Goiás

Dono, operador e engenheiros são indiciados por acidente em parque de Ceres

Acidente ocorreu na madrugada do dia 26 de agosto de 2018; uma adolescente morreu e três ficaram feridas.
20/03/2019, 09h43

Cinco pessoas foram indiciadas pelo acidente no brinquedo ‘Surf’ em um parque de diversões, em Ceres, no Centro de Goiás, que matou uma adolescente e deixou outras três feridas. Segundo informações da Polícia Civil, os citados são: o dono do brinquedo, o responsável pelo estabelecimento, o operador da máquina e dois engenheiros, que também respondem por falsificação de documento público.

O inquérito foi entregue na terça-feira (19/3) ao promotor Marcos Rios, que deve pedir novas investigações sobre o caso, se possível com o apoio de uma delegacia de Goiânia. A defesa dos indiciados informou que eles estão à disposição para prestar os devidos esclarecimentos.

Adolescentes são arremessadas de brinquedo em parque de diversões, em Ceres

O acidente ocorreu na madrugada do dia 26 de agosto do ano passado. Conforme apurou a equipe do Corpo de Bombeiros que atuou na ocorrência, a velocidade do brinquedo aumentou e a trava de segurança quebrou e as quatro meninas foram arremessadas. A causa foi pane elétrica no motor do brinquedo, ocasionada por más condições de uso e falta de manutenção, segundo laudo pericial.

Três vítimas, Thalia Aparecida Pires, Thatiely Carvalho Evangelista e Mariane Oliveira Dias, todas de 16 anos, foram socorridas e encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Já Isabela do Amaral Vieira, também de 16, que estava em estado mais grave, foi transferida para o Hospital de Urgências de Anápolis (Huana).

Dono, operador e engenheiros são indiciados por acidente em parque de diversões em Ceres
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Oito dias após a internação, no dia 3 de setembro, Isabela teve morte cerebral confirmada. Ela sofreu traumatismo craniano, lesões nos órgãos internos e na coluna. A adolescente chegou a retirar um dos rins e parte do intestino, mas não resistiu. A família de Isabela autorizou a doação de órgãos. Todos os procedimentos legais para a doação foram feitos antes de ela ser transferida para sua cidade, onde recebeu diversas homenagens.

Imagens: G1 

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Saúde

A cada 60 minutos, uma criança ou adolescente morre por arma de fogo

Dado faz parte de estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria.
20/03/2019, 09h55

A cada 60 minutos, uma criança ou um adolescente morre no Brasil em decorrência de ferimentos por arma de fogo. Entre 1997 e 2016, mais de 145 mil jovens com até 19 anos faleceram em consequência de disparos acidentais ou intencionais, como em casos de homicídio e suicídio. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado hoje (20) pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

De acordo com o estudo, que considerou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2016, ano mais recente disponível, foram registrados 9.517 óbitos entre crianças e adolescentes no país. O número é praticamente o dobro do identificado há 20 anos – 4.846 casos em 1997 – e representa, em valores absolutos, o pico da série histórica.

O levantamento mostra que, a cada duas horas, uma criança ou adolescente dá entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento por disparo de arma de fogo. Entre 1999 e 2018, foram registradas quase 96 mil internações de jovens com até 19 anos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Despesas

As principais causas externas de morte por arma de fogo nessa faixa etária estão relacionadas a homicídios (94%), seguidos de intenções indeterminadas (4%), suicídios (2%) e acidentes (1%). No caso das internações, embora as tentativas de homicídio continuem na liderança (67%), é bastante expressivo o volume de acidentes (26%) envolvendo arma de fogo.

A avaliação contabilizou ainda as despesas diretas do SUS com pacientes atendidos após contato com armas de fogo. Nos últimos 20 anos, as internações de crianças e adolescente provocadas por disparos custaram mais de R$ 210 milhões aos cofres públicos.

O estudo considerou causas de morbidade hospitalar e mortalidade identificadas nas bases oficiais do Ministério da Saúde como acidentais, suicídios ou tentativas de suicídio, homicídios ou tentativas de homicídio e intenções indeterminadas.

Imagens: Mais Vip 

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Goiás

Engenheiro é preso após ser flagrado dirigindo carro roubado, em Catalão

A abordagem ocorreu na BR-050, em Catalão, e o homem, que acabou preso, alegou que não sabia que o veículo era fruto de roubo.

Por Ton Paulo
20/03/2019, 10h24

Numa abordagem de rotina na noite da última terça-feira (19/3), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) acabou identificando um veículo que havia sido roubado no Rio de Janeiro e estava em Goiás sendo conduzido por um engenheiro eletricista. A abordagem ocorreu na BR-050, em Catalão, e o homem, que acabou preso, alegou que não sabia que o veículo era fruto de roubo.

Conforme informações da PRF, o caso ocorreu na noite de ontem, por volta das 18h, no posto de fiscalização da corporação na BR-050, em Catalão. Num procedimento rotineiro, agentes da PRF abordagem o veículo, uma caminhonete L200, e na averiguação dos documentos e da placa foi constatado que na verdade o veículo havia sido roubado em Niterói, Rio de Janeiro.

De acordo com o Inspetor Newton Morais, da PRF, ao ser questionado sobre o fato, o engenheiro eletricista de 39 anos disse que havia comprado o carro de forma legal em Brasília, e depois levado para João Pinheiro, em Minas Gerais, onde foi expedida a documentação. Entretanto, a versão não convenceu muitos os agentes da PRF, uma vez que foram constatados ainda sinais identificadores adulterados no veículo. “Essa foi a versão que ele deu, mas é muito improvável que o Detran de Minas Gerais tenha expedido a documentação na situação em que o veículo está”, conta o inspetor.

Ainda segundo a PRF, a verdadeira dona do veículo foi contatada. Ela confirmou que o carro havia sido roubado mas disse que já havia recebido até o seguro por conta disso.

Engenheiro preso em Catalão com veículo roubado vai responder por crime

Ainda de acordo com a PRF, outra contradição notada nos documentos apresentados pelo homem foi a data. Segundo o Inspetor Newton, o veículo data do ano de 2014, mas os documentos apresentados eram de 2016.

Conforme informado pela Polícia Rodoviária Federal, o engenheiro eletricista foi conduzido para a Polícia Civil (PC) e vai responder pelo crime do artigo 311 do Código Penal – adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

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Goiás

Vendedor de picolé tenta roubar e estuprar mulher que o ajudou com emprego, em Goiânia

Crime ocorreu na noite desta terça-feira (19/3); vítima estava em casa junto com filho de 1 ano.
20/03/2019, 11h17

Um vendedor de picolé foi preso, em Goiânia, depois de tentar roubar e estuprar mulher que o ajudou com comida, abrigo e emprego. O crime ocorreu na noite desta terça-feira (19/3), no setor Urias Magalhães. A vítima, de 23 anos, que estava com o filho de 1 ano, conseguiu pedir socorro aos vizinhos, que deteram o suspeito até a chegada da polícia.

De acordo com a mulher, que não teve o nome revelado, Tiago de Jesus, de 21 anos, que já conhecia a rotina da família, saiu mais cedo do trabalho, foi até a residência deles e, usando uma faca, a ameaçou pedindo uma boa quantia em dinheiro. Ao afirmar que não tinha dinheiro em casa, a mulher foi trancada no quarto e o homem ordenou que ela tirasse a roupa.

Em entrevista a um jornal local, a vítima disse que durante luta corporal conseguiu derrubar a faca da mão de Tiago e gritar por socorro. Ele ainda tentou fugir, mas foi contido e quase linchado pelos moradores. Após a chegada da Polícia Militar, o homem foi preso em flagrante por tentativa de roubo e estupro. No momento do crime, o marido dela estava no trabalho.

Vendedor de picolé disse ao casal de dormia em terminal de ônibus em Goiânia

A mulher e o marido decidiram ajudar Tiago de Jesus, que atuava como vendedor de picolé na Região da 44, depois que ele pediu ajuda, alegando que era órfão de pai e mãe, que havia saído da Bahia em busca de trabalho, mas que não tinha nem o que comer. Segundo a mulher, ele chegou a dizer que dormia no Terminal Praça da Bíblia, em Goiânia.

O casal, sensibilizado com a história de vida do rapaz, arrumou emprego e moradia, além de oferecer as refeições a ele. Não se sabe por quanto tempo Tiago, que está preso na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), teve contato com a família.

Via: G1 CBN 
Imagens: Jornal da Região 

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Goiás

Bandidos encapuzados entram armados em hospital para executar paciente, em Caldas Novas

De acordo com uma funcionária do hospital, a polícia só compareceu ao local um hora depois que os bandidos foram embora.

Por Ton Paulo
20/03/2019, 11h20

Tanto os pacientes quanto os funcionários que cobriam o plantão em um hospital de Caldas Novas, a 170 quilômetros de Goiânia, viveram momentos de terror na madrugada desta quarta-feira (20/3). Dois indivíduos encapuzados e fortemente armados entraram na unidade de saúde procurando por um paciente a fim de executá-lo. Para isso, os bandidos renderam funcionários e tocaram o caos no hospital. De acordo com uma funcionária, a polícia só compareceu ao local um hora depois que os bandidos foram embora.

De acordo com a direção do Hospital Municipal Dr. André Ala Filho, em Caldas Novas, onde o caso foi registrado, tudo aconteceu por volta de 1h30 de hoje, quarta-feira. Uma das funcionárias do corpo gestor do hospital contou que a unidade havia recebido um homem ferido por bala e que estava internado após passar por procedimento cirúrgico, e era justamente esse homem que os indivíduos armados procuravam.

Segundo a gestora, foram momentos de terror no hospital. “Eles chegaram encapuzados e armados, batendo de porta em porta procurando pelo homem. Renderam funcionários, ameaçaram”, conta. A servidora ainda informou que como os bandidos não encontraram o alvo, um detento do regime semiaberto, acabaram desistindo e indo embora.

Polícia só chegou à unidade hospitalar de Caldas Novas depois de uma hora que os bandidos foram embora

A ação dos bandidos armados no Hospital Municipal Dr. André Ala Filho aconteceu de madrugada, e, segundo a gestora da unidade, o único aparato de segurança disponível no momento eram câmeras de segurança. A direção do hospital entrou em contato nesta manhã com o um secretário de Caldas Novas, que designou um policial para fazer campanha na unidade de saúde, em razão da internação do detento do semiaberto.

A servidora informou ainda que uma equipe policial só chegou ao local cerca de uma hora depois da partida dos bandidos.

A reportagem do Dia Online tentou entrar em contato com a Prefeitura de Caldas Novas, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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