Goiás

Seis mães falam sobre a dor de perder um filho e a terrível superação

Conheça seis histórias que deixam qualquer pessoa com uma pergunta dolorosa: como essas mães conseguem superar?
20/03/2019, 15h53

Glauciane, Graziela, Adriana, Gislaine, Luciana e Patrícia têm uma certeza em comum: não tem como superar a dor de perder um filho.

Nenhuma delas consegue esquecer o enjoo da gravidez, a barriga crescendo, o corpo inchando. E algo por dentro chutando. E as dores do parto, então, estão marcadas pela memória ou por cortes na barriga.

Elas aguardaram nove meses para se deitarem em macas de maternidades e sentirem as contrações que antecederam o nascimento. Lembram-se das dores e dos gritos. Do chorinho do bebê. Os seios cheios, os dedinhos, os olhos, a boca.

Tudo lhes vêm à cabeça quando relembram a biografia de filhos que terminaram deixados em cemitérios. Os bebês que engatinhavam pela casa, que mastigavam chupetas, que aprendiam a andar encostando nos móveis. Tudo para estas seis mãe é memória.

A dor de perder um filho

A menina de unhas pintadas

E foi num 19 de fevereiro que Glauciane Pires Silva deu à luz a Ana Clara. Ela não sabia, mas 7 anos depois, em 2017, a menina passaria o aniversário desaparecida.

Três dias adiante, Glauciane sentiu uma coisa que percorreu todo o corpo que nenhuma palavra define: como se algo rasgasse a carne. Recebia a notícia de um delegado de que o corpo da menina Ana Clara foi encontrado abandonado em uma mata. Tinha sido brutalmente assassinada. O corpo da sua bebezinha tinha sido violado e queimado.

“A dor é insuportável. O vazio é grande. Eu sofro demais quando acordo e lembro que não tenho mais a minha filha”, lamenta Glauciane, com o choro entalado.

Aos 25 anos, vive na mesma casa em que Ana Clara saiu para ir à vizinha quando não voltou mais. Nem para o velório.

A repercussão do desaparecimento e morte de Ana Clara foi tão grande que o corpo foi velado na escola em que a menina corria, de unhas pintadas e batom nos lábios, com as amiguinhas. Homenageada, aplaudida, recebeu cartinhas. Em uma delas, uma coleguinha desenhou uma borboletinha.

Para Glauciane, Ana Clara voou.

O menino vendedor de bombons 

Rafael, de 11 anos, voltava para casa com o irmão de 15 quando foi atropelado por um carro antes de chegar do outro lado de uma das avenidas mais movimentadas de Anápolis em novembro de 2018.

Ao lado do corpo, a vasilha de plástico que a mãe, Graziela Ribeiro Barbosa, de 33 anos, preenchia com bombons. Chocolate, sangue e o grito do irmão misturados na Avenida Brasil.

Rafael queria ajudar nas finanças de casa e levou a ideia meses antes. “Mamãe, vamos fazer bombom para eu vender. Quero te ajudar.”

“Meu filho queria ser juiz. Falava muito em me ajudar, arrumar nossa casa.” Rafael, como lembraram professores no velório, era nota 10. “Um sonhador”, lembra Graziela, entre soluços, uma vez ao mês para a psicóloga que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece para ela tentar seguir vivendo.

“Tenho outros filhos. Preciso criar cada um deles”, diz. O irmão que brincou minutos antes com Rafael, viu ele sendo atropelado e a tentativa inútil de salvá-lo, nunca comentou a morte. Nem a vida. Mas às vezes é visto encarando a foto de Rafael na parede de casa.

Para os quatro irmãos e aos pais de Rafael, sobrou o sorriso de um sonhador emoldurado para sempre em um quadro.

“Queria estar enterrada com meu filho”

Luciana Pereira Lopes não desiste de cobrar que o Estado responda por que deixaram seu filho morrer queimado vivo.

Quando conversou comigo dois meses depois de enterrar Lucas Rangel Lopes, de 17 anos, Luciana me disse que o filho não tinha pé. “Todo queimadinho.

Lucas cumpria medida socioeducativo no Centro de Internação Provisória (CIP), instalado dentro do 7° Batalhão, em Goiânia, quando dois jovens colocaram fogo em um pedaço de colchão. Dez meninos morreram como você pode ler em uma reportagem especial aqui.

“Quando a gente descobre que está grávida, tudo muda. A gente aprende a viver com aquele ser. Ensina a andar, a falar. Quando perdemos, perdemos um pedaço de si. Não me sinto mais inteira”, diz.

Sem coração. É como Luciana se sente. “Enterrar um filho é como se eu tivesse me enterrado. Perdi a vaidade, minha alegria. Se eu pudesse, estaria com meu filho lá no cemitério, enterrada com ele.”

Uma filha dentro da caixa de papelão

Gislaine de Sousa de Oliveira Rezende, 45 anos, comunga da mesma sensação de Luciana: se sente como se tivesse sido enterrada viva. Ela é mãe de Géssika Sousa dos Santos, de 27, vítima de feminicídio.

O corpo de Géssika foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, na Praça do Trabalhador, em Goiânia, no dia 30 de outubro de 2018.

Géssica foi encontrada por volta de 5h da manhã, amarrada com fios e enrolada em um lençol. Em vídeos que circularam pelo WhatsApp, a vítima, morta, foi vasculhada com pedaços de madeira por pessoas que passavam pela praça, a poucos metros da rodoviária de Goiânia.

“Não tive coragem de reconhecer o corpo, nem assistir o vídeo. Nunca mais vi minha filha porque o caixão foi lacrado”, contou Gislaine ao Dia Online na primeira entrevista depois da morte de Géssika.

“Se quer saber a sensação de ser enterrada vida? Basta enterrar um filho”, resume ela, que cuida das duas filhas de Géssika. Saiba os detalhes da vida de Marcos Cunha, que confessou o crime clicando aqui.

O jovem marceneiro 

Antes de encontrar o corpo do filho, sem camisa, olhos semiabertos, no canteiro de uma avenida, Adriana Maciel não dava importância para mortes envolvendo conflitos entre bandidos e a polícia.

Para ela, “bandido bom era bandido morto”, ideia que ela sepultou junto com Wallacy Maciel, de 24 anos, confundido com ladrão na madrugada do dia 9 de setembro.

Foi a própria Adriana que foi atrás de provas para deixar bem claro: Wallacy foi assassinado duas vezes. A primeira, quando um soldado atirou sem dar chance de defesa ao filho e, depois, quando foi tratado como bandido. Drogas e armas, segundo imagens, teriam sido implantadas para justificar a morte do jovem.

“Perder um filho é a pior sensação do mundo. A alegria não existe mais. Nada no mundo substitui. Nada cobre. É mentira de quem fala que o tempo cura.” Adriana perambula por fóruns em busca de Justiça. Quer ver o policial que não apenas sepultou o filho, mas os sonhos dele, na cadeia.

O filho desaparecido de Patrícia

Patrícia  Maria de Castro tem 38 anos. Desde o dia 23 de maio de 2017 administra um grupo com  título: “Maycon (desaparecido)”.

Na medida que adiciona pessoas, outras saem. Fogem. Não suportam a obsessão de Patrícia de encontrar o filho, Maycon Castro de Paula, de 17 anos.

Ele deixou a mãe em Formosa, interior de Goiás, em janeiro de 2017, para procurar emprego em Roraima. Em abril, pegou a motocicleta de um criminoso conhecido da região em Seringueiras e nunca mais foi visto.

Patricia viajou duas vezes à região. O delegado que investigava o caso chegou a dizer que, se quisesse encontrar o filho, ela mesma deveria procurar. Em Brasília, tentou ajuda da Polícia Federal (PF). Nada.

Empregada doméstica, conseguiu doações de moradores e políticos de Formosa para viajar sozinha, onde encontrou gente mal-encarada.

Esta semana, recebeu a fotografia de um rapaz deitado no chão de uma rodoviária de Brasília. “Quero ir lá ver se é ele”, diz.

Para ela, perder um filho e não enterrar é ter a certeza de que ele está vivo. Pouco ou nada diferencia Patrícia das outras mães: ela se sente deteriorada a cada dia que acorda e não recebe ligações ou mensagens de Maycon, que preenche a timeline do perfil do Facebook dela diariamente com seus olhos azuis, rosto branco e cabelos claros.

Enquanto isso, Patrícia vagueia por ruas de bytes, olha sites que noticiam corpos encontrados em cada município do Brasil. Ao contrário de pessoas que tentam obrigá-la a sepultar o filho pelo menos mentalmente, ela cavouca com mãos de mãe a esperança de voltar a ver Maycon. “Ele vai me abraçar e dizer que me ama.”

Thiagão e Os Kamikazes do Gueto têm versos – na canção Todo Finado Tem Mãe” que descrevem como ninguém essa coisa que é perder um filho:

“Eu sei, que eu te fiz sofrer

E não, não consegui ser, o que você

sonhou

Sorrir, não te fiz sorrir, chorar, só te fiz chorar

Quando a morte me levou

O tempo é o melhor remédio, mas às vezes nem ele cura

A dor de quem perdeu, quem enterrou o próprio filho, truta

Nessas andanças, lugares onde passei

Foi raridade achar que não chorou por alguém

Quem não perdeu um amigo, que não perdeu um irmão

Quem perdeu um filho perdeu metade do coração

É procê vê né tia, seu filho morreu faz tempo

E as lagrimas não secaram, não acabou com o sofrimento

Nem vai acabar, não acaba nunca”

Seis mães falam da dor de perder um filho e a terrível superação
Na ordem, Ana Clara, Rafael, Lucas, Géssika, Wallacy e Maycon. Foto: montagem.

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Goiás

Edital de nova licitação do programa Jovem Cidadão deve sair nesta quarta-feira

O anúncio foi feito via Twitter, e conforme o governador, o novo edital prevê a contratação de 5 mil jovens do programa.

Por Ton Paulo
20/03/2019, 15h55

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) anunciou na última segunda-feira (18/3) que o edital para nova licitação do programa de capacitação e formação técnico-profissional Jovem Cidadão será publicado nesta quarta-feira (20/3). O anúncio foi feito via Twitter, e conforme o governador, o novo edital prevê a contratação de 5 mil jovens do programa.

Ainda de acordo com Caiado no tweet publicado, como a modalidade da licitação é pregão eletrônico, no dia 2 de abril estará “tudo resolvido”, se referindo à nova entidade que irá gerir o programa Jovem Cidadão.

O controlador-geral do Estado, Henrique Ziller, concedeu uma entrevista para a Rádio Bons Ventos na manhã desta quarta-feira onde fez explanações acerca das polêmicas envolvendo o programa e seu suposto encerramento por parte do governo Caiado.

De acordo com Ziller, a Justiça obrigou o Estado a continuar o programa e “manter em funcionamento até a realização da nova licitação”. O controlador-geral disse ainda que “existem indícios de irregularidades cometidas no chamamento inicial”.

Entidade que geria programa Jovem Cidadão estava ilegal, declarou Caiado

A interrupção contratual do Estado com a entidade que geria o Jovem Cidadão foi envolta por polêmicas. No início deste mês, Caiado, em entrevista à rádio goiana 99,5 FM, fez um apanhado geral sobre vários temas tratados nos primeiros 60 dias de seus governo. Em meio a polêmicas, Caiado falou sobre o suposto fim do programa de formação técnico-profissional para jovens, o Jovem Cidadão. Segundo o governador na ocasião, o programa passaria “para nova entidade”, uma vez que, de acordo com ele, a atual estaria em situação ilegal.

Na entrevista, dada no Dia Internacional da Mulher, 8/3, o governador do DEM afirmou categoricamente que o programa voltada para os jovens do estado de Goiás terá continuidade. Ele afirmou ainda que o contrato com a Rede Nacional de Aprendizagem Promoção Social e Integração (Renapsi), responsável pelo programa Jovem Cidadão, foi findado pois a entidade estaria em situação ilegal por não cumprir com exigências do Estado.

“Ninguém vai acabar com o Jovem Cidadão. Estou fazendo o que sou obrigado a fazer pela lei, pois a entidade responsável pelo programa está em condições de ilegalidade. Não cumpriu as exigências e está assim há 20 anos”, apontou.

Conforme o governador, o Estado estava pagando quase R$ 1 mil reais por jovem, mas ele estava recebendo R$ 400.

A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação da Renapsi na época, mas não obteve retorno.

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Goiás

Por desconfiar que irmão era traído, homem é preso ao tentar matar a cunhada em Aragarças

Suspeito discutiu com a cunhada e quando ela foi chamar à polícia, ele pegou a arma no carro e efetuou dois disparos.
20/03/2019, 16h18

Um homem identificado como Fernando Antônio Borges de Lima Filho, de 47 anos, foi preso na última terça-feira (19/3) pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), em Aragarças, a 400 quilômetros de Goiânia. A prisão de Fernando foi por meio de um mandado de prisão preventiva contra ele, após tenta matar a cunhada a tiros na última quinta-feira (14/3) por desconfiar que ela estava tendo um caso com outro homem.

O delegado Ricardo Galvão conversou com a equipe de reportagem do Portal Dia Online e contou um pouco da história. Conforme o delegado, Fernando desconfiava que a cunhada estaria se relacionado com outro homem fora do casamento e no dia do ocorrido foi tirar satisfações com ela.

“Ele tinha uma desconfiança, o marido provavelmente sabia, mas não tomava providência. Então ele tomou as dores e foi tirar satisfação com ela”, conta Ricardo Galvão.

Desconfiança de que a cunhada trai o irmão, levou Fernando a ir tirar satisfação com a vítima

Conforme as informações do delgado, ao ir tirar satisfação com a cunhada, o Fernando Antônio e a vítima discutiram. “Enquanto ela foi ligar para a Polícia, ele foi até o carro dele e pegou uma espingarda calibre 20 e efetuou dois disparos contra ela, que atingiram o braço da mulher”, conta o delegado.

A mulher foi socorrida e encaminhada para o hospital do município, onde passou por cirurgia, recebeu alta médica e não corre mais riscos.

Segundo o delegado Ricardo Galvão, Fernando Antônio foi preso temporariamente por 30 dias e vai responder pelos crimes de tentativa de homícidio qualificado, pois ocorreu no âmbito doméstico e familiar contra a mulher.

Além da prisão de Fernando Antônio, a espingarda utilizada para efetuar os disparos também foi apreendida como prova material da tentativa de homicídio contra a vítima.

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Goiás

CDTC discute nesta quinta-feira (21) reajuste na tarifa da passagem do transporte coletivo de Goiânia

Definição sobre o valor do reajuste deve sair amanhã em reunião da CDTC.
20/03/2019, 16h45

O presidente da Câmara Deliberativa de Transporte de Coletivo (CDTC) e prefeito de Trindade, Jânio Darrot (PSDB) marcou para esta quinta-feira (21/3) a partir das 17h a reunião que vai definir o aumento da passagem no transporte coletivo da capital e região metropolitana.

Em entrevista à uma Rádio local, Darrot afirmou que além de votar o reajuste para o preço da passagem vai apresentar uma proposta para que a CDTC deixe de ser apenas deliberativa e passe a ser executiva.

O reajuste que é previsto no contrato com as empresas de ônibus que alimentam Goiânia e toda região metropolitana, ainda não saiu do papel, pois tramita um projeto na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), em que a Agência Goiana de Regulação (AGR) deixa de integrar à CDTC.

Com o projeto de lei do governo na Alego, os cálculos para o reajuste feitos pela Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) foram enviados para a AGR apenas na semana passada.

Após receber os cálculos da CMTC, o Conselho da AGR se reuniu na manhã da última segunda-feira (19/3) e referendou, ou seja, aprovou as contas da Companhia para o reajuste.

Conforme às planilhas de cálculos da CMTC, o valor pode variar entre 7,2% a 7,5%, com isto a passagem pode passar dos R$ 4 reais atuais para R$ 4,25 ou até mesmo R$ 4,30.

Todavia o novo valor da passagem vai depender da reunião desta quinta-feira (21/3) da CDTC, que vai determinar a variação e a partir de quando a nova tarifa passa a vigorar em Goiânia e toda região metropolitana.

Projeto que veda aumento da passagem sem melhorias foi aprovado em primeira votação na última terça-feira

Enquanto a CDTC não define o novo valor para a passagem do transporte coletivo, na sessão de ontem na Câmara Municipal de Goiânia, os vereadores além de se manifestarem contrário ao aumento, aprovaram um requerimento do vereador Felizberto Tavares (PR) para debater o tema.

Além do requerimento do vereador, foi aprovado em primeira votação o projeto de autoria da vereadora Tatiana Lemos (PC do B) que veda o aumento na tarifa do transporte coletivo sem melhorias necessárias. A proposta conforme a assessoria da vereadora deve voltar ao plenário da Casa na quinta-feira, para segunda e última votação.

Via: Sagres Online 

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Goiás

Aneel diz que pagamento de empréstimos reduzirá tarifa de energia

O pagamento do empréstimos vai permitir uma redução média de 3,7% nas tarifas de energia que serão pagas em 2019 pelo consumidor brasileiro; e de 1,2% em 2020.
20/03/2019, 16h55

A amortização de empréstimos contraídos em 2014 pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) junto a oito bancos possibilitará um impacto de redução média de 3,7% nas tarifas de energia que serão pagas em 2019 pelo consumidor brasileiro; e de 1,2% em 2020. Esses empréstimos foram feitos visando compensar as concessionárias de energia pelos prejuízos causados pela crise hídrica no setor.

A redução, anunciada hoje (20), em Brasília, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi possível a partir de negociações feitas desde novembro do ano passado, entre Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, Ministério de Minas e Energia, Aneel e um pool de oito bancos.

Os recursos a serem usados fazem parte de um fundo criado para compensar eventuais atrasos ou calotes que poderiam ser praticados pelas concessionárias.

Reunião em Brasília

A operação de amortização será concretizada na reunião de diretores da Aneel, prevista para a tarde de hoje, em Brasília.

“Esse empréstimo, feito em 2014, seria amortizado até abril de 2020. Diante de condições administrativas identificadas, conseguimos antecipar a quitação desse empréstimo a partir de setembro de 2019. Essa quitação antecipada nos leva a uma atenuação da tarifa em 3,7% em 2019, e de 1,2% em 2020”, explicou o diretor-geral da Aneel, Andre Pepitone.

Com a quitação antecipada da chamada Conta ACR – mecanismo de repasse de recursos às distribuidoras para a cobertura dos custos com exposição involuntária no mercado de curto prazo e o despacho de termelétricas entre fevereiro e dezembro de 2014 – será possível retirar R$ 8,4 bilhões das contas de luz até 2020.

Segundo Pepitone, R$ 6,4 bilhões serão retirados da tarifa de energia paga pelos consumidores em 2019; e outros R$ 2 bilhões sairão da tarifa em 2020 – valores que serão considerados para a definição do preço final das tarifas.

“A materialização dessa decisão irá repercutir no processo tarifário de cada distribuidora de energia em seu aniversário contratual, ou seja, na data de reajuste de cada distribuidora de energia”, finalizou.

Imagens: Agência Brasil 

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