Economia

Confiança do consumidor cai 5,1 pontos em março ante fevereiro, diz FGV

"Resultado de março sugere haver desapontamento dos consumidores com o ritmo de recuperação da economia", explica levantamento.
27/03/2019, 09h53

A confiança do consumidor caiu 5,1 pontos em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 27, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desceu a 91,0 pontos, o menor nível desde outubro de 2018. É a segunda queda seguida, perdendo 5,6 pontos, após quatro meses consecutivos de avanço, período em que acumulou um aumento de 13,5 pontos.

“O resultado de março sugere haver desapontamento dos consumidores com o ritmo de recuperação da economia, após projetarem melhoras para a economia e para as finanças familiares nos meses anteriores. Além da velocidade da recuperação estar aquém do esperado, a demora no avanço das reformas tem contribuído para o aumento da incerteza econômica”, diz a nota divulgada pela FGV.

Em março, tanto as avaliações sobre o presente quanto às expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,5 ponto, para 76,6 pontos, retornando ao patamar próximo do resultado de janeiro. O Índice de Expectativas (IE) caiu 7,6 pontos, para 101,4 pontos, o menor registro desde outubro do ano passado (95,3).

O indicador que mede o grau de otimismo com a situação econômica futura foi o que mais contribuiu para a queda do ICC em março, ao cair 8,3 pontos, para 118,3 pontos, o menor nível desde outubro de 2018 (106,0). O indicador que mede as perspectivas futuras quanto à situação financeira das famílias nos meses seguintes também piorou, ao cair 5,0 pontos, para 100,9 pontos.

“Com a redução da satisfação sobre o momento atual e arrefecimento das expectativas, os consumidores voltam a adiar compras. O indicador que mede a intenção de compras nos próximos meses caiu 7,8 pontos, para 84,8 pontos, o menor valor desde dezembro de 2018 (84,4)”, diz a nota da FGV.

Entre os indicadores que compõem o ISA, após quatro meses de resultados positivos, o indicador que mede a percepção da situação econômica caiu 1,9 ponto, para 83,5 pontos, e o que mede a percepção em relação às finanças familiares diminuiu 1,1 ponto, para 70,3 pontos.

Além disso, a queda na confiança ocorreu em todas as classes de renda. Para as famílias com renda até R$ 2.100,00, o ICC-R1 acumulou, nos últimos dois meses, queda de 9,9 pontos, influenciado por uma diminuição das perspectivas sobre a situação financeira da família.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.823 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1º e 23 de março.

Imagens: 1Zoom 

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Política

Reitor da UEG nomeou chefe de gabinete como interina no cargo e governo vai anular atos

Reitor da UEG nomeou interina para.
27/03/2019, 10h29

O reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Haroldo Reimer, praticou uma série de atos durante sua gestão que serão anulados por ordem da Controladoria Geral do Estado. Um deles foi a nomeação de sua ex-chefe de gabinete, Juliana Almada, para responder interinamente como reitora. Ela expediu portarias e outros atos administrativos nessas ocasiões que são nulos de pleno direito.

Durante os períodos em que Juliana Almada respondeu interinamente com reitora em exercício ela teria homologado licitações, contratos e outros atos administrativos que são atribuição exclusiva de quem tem investidura no cargo feita dentro da legalidade para isso. A Procuradoria-Geral do Estado e a CGE identificaram uma sequência de ações em que ela teria agido como reitora de fato sem ter sido eleita nem empossada para esse mister. O próprio Estatuto da UEG estabelece a linha sucessória composta apenas de pró-reitores e nunca de chefe de gabinete.

Inclusive as famigeradas bolsas do Pronatec que renderam uma das principais denúncias contra o reitor Haroldo Reimer tiveram inúmeras nomeações feitas por Juliana Almada. Mas, a mais escancarada prova de vassalagem foi a transferência de Haroldo Reimer do campus de Iporá, onde ele era lotado, para o campus de Aparecida de Goiânia, próximo de Goiânia, onde ele reside agora.

Reitor da UEG nomeou chefe de gabinete como interina no cargo e governo vai anular atos
Reitor Haroldo Reimer confraterniza alegremente com suas pupilas o recebimento das bolsas do Pronatec

O problema é que Haroldo Reimer furou a fila que constava com muitos outros aspirantes à transferência e que preenchem o quesito antiguidade do pedido mais que o reitor. Apenas por não terem a chefe de gabinete como executora interina da canetada que manda e ignora a legalidade não conseguiram ser respeitado o seu direito.

“Um dos princípios basilares da administração pública é o absoluto respeito à legalidade. Se um ato é eivado de cumprimento estrito do preceito legal ele é nulo de pleno direito e precisa ser integralmente retirado do ordenamento estatal”, diz um procurador do Estado.

A ordem do Palácio das Esmeraldas é para que os atos praticados por Juliana Almada no exercício interino da reitoria da Universidade Estadual de Goiás sejam sumariamente anulados e os responsáveis acionados para responderem administrativa e judicialmente pelo desrespeito à legalidade. O fato, segundo técnicos da CGE, enseja, inclucive investigação do Ministério Público por se tratar de ato de improbidade administrativa.

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Economia

"Um sonho de 35 anos", diz Caiado sobre funcionamento da Ferrovia Norte-Sul

Leilão para concessão das obras ocorre nesta quinta-feira (28/3), em São Paulo.
27/03/2019, 12h03

Ocorre na próxima quinta-feira (28/3), na Bolsa de Valores, em São Paulo, o leilão da Ferrovia Norte-Sul (FNS), evento considerado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) como um marco para os goianos. “Vamos realizar um sonho de 35 anos ao colocar a Ferrovia Norte-Sul em funcionamento”, afirmou o gestor estadual durante reunião, nesta terça-feira (26/3), com deputados federais da bancada goiana no Congresso Nacional e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, na Câmara dos Deputados.

Ao menos duas concessionárias estão interessadas nas obras. O lance mínimo pela concessão é de R$ 1,4 bilhões e o investimento previsto, de R$ 2,7 bilhões. Quem arrematar, tem direito de operar em um trecho de 1.537 quilômetros. A estatal Valec, responsável por 90% das obras, feitas durante 30 anos, não teve mais direito à prorrogação do contrato.

Ferrovia Norte-Sul deve fortalecer a economia no estado

Para Caiado, não existe motivo para adiar o leilão, uma vez que o projeto já está em andamento há mais de 30 anos. Com a conclusão das obras, ele reforça ainda que, as regiões do Vale do Araguaia, do Norte e do Nordeste de Goiás passam a ter perspectiva de crescimento. “O grande problema hoje é o transporte. A falta dele. O grande limitador até da nossa agropecuária e da instalação de qualquer indústria nessas regiões”, explicou o governador.

Durante reunião, o governador afirmou ainda que a ferrovia “está virando uma obra inacabada”, mas que isso não será permitido. “Vamos deixar o trem passar para desenvolver nosso Estado”, disse. No estado, existe a expectativa de construir 300 quilômetros ligando Água Boa até Campinorte.

Projeto da Ferrovia Norte-Sul

A construção da FNS teve início em 1987, com objetivo de cortar os estados do Maranhão, Tocantins e Goiás. Inicialmente era prevista extensão de aproximadamente 1.550 quilômetros, de Açailândia, no Maeanhão, a Anápolis, Região Metropolitana de Goiânia.

em 2006, foi aprovado um projeto de ampliação da ferrovia, que incorporou um trecho mais ao norte, sendo agora de Açailândia até Barcarena, no Pará. Dois anos depois, a Lei nº 1.772 estendeu mais uma vez o traçado da ferrovia até a cidade paulista de Panorama.

Imagens: Massa News 

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Trânsito

Van escolar em Goiânia que colidiu com carro fazia transporte clandestino de crianças

O motorista não era habilitado para conduzir esse tipo de veículo e não estava autorizado a carregar crianças. Ele responderá por crimes.

Por Ton Paulo
27/03/2019, 12h28

A van escolar que colidiu com um carro na manhã desta quarta-feira (27/3), no setor Jardim Guanabara, em Goiânia, estava repleta de irregularidades e fazia transporte clandestino de crianças. De acordo com a Delegacia de Crimes de Trânsito (DICT), o motorista não era habilitado para conduzir esse tipo de veículo e não estava autorizado a carregar crianças.

Conforme a DICT, o acidente ocorreu hoje, por volta de 6h50. João Barros da Silva, de 53 anos, conduzia uma van escolar, um microônibus Hyundai/H100 GLS, cor prata, pela Rua Porto Nacional, na pista de sentido aproximado Aeroporto/Av. Vera Cruz. Simultaneamente, Vicente Júnior Maciel Aurélio, de 24 anos, conduzia um automóvel Ônix, cor prata, trafegando pela Rua Belo Horizonte, na pista de sentido aproximado bairro/centro, quando no cruzamento das vias ocorreu a colisão entre os veículos.

Ainda de acordo com a DICT, o cruzamento das vias estava sem sinalização, mas segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em local não sinalizado a preferência é de quem trafega à direita, no caso em questão, o condutor do Ônix. Segundo

O motorista da van escolar não era habilitado na categoria profissional para transporte de passageiros, e segundo informações a van escolar fazia transporte clandestino. No momento do acidente havia doze pessoas na van, sendo 10 crianças, o motorista e uma ajudante. O motorista e sete crianças foram socorridos pelo resgate e encaminhados para unidades de saúde, sendo cinco crianças socorridas pelo Corpo de Bombeiros e duas crianças pelo Samu.

Ambos os condutores foram submetidos ao teste do bafômetro, cujo resultado foi negativo.

Crianças feridas no acidente com a van escolar já receberam alta médica

Segundo informações da DICT, as crianças envolvidas no acidente têm entre dois e 10 anos de idade. A delegacia conseguiu contato com os pais de sete crianças, e foi informada de que três crianças não sofreram lesões e deixaram o local do acidente com os pais, outras três sofreram lesões leves e já receberam alta médica, e apenas uma continua aguardando exames em uma unidade de saúde.

Motorista que conduzia transporte clandestino responderá por crimes

Para o transporte escolar é exigido que o motorista tenha categoria D (o motorista possui a B); curso de 50 horas ministrado pelo DETRAN; exames médicos e toxicológico; que o veículo tenha equipamentos de segurança e que tenha até nove anos de uso para ingressar no serviço (a van é de 2000). E autorização da SMT para funcionamento. Dentre outros requisitos.

O motorista responderá pelo transporte irregular: por usurpação de função por exercer atividade sem obedecer os requisitos e por expor as crianças a perigo. E pelo acidente, responderá por lesões corporais conforme o Código de Trânsito .

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Goiás

Empresários são presos temporariamente na sexta fase da Operação Mãos à Obra, em Planaltina de Goiás

A operação investiga irregularidades nos acordos firmados pela Câmara Municipal de Planaltina de Goiás durante a gestão do ex-presidente da Casa.
27/03/2019, 14h49

A sexta fase da Operação Mãos à Obra foi deflagrada nesta quarta-feira (27/3) pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e cumpriu quatro mandados de prisão temporária em Planaltina de Goiás, no entorno do Distrito Federal (DF). A operação investiga irregularidades nos acordos firmados pela Câmara Municipal de Planaltina de Goiás durante a gestão do ex-presidente da casa André Luiz Magalhães, mais conhecido como Pastor André.

A ação de hoje cumpriu quatro mandados de prisão temporária contra empresários suspeitos de envolvimento no esquema. Conforme o MPGO o juiz Gustavo Costa Borges acatou o pedido e determinou a prisão dos empresários.

Nesta fase da operação, os contratos firmados pela Câmara com as empresas Líder Radiodifusão, Agência de Publicidade e Eventos Ltda-ME, que têm como donos Fábio José de Souza Rodrigues e Jonathan Martins Rodrigues, além da Talismã Veículos Ltda da qual Juliano Igor Caixeta é sócio e Anderson Dias Campos procurador são investigados pelo MPGO.

Operação Mãos à Obra investiga contratação de empresa de publicidade e compra de carros para o Legislativo de Planaltina de Goiás

Os mandados de prisão temporária foram expedidos em desfavor dos empresários, pois as empresas das quais são donos foram vencedoras dos processos licitatórios irregulares feitos pela Câmara na gestão do ex-presidente da Casa, em 2017, e terminaram com a contratação da empresa de publicidade e na compra de veículos para o poder legislativo do município. Conforme as investigações do MPGO, os contratos assinados com as empresas chegaram aos valores de R$ 72.050,00 e R$ 257.200,00 respectivamente.

Segundo o Ministério, as investigações mostraram que referente ao contrato para publicidade, os documentos do processo de licitação foram forjados e que não existia nenhuma licitação para a contratação de uma empresa especializada no serviços de assessoria de comunicação na Câmara de Planaltina de Goiás, e que a empresa contratada não presto qualquer serviço ao Legislativo.

O MPGO afirmou ainda que o contrato para a compra dos veículos demonstram a aquisição de quatro carros novos, mas apenas dois foram entregues.

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