Goiás

Meia tonelada de produto para o refino de cocaína é apreendida, em Rio Verde

Condutor afirmou que ia receber R$ 10 mil para fazer o transporte da mercadoria.
27/03/2019, 20h30

Uma operação do Comando de Operações de Divisas (COD) na tarde desta quarta-feira (27/3), em Rio Verde, a 238 quilômetros de Goiânia, terminou com a prisão de um homem e apreensão de meia tonelada de um produto usado para o refino da cocaína e 12.500 pacotes de cigarros vindos do Paraguai, para abastecer Goiânia e Anápolis.

Conforme as informações do COD, a operação foi feita em conjunto com a Polícia Federal e na região sudoeste do Estado. A polícia afirmou que o veículo em que a mercadoria era trazida, é um modelo de caminhonete Renaut Oroch.

Ao parar o veículo, os policiais encontraram com o condutor do veículo Alessandro Pavan de Moura, 500 quilos de Benzoado de Emamectina (produto que é utilizado para o refino da cocaína). Conforme as informações do COD, a substância química foi apreendida, além do produto para o refino da cocaína, os policiais encontraram com o suspeito uma carga de 12.500 carteiras de cigarro, que foram avaliadas em aproximadamente R$ 400 mil reais.

Motorista que transportava produto para refino da cocaína e cigarros contrabandeados ia receber R$ 10 mil pelo transporte da carga

Após a apreensão do produto, Alessandro afirmou que buscou a carga no Paraguai na divisa com o Brasil no Mato Grosso do Sul (MS) e que receberia cerca de R$ 10 mil reais para fazer o transporte da mercadoria. De acordo com o COD, a carga de cigarros contrabandeada e os insumos para o refino da cocaína seriam distribuídos nas cidades de Goiânia e Anápolis.

Veja o vídeo do momento da apreensão da mercadoria: 

O COD constatou ainda que o condutor da caminhonete e responsável pelo transporte da mercadoria, tem outras passagens por contrabando. O material apreendido e Alessandro foram levado para a sede da Polícia Federal em Jataí. Onde o condutor do veículo foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico internacional de drogas e contrabando.

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Brasil

Mais três barragens da Vale têm nível de alerta elevado em Minas Gerais

Estruturas deixaram o nível 2 e passam para o nível 3 de segurança, o que significa risco iminente de ruptura.
28/03/2019, 07h28

Mais três barragens da Vale em Minas Gerais foram colocadas em alerta máximo para rompimento nesta quarta-feira, 27. Duas ficam em Ouro Preto e uma em Nova Lima, no distrito de São Sebastião das Águas Claras, conhecido como Macacos. Sirenes foram acionadas, como protocolo, na zona de autossalvamento (ZAS) das três barragens. As estruturas deixaram o nível 2 e passam para o nível 3 de segurança, o que significa risco iminente de ruptura. A barragem em Nova Lima é a B3/B4. Em Ouro Preto são as estruturas Forquilha I e Forquilha III.

As informações são do coordenador-adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, Flávio Godinho, que afirmou não terem ocorrido retiradas de moradores nesta quarta. Moradores da zona de autossalvamento das estruturas foram retirados de casa em 16 de fevereiro, no caso de Nova Lima, e no dia 20 do mesmo mês, em relação a Ouro Preto. No caso da barragem de Macacos, 305 moradores foram obrigados a deixar suas casas. Em Ouro Preto, a evacuação somou aproximadamente 75 pessoas.

Uma comunidade em Nova Lima, chamada Honório Bicalho, apesar de estar fora da zona de autossalvamento, poderá ser evacuada ainda esta noite, segundo Godinho. Ainda conforme o representante da Defesa Civil, não há possibilidade de a lama das barragens em Ouro Preto atingirem a região central da cidade.

Com as elevações desta quarta, chega a quatro o número de represas da Vale em Minas em alerta máximo para rompimento em menos de uma semana. Na sexta-feira, uma represa de rejeitos da mineradora em Barão de Cocais também recebeu nível 3 de segurança. A cidade vive em estado de vigília desde então.

Desde fevereiro, com a subida para o nível de segurança 2 da barragem Sul Superior, da mina de Gongo Soco, cerca de 6 mil dos 28 mil moradores da cidade, habitantes das margens do Rio São João, têm dificuldade para dormir. Em caso de rompimento, a lama de rejeitos descerá pelo curso d’água.

Desde sexta-feira, o temor se intensificou. Moradores que poderão ser atingidos chegam a manter o carro pronto na garagem com documentos, álbum de formatura de filhos e lembranças da residência que pode ser destruída.

Ponto de encontro e rota de fuga são expressões que passaram a fazer parte do cotidiano dos moradores. Nas ruas, a circulação de carros da polícia com a sirene ligada indica a mobilização das autoridades para realizar o treinamento da população com objetivo de evitar um novo desastre no Estado.

Imagens: Exame.com 

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Educação

UEG tem 180 dias para substituir temporários por aprovados em cadastro reserva

Instituição, que tem 80% do quadro de pessoal composto por temporários, também deve fazer novos concursos.
28/03/2019, 08h04

Por determinação da Justiça, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) tem 180 dias para convocar os aprovados em cadastro reserva, aprovados na última seleção, para substituir o quadro de funcionários temporários. Além disso, no prazo de cinco, em escalonamento, a instituição deve realizar novos concursos públicos para contratação de docentes e técnicos administrativos. De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), atualmente, 80% do quadro de pessoal da universidade é composto por temporários.

Desde 1999, ano de criação da UEG, foi feito apenas um concurso público, em 2013, também por meio de decisão judicial. Conforme consta em documento, a maioria dos professores e demais servidores são temporários, contratados por processo seletivo simplificado, sendo que muitos estão com contratos expirados, inclusive alguns há mais de 10 anos.

UEG deve respeitar quantitativos máximos de colaboradores temporários

Segundo decisão da 3ª Câmara Cível do TJ-GO, a instituição poderá manter os colaboradores que estão em vigência, respeitados os quantitativos máximos de 20% para técnico-administrativos e 33,3% para docentes. Em resposta à determinação, ainda de acordo com o Tribunal de Justiça, a Universidade e o governo estadual alegaram que servidores efetivos custam, em média, até três vezes mais do que temporários e não haveria orçamento suficiente para contratação.

Ainda assim, o juiz substituto em segundo grau Fábio Cristóvão de Campos Faria, relator da ação, reforçou que “não desconhece as dificuldades financeiras reclamadas pelas partes apelantes, certamente agravadas pela crítica situação fiscal do Estado de Goiás, todavia, não se pode exigir que o cidadão seja compelido a assistir durante quase 20 anos a falha na gestão do quadro de pessoal da autarquia, destinada ao ensino, pesquisa e extensão, com finalidade científica, tecnológica, de natureza cultural e educacional, com caráter público, gratuito e laico”.

Para o magistrado, mesmo com orçamento reduzido, “não se pode fechar os olhos para a demanda de tempo necessária a substituição da mão de obra e a situação financeira em que se encontra o Estado de Goiás e o orçamento destinado à UEG, que, infelizmente, foi reduzido em 11% por cento em relação ao orçamento previsto para o ano de 2018”.

Via: TJ-GO 
Imagens: M10 

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Goiás

Ex-governador Zé Eliton é alvo de operação da Polícia Federal que apura desvios na Saneago

A ação tem como objetivo apurar desvios de verbas na Companhia de Saneamento de Goiás, a Saneago.

Por Ton Paulo
28/03/2019, 08h21

O ex-governador de Goiás, Zé Eliton (PSDB), é o mais recente alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (28/3). A ação tem como objetivo apurar desvios de verbas na Companhia de Saneamento de Goiás, a Saneago.

Trata-se da segunda fase da Operação Decantação, onde o tucano Zé Eliton é um dos alvos. Estão sendo cumpridos, ao todo, cinco mandados de prisão, oito de busca e apreensão e também o sequestro de 65 imóveis.

De acordo com a Polícia Federal, empresários, dirigentes da empresa e agentes públicos são investigados pelos desvios, cometidos entre os anos de 2012 e 2016. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços de investigados e pessoas ligadas ao ex-governador, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Durante as buscas, os policiais acharam uma mala de dinheiro na casa de uma das mulheres detidas. Segundo a PF, há R$ 800 mil.

Ex-governador Zé Eliton é alvo de operação da Polícia Federal que apura desvios na Saneago
Foto: PF

Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido no condomínio onde reside Zé Eliton, o Reserva Du Parc, no Jardim Goiás.

A ação é decorrente da análise de materiais apreendidos na Operação Decantação, deflagrada em 2016, que desarticulou célula criminosa responsável pelo desvio de cerca de R$ 4,5 milhões da Saneago. Na análise, foi constatado que três empresas, de um único dono, foram beneficiadas em contratos junto à companhia de saneamento, mesmo com impedimentos fiscais e não sendo especialistas na prestação dos serviços demandados, o que indica direcionamento de licitação.

Chefe de Gabinete de Zé Eliton recebia recursos da Saneago, diz PF

Segundo as investigações, parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete do então governador do estado. Foi apurado ainda que o ex-vice-governador teria utilizado, por diversas vezes, uma aeronave de propriedade de uma das empresas beneficiadas pelos contratos.

Há indícios de que as empresas também eram utilizadas para lavagem de dinheiro, uma vez que ficou comprovada transferência de valores na ordem de R$ 28 milhões entre o chefe de gabinete do ex-governador e a conta de uma das empresas. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, fraudes em processos licitatórios e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de demais implicações penais ao final da investigação.

O nome Decantação faz alusão a um dos processos de tratamento de água, em que ocorre a separação de elementos heterogêneos.

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Brasil

Atiradores de Suzano queriam matar desafetos

Para Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, o alvo seria um vizinho. Já o de G.T.M., de 17 anos: o próprio tio.
28/03/2019, 09h10

Cada atirador deveria matar um desafeto antes de dar início ao massacre na Escola Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Para Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, o alvo seria um vizinho. Já o de G.T.M., de 17 anos: o próprio tio. A série de ataques fazia parte do plano traçado para o último dia 13, quando a dupla promoveu a chacina dentro do colégio.

Segundo as investigações, um eletricista de 25 anos estaria marcado para morrer após brigar com Luiz Henrique no início deste ano. Na manhã do crime, o atirador chegou a ir atrás dele, mas o possível ataque acabou não acontecendo.

Como eram vizinhos, os dois se conheciam desde a infância. “Luiz Henrique vinha agredindo o próprio pai, pois ele o aconselhava a não fazer ‘coisas erradas’, tais como gastar dinheiro à toa”, relata o homem em depoimento à Polícia Civil, obtido pela reportagem. “O depoente precisou intervir para separar a briga entre Luiz e seu pai, quando precisou agredir Luiz.”

Depois disso, o atirador tinha “raiva” do vizinho, segundo o documento. Menos de uma semana antes do massacre, eles se cruzaram, por acaso, em um shopping – G.T.M. também estava no local. “Ambos não falaram com o depoente, apenas balançaram a cabeça quando o viram, em sinal negativo.”

Às 8h10 do dia 13, cerca de 1h30 antes da tragédia na Raul Brasil, Luiz foi até a casa do eletricista e encontrou o portão trancado. O atirador começou a chamá-lo insistentemente. Ele, no entanto, não atendeu à porta e continuou dormindo. Luiz decidiu ir embora.

Familiares do homem relatam que, quando ele soube que o massacre foi promovido por Luiz, ficou “apavorado”. Presumindo que também seria um alvo, fez um boletim de ocorrência e deixou a casa onde mora. “Resolveu comparecer nesta delegacia pois tem medo de que haja mais pessoas engajadas (no massacre)”, diz o registro.

O depoimento fundamenta a tese da polícia de que os assassinos planejaram cometer dois homicídios antes de chegar à escola, armados com um revólver 38, uma machadinha e uma besta. O segundo ataque, de fato, aconteceu: Jorge Antônio de Moraes, de 51 anos, recebeu três tiros pelas costas, em uma revendedora de carros, a 750 metros de distância do colégio. Segundo testemunhas, o sobrinho dele, G.T.M., foi o responsável pelos disparos, mas Luiz estava do seu lado na execução.

Moraes era o proprietário da agência e empregou o adolescente. Ele também dava conselhos para o sobrinho, segundo pessoas próximas. À polícia, um familiar declarou que G.T.M. foi demitido após “fazer coisas erradas” na revendedora e “ficou revoltado”. Depois, chegou a jurar o tio de morte.

Massacre

Para agentes que atuam no caso, o assassinato de Moraes pode ter evitado que o número de vítimas fosse maior – os primeiros PMs a chegarem à Raul Brasil, na verdade, haviam sido acionados para o caso na agência de carros. Ao todo, sete pessoas morreram no colégio, além dos dois atiradores.

Segundo a investigação, o ataque foi inspirado no massacre de Columbine, nos EUA, que terminou com 15 mortos em 1999 – a meta dos atiradores seria superar esse número. Jogos de videogame e fóruns de ódio na dark web, a parte mais escondida da internet, também teriam influenciado. Um jovem de 17 anos está internado desde a semana passada na Fundação Casa, sob acusação de ajudar no planejamento do atentado. A defesa nega sua participação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: CGN 

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