a publicação da lei, mas isso não aconteceu. Conforme o MPGO, o texto do programa mostra que a Prefeitura poderia dar suporte financeiro aos beneficiários, sem mencionar o valor do gasto e de onde iriam vir os recursos.

Lei que criou o Programa Habitacional Morar Bem previa processo seletivo, mas nenhuma informação sobre o processo foi encontrada

A ação civil mostra que o texto da lei municipal previa um processo seletivo para a escolha de uma empresa privada para construção e comercialização dos imóveis. No entanto, durante os levantamentos o MPGO não encontrou nenhuma informação sobre um processo de licitação que justificasse a escolha da CTH Construtora.

O Ministério considera na ação que a escolha da CTH Construtura e a compra do terreno para construção das casas foi feita de maneira nebulosa, pois foi feita sem a publicação de um edital de chamamento público, o que é considerado inadequado. Além disso, o edital previa que o terreno não seria vendido a construtora e sim doado a empresa, o que é proibido por lei.

O promotor que move a ação contra a empresa e o município levantou também que nem o edital, e nem documentos relacionados à transação estão no Portal da Transparência do município.

Durante a instrução da investigação foi determinado que os investigados sejam notificados, para que no prazo de 10 dias possam prestar os devidos esclarecimentos. Além do prazo para os esclarecimentos, um ofício vai ser enviado ao presidente da Câmara Municipal de Goianésia solicitando as cópias das atas das sessões feitas para votação da leia que criou o programa e um ofício do Cartório de Registro de Imóveis com a certidão  do imóvel destinado a construção das casas.

Via: MPGO 
Imagens: MPGO 

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Entretenimento

Zoológico de Goiânia oferece muita diversão e aprendizado

Além de muito lazer e contato com a natureza, o Zoológico de Goiânia também conta com programas de conscientização ambiental.
08/03/2019, 18h22

Embora Goiânia não tenha tantas opções de lazer quando comparada a uma cidade realmente grande, não podemos descartar as boas alternativas que ainda constam em nossa agenda. Principalmente quando falamos sobre as crianças, existem opções bem atraentes que, em sua maioria, ficam por conta dos diversos parques que existem na capital. No entanto, um lugarzinho em especial é capaz de conquistar ainda mais o coraçãozinho dos pequenos: o Zoológico de Goiânia.

Localizado no Parque Lago das Rosas, também conhecido como uma das principais atrações da cidade (com destaque para os pedalinhos), o zoológico possui fácil acesso e representa um excelente passeio não apenas aos fins de semana, mas também de terça a sexta.

Apenas para que você tenha ideia, mais de 500 animais vivem no lugar, que atualmente conta também com uma equipe de educação ambiental composta por funcionários e professores da Secretaria Municipal de Educação.

Zoológico de Goiânia
Foto: Reprodução: Wikimedia

Por tal razão, o Zoológico de Goiânia também é um dos destinos mais visitados por professores da rede municipal de ensino, que acompanham seus alunos em visitas ricas em diversão, mas que também despertam a conscientização ambiental e estimulam o aprendizado.

Ali dentro, além da oportunidade de conhecer diferentes espécies de animais, as crianças também conhecem diferentes vegetações, sendo que diversas plantas e árvores também contam com plaquinhas explicativas, contando um pouquinho de sua origem, assim como acontece com os animais. Dessa forma, os pequenos entendem um pouquinho mais sobre a importância de preservar o meio ambiente, e passam por uma experiência que os incentiva a cuidar do futuro de nossa fauna e flora.

Zoológico de Goiânia: um pouquinho de sua história

Zoológico de Goiânia
Foto: Reprodução/ O Popular

Saturnino Maciel de Carvalho foi encarregado e morador do Lago das Rosas, sendo também o grande responsável pela fundação do Zoológico de Goiânia, que aconteceu no ano de 1956.

Naquela época o parque já era um local de lazer para a população da cidade, mas foi somente depois da doação de animais pelo ornitólogo e professor José Hidasi, que o zoológico foi construído, mudando completamente a rotina de quem frequentava o Lago das Rosas. Vale lembrar que no mesmo ano também nasceu o Museu de Zoologia.

Os anos se passaram e o local se transformou em um dos principais pontos de encontro entre famílias e amigos. Muita gente ia até ali apenas para ter maior contato com a natureza e recarregar as energias, deixando para trás a rotina  desgastante. Portanto, nem sempre o foco era visitar os animais.

Zoológico de Goiânia
Foto: Reprodução/ Prefeitura de Goiânia

À medida que o tempo foi passando, infelizmente a estrutura do lugar já não era mais suficiente para suportar a quantidade de bichos que ali moravam. Falhas estruturais começaram a aparecer e a cidade ficou chocada com a notícia de que muitos animais começavam a morrer.

Assim, o Zoológico de Goiânia precisou fechar as portas em junho de 2009. A partir daí, o ambiente passaria por uma reforma completa para se adequar às novas necessidades. Foi somente em 2012 que o lugar foi reaberto e tudo estava dentro dos conformes. Apenas para que você tenha ideia, em dezembro de 2015 o zoo já somava 522 animais, sendo 135 répteis175 mamíferos 212 aves.

Dentre os espécimes ali encontrados, é possível visitar alguns animais exóticos como as sucuris e pítons, o macaco Syamang, a ararajuba e muitos outros. Apesar disso, uma pesquisa realizada entre os anos de 2012 e 2013 revelou que os animais preferidos pelos visitantes são os hipopótamos, serpentes e, como já é de se esperar, os grandes felinos (tigres e leões).

Zoológico de Goiânia
Foto: Reprodução/ Prefeitura de Goiânia

Embora seja um passeio divertido e rico em aprendizado, vale considerar que o Zoológico de Goiânia, assim como qualquer outro zoo, possui regras que devem ser seguidas e que visam tanto a segurança das pessoas, quanto a dos animais. Confira abaixo:

  • Não ultrapassar as barreiras (cordões de isolamento, correntes, telas, cercas) entre o passeio e recintos
  • Não alimentar, tentar entrar em contato físico, gritar ou jogar objetos nos animais. Os pais devem sempre estar atentos para que as crianças cumpram as regras, pois a melhor forma de ensiná-las é dando o exemplo.
  • Não adentrar ao Parque Zoológico com: animais domésticos, bebidas alcoólicas ou latas de qualquer tipo de bebida, aparelhos de som
  • Sempre descartar o lixo nas lixeiras adequadas (lixo orgânico e reciclável)

Sabendo disso, agora é só programar o dia da próxima visita e aproveitar o passeio! Com certeza você, sua família e amigos terão bons momentos para levar do local. Para saber de mais detalhes sobre o zoológico, acesse o site da prefeitura clicando aqui.

Abaixo você também encontra outras informações relevantes e que podem esclarecer algumas dúvidas. Confira!

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 8h30 às 16h

Ingressos: inteira por R$ 5 (crianças de até 12 anos e idosos com 60 anos ou mais pagam meia. Pessoas com necessidades especiais não pagam)

Telefone: (62) 3524-2390

Endereço: Alameda das Rosas – St. Oeste, Goiânia – GO, 74110-010

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Brasil

Por negligência hospital é condenado a pagar R$ 200 mil a casal que perdeu bebê no Mato Grosso

O representante do hospital afirmou que o bebê já teria morrido antes mesmo do casal dar entrada na unidade.
08/03/2019, 20h10

Um hospital e uma seguradora em Várzea Grande, no Mato Grosso foram condenados a pagar uma indenização de R$ 200 mil reais a um casal que perdeu o bebê, ainda no útero da mãe, por falta de atendimento de urgência. A decisão é do juiz da 3ª Vara Cível de Várzea Grande, Luís Otávio Pereira Marques e foi divulgada na última quarta-feira (6/3).

De acordo com a decisão do magistrado, o hospital e a seguradora vão ter que pagar ao casal o valor R$ 1,5 mil por danos materiais. O juiz julgou como procedente o pedido feito pelo casal e negou a solicitação de pensão dos  14 anos até os 65.

Após perderem a filha, os pais da criança entraram com uma ação pedindo uma indenização por danos materiais e morais. No pedido o casal afirmou que o hospital foi negligente pois não prestou o atendimento devido à mãe da criança, que estava no ciclo final de gestação.

Conforme a publicação de um Jornal da cidade, a mãe da criança chegou ao hospital se queixando de dores intensas na região inferior da barriga. O que segundo a matéria não é normal para o estado da gestação que ela estava e, por essa razão, precisaria ser encaminhada para o atendimento de urgência e não para triagem, onde o caso foi classificado como pouco urgente.

Hospital alegou em sua defesa que o bebê já chegou morto na unidade

Com a decisão do juiz, um representante do hospital afirmou que não houve qualquer ato culposo pois, durante o pré-atendimento, feito por uma enfermeira não foi possível conferir os batimentos cardíacos do feto. O representante do hospital afirmou que o bebê já teria morrido antes mesmo do casal dar entrada na unidade, devido a perda do tampão de mucosa e o sangramento vaginal identificado na mãe da criança.

Depois de esperar durante muito tempo no pré-atendimento, o casal decidiu ir a uma unidade de saúde privada de Cuiabá. No hospital particular, a mãe da criança foi submetida ao exame de ultrassom e constatou que o bebê estava com bradicardia, ou seja, a frequência cardíaca da criança havia diminuído. O resultado do exame foi uma das provas apresentadas pelos pais da menina, para demonstrar que o bebê não havia morrido como afirmou o representante do hospital condenado.

Na decisão, o magistrado lembrou que a prova pericial relatou a ausência de atendimento médico e dos exames no momento que a gestante chegou ao hospital. Conforme o juiz, caso essas medidas tivesse sido adotadas, a morte do bebê poderia ter sido evitada, mas a avaliação superficial da enfermeira comprova que houve negligência do hospital para prestar o serviço de saúde.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Brasil

Mulheres protestam em SP por direitos iguais e contra a violência

Por volta das 18h30, algumas mulheres tentaram ocupar a segunda faixa, mas não conseguiram impedir os carros que continuaram trafegando no sentido Paraíso.
08/03/2019, 20h37

Milhares de mulheres pararam uma das vias da Avenida Paulista, no centro de São Paulo, no início da noite desta sexta-feira, 8. Contra a violência, a desigualdade, o feminicídio e o desrespeito, elas se juntaram ao movimento de milhões de mulheres que marcharam em diversas cidades do mundo neste Dia Internacional da Mulher para reivindicar seus direitos.

O ato foi marcado ainda pela insatisfação delas com políticos. Em vários momentos, as músicas eram interrompidas por gritos de “ele não”, contra o presidente Jair Bolsonaro. E “Doria também não”, contra o governador tucano de São Paulo. Muitas mulheres também se manifestaram contra a reforma da previdência.

A professora aposentada Marlene Barbosa, de 57 anos, estava acompanhada da neta Isadora, de 3 anos. “Estou aqui e quis trazê-la, porque o meu maior sonho é que ela, quando crescer, não precise lutar por direitos básicos. Estou aqui lutando pelo direito à segurança, igualdade e à minha vida, da minha neta e de todas as mulheres”, disse com a menina no colo.

A publicitária Ana Paula Sousa, de 37 anos, levou o filho Gael, de 8 anos, para que ele compreenda as dificuldades que as mulheres enfrentam e não reproduza comportamentos machistas. “Sempre conversamos e o educamos em casa para que ele trate mulheres com respeito. Trazê-lo aqui é uma forma de mostrar pra ele a importância de tratar todos com igualdade, com respeito.”

Policiamento

A Polícia Militar só autorizou que as manifestantes ocupassem uma das vias da Avenida Paulista, apesar do grande número de pessoas. Por volta das 18h30, algumas mulheres tentaram ocupar a segunda faixa, mas não conseguiram impedir os carros que continuaram trafegando no sentido Paraíso.

Ao menos 30 policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) acompanham o protesto. Eles usam capuzes negros cobrindo os rostos e estão sem a identificação do nome nos uniformes. Um tenente informou que o capuz é antichamas e é utilizado quando há risco de serem atingidos por coquetel molotov.

No entanto, o protesto segue pacífico e sem nenhum incidente. Há famílias e mulheres com crianças de colo.

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