Goiás

Dinheiro em mala, helicóptero e morte em esquema milionário na Saneago

Investigado na 1° fase da Operação, engenheiro foi encontrado morto no Jardim Botânico cinco dias após ser levado à PF.
28/03/2019, 21h04

Notas de R$50 e R$ 100 dentro de malas e envelopes e enrolados em páginas de jornal saltaram aos olhos na manhã desta quinta-feira (28/3) em fotografias e vídeos divulgados pela Operação Decantação 2, que investiga esquema de corrupção na empresa de Saneamento de Goiás (Saneago).

A Polícia Federal (PF) deu continuidade à 2° fase da operação, quase três anos depois de a 1° fase, desencadeada no dia 24 de agosto de 2016, ter cumprido 120 mandados.

Entre os presos, o presidente estadual do PSDB à época, Afrêni Gonçalves e o então presidente da Saneago, José Taveira Rocha.

Cinco dias depois, no dia 29, o engenheiro e supervisor de qualidade da Saneago Claudionor Francisco Guimarães Filho decidiu pôs fim à própria vida. Foi encontrado morto enforcado em uma árvore do Jardim Botânico. Ele foi um dos investigados nesta 1° fase.

Nesta quinta-feira, a Operação repercutiu quando o nome do ex-governador de Goiás Zé Eliton (PSDB) figurou entre os alvos de busca e apreensão.

Se não fosse decisão do juiz Rafael Slomp, o ex-governador  Zé Eliton seria um dos presos na Operação Decantação 2, durante a manhã. O juiz negou a prisão porque à época em que empresários e políticos operavam o esquema, Zé Eliton era apenas vice.

Os policiais prenderam o advogado e chefe de gabinete do ex-governador, Luiz Alberto de Oliveira, um dos cinco presos na operação da Polícia Federal (PF).

A investigação apura desvios de recursos públicos da Companhia de Saneamento de Goiás, a Saneago. Conforme a PF, parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete.

Quando ainda era vice-governador – com acúmulo do cargo de secretário de Segurança Púbica – Zé Eliton teria utilizado uma aeronave de propriedade de uma das empresas que fazem parte do esquema criminoso.

A Operação suspeita que a empresa lavava dinheiro. É que foi identificado transferência de valores na ordem de R$ 28 milhões entre o chefe de gabinete do ex-governador e a conta de uma das empresas.

Além do chefe de gabinete do ex-governador, também foram presos Gisella Albuquerque, Carlos Eduardo Pereira da Costa, Nilvane Tomás de Sousa Costa (presa e liberada na primeira fase da operação) e Robson Borges Salazar.

Em nota, Saneago se manifestou sobre operação que prendeu chefe de gabinete do ex-governador Zé Eliton

A Saneago, por meio de nota, se pronunciou e disse que tem adotado e priorizado a implantação de práticas que que garantem a lisura em todos os processos da companhia.

A companhia de fornecimento de água também declarou que “permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações”.

Confira a nota abaixo:

“Em relação à operação deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira, relacionada a fatos ocorridos no período de 2012 a 2016, a Saneago destaca que a atual gestão da Empresa tem priorizado a implantação das melhores práticas de governança e compliance, para garantir a lisura em todos os processos da Companhia.Dentre as ações tomadas está a criação da Superintendência de Governança, unidade responsável pela implantação de uma série de políticas estratégicas, como a Política de Alçadas, documento que normatiza a tomada de decisões pela Diretoria Colegiada, a Política de Prevenção de Conflito de Interesses, em conformidade com o Código de Conduta e Integridade da Companhia, Política de Transações com Partes Relacionadas e a Política de Prevenção de Atos de Corrupção.A Empresa informa ainda que permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações.”

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Goiás

Criança morre no colo da mãe e causa desespero em hospital de Goiânia

Mãe se desesperou e foi amparada por outras mulheres em frente à sala de reanimação, onde o coração do menino parou de bater.
28/03/2019, 22h43

Gritos de desespero após os últimos suspiros do filho de cinco anos fizeram até funcionários e funcionárias do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI) ir às lágrimas, em Goiânia.

Faltavam cinco minutos para as 14h quando o coraçãozinho do menino parou de bater.  entrada

Segundo nota do hospital, o menino e a mãe chegaram à unidade às 3h da madrugada do dia 28 de março (quinta-feira).

A criança passou pela Classificação de Risco. Foi classificado como ficha amarela.

Depois de esperar, foi atendido por médico Pediatra e iniciados os procedimentos terapêuticos e diagnósticos. “Conforme amplamente divulgado e informado o HMI encontra-se em superlotação constante”, assume o hospital, em nota.

Sem leito, a criança permaneceu nas cadeiras com a mãe, recebendo o tratamento prescrito e aguardando vaga. Porém, o quadro da menino foi piorando. E a mãe com a criança no colo, sem saber o que fazer.

Preocupada, a mãe chamou médicos e enfermeiros, que levaram a criança para a temida sala de reanimação. Os médicos tentaram, mas não foi possível fazer com que o coraçãozinho voltasse a bater. E a criança morreu.

Criança que morreu em hospital de Goiânia foi levado ao SVO

O corpo de D.C.S foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), para investigação da causa da morte.

O órgão, por sua vez, não quis repassar informações de liberação do corpo nem a identificação da criança.

“Eu não aguentei e chorei muito”, conta uma enfermeira sob anonimato.

Vídeos gravados por outros pacientes da unidade mostram o momento que a criança está no colo da mãe e ela cuidando dele. Em seguida, as imagens mostram a mãe aos prantos, pois acabará de perder o filho, enquanto esperava os médicos chamarem o nome da criança novamente.

Médicos do Materno Infantil suspeitam que morte da criança foi ocasionada por meningite. A assessoria do hospital confirmou a morte da criança na unidade. Conforme as informações levantadas até o momento, a criança que veio a óbito no Materno Infantil, havia sido atendida pela equipe médica e estava em observação.

Os médicos que atenderam o pequeno suspeitam que a morte D.C.S tenha sido causada por meningite, porém ainda não há confirmação da causa da morte do menino. Conforme as informações repassadas pela assessoria da unidade, a criança chegou ao hospital com a mãe passando mal e pouco tempo depois houve uma piora no quadro de saúde do garoto que infelizmente veio a óbito.

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Goiás

"Tenho 126 horas de gravação de Marconi Perillo", alerta Jorge Kajuru

Áudio mostra perilo pedindo dinheiro para Luiz Alberto, ex-chefe de gabinete dele preso na Operação Decantação 2; Outro áudio mostra Perillo pedindo dinheiro para pagar um cabo da PM goiana que seria assassinado depois.
29/03/2019, 00h28

Com mais de 20 mil acessos até às 23h de quinta-feira (28/3), o senador Jorge Kajuru (PP) transmitiu ao vivo do gabinete 16 no Senado Federal o que considerou um “escândalo abismal” e atacou novamente o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), após a Operação Decantação 2, da Polícia Federal (PF).

No vídeo, Kajuru diz que, com exclusividade, tem as “gravações mortais “que ele teria desde antes de ter sido eleito vereador por Goiânia. “Em Goiás, na imprensa ninguém queria porque Marconi tinha a maioria absoluta da imprensa na mão. Todo mundo ficava calado. Graças Kajuru nunca ficou calado”, disse.

Jorge Kajuru classificou o ex-governador Perillo de “figura nefasta, vulpina”. Para ele, mesmo longe de Goiás – Marconi estaria morando em São Paulo – ele “envergonha Goiás”.

“Ele nunca mais voltou a Goiânia após a derrota humilhada e humilhante, ficando em 5° lugar na disputa eleitoral para as duas vagas ao Senado. Depois de ter sido preso da Polícia Federal. Agora não tem como não prever que essa consagrada instituição do País não estará às 6h30 acordando-o de pijama [e levando-o] para a cadeira. Tomara que lá more com Sérgio Cabral, que praticou todos os crimes de Marconi Perillo.”

Jorge Kajuru disse, ainda, que poderia oferecer os áudios à imprensa. “Fico orgulhoso porque os blogueiros que me atacavam, canalhas, que ficaram ricos agora veem que eu estava certo. Jornalistas que nem jornalistas são. Esses infelizes, que agora estão desempregados e ficam pedindo cargos”, acusa.

Jorge Kajuru mostra áudio de Marconi Perillo pedindo dinheiro para ex-assessor preso para lhe passar dinheiro

Áudio mostra perilo pedindo dinheiro para Luiz Alberto, ex-chefe de gabinete dele. Luiz Alberto foi preso na Operação Decantação 2 na manhã de quinta-feira (29/3) pela Polícia Federal (PF).

Alberto pediu para Perillo pegar dinheiro em seu apartamento R$100 mil e mais R$10 mil.

Outro áudio mostra Perillo pedindo dinheiro para entregar ao cabo Marcelo Alessandro Capinan, de 46 anos. Capinan foi assassinado com 12 tiros, na Avenida Armando de Godoy, no Setor Cidade Jardim, em Goiânia.

Após exibir o áudio, Kajuru dramatiza: “é de arrepiar”. E segue: “o cabo Capinam era amigo de Marconi Perillo. Por que um governador de Estado pagaria R$100 a um cabo?”, indaga.

Jorge Kajuru lembra que foi ameaçado e que Ronaldo Caiado, atual governador de Goiás, conseguiu um avião para ele fugir de Goiás.

O cabo Capinam ficou conhecido após ter sido acusado, com outros sete policiais militares goianos, de assassinato e ocultação dos cadáveres do estudante Murilo Soares Rodrigues, de 12 anos, e do servente Paulo Sérgio Pereira Rodrigues, de 21, em 2005. Os restos mortais das vítimas nunca foram encontrados.

Capinan também foi apontado como o autor dos tiros disparados contra a casa do ex-senador por Goiás, Demóstenes Torres. O atentado ocorreu em 2004.

A reportagem não conseguiu falar com a defesa do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, até o fechamento desta matéria. Vamos continuar tentando.

Assista ao vídeo completo:

SENADOR KAJURU ENTRA AO VIVO EM EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA, POIS SÓ ELE TEM AS GRAVAÇÕES MORTAIS DO ESCÂNDALO DE HOJE EM GOIÁS, NAS AÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL ACHANDO QUASE R$ 2 MILHÕES E 300 MIL EM ESPÉCIE EM CARRO DO EX CHEFE DE GABINETE DE MARCONI PERILLO, E ATÉ NA CASA DE SUA FILHA. CAUSA E EFEITO, CORRUPÇÃO CONTINUADA!!!

Posted by Kajuru Goiás on Thursday, March 28, 2019

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Trânsito

Trecho da BR-153 entre Professor Jamil e Hidrolândia está totalmente interditado

Caminhão carregado com dejetos de frango deixou parte da carga derramar por ao menos seis quilômetros da via.
29/03/2019, 07h56

O trecho da BR-153, que liga Professor Jamil a Hidrolândia, cidades do interior de Goiás, foi totalmente interditado na madrugada desta sexta-feira (29/3), devido um derramamento de dejetos de frango na pista. Os dois sentidos da via devem ser liberados na tarde de hoje, somente limpeza total da área.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 3h30 desta madrugada, um caminhão carregado com 25 toneladas de dejetos de frango deixou parte da carga cair em cerca de seis quilômetros da BR-153. A pista ficou escorregadia e inacessível por conta da sujeira. O veículo havia saído de Buriti Alegre, na região Sul do estado, com destino a Nova Veneza.

Trecho da BR-153 entre Professor Jamil e Hidrolândia está totalmente interditado
Foto: Reprodução/PRF

A PRF prevê que liberação da pista ocorra no fim do dia, após a limpeza total da área.

Rota de desvio na BR -153

Ainda conforme a corporação, para retornar à BR-153, os motoristas devem seguir por Morrinhos até chegar ao trevo que dá acesso a Pontalina, pegar a GO-215 e antes de Pontalina acessar a GO-040, que passa por Cromínia e assim seguir direto até Goiânia. Outra opção é: antes de Hidrolândia acessar a GO-219 voltando para a BR-153.

Apreensão de carga imprópria para consumo na BR-153

Também na madrugada desta sexta-feira (29/3), na BR-153, mas em Uruaçu, a PRF apreendeu cerca de 600 quilos de queijo impróprio para o consumo humano. O veículo, uma caminhonete Toyota Hilux, que transportava a carga era dirigido por um motorista de 22 anos, que foi preso.

Segundo ele, a mercadoria foi comprada de pequenos proprietários da zona rural de Campinorte para alimentar suínos de criadores em Ceres. O jovem pagou pela carga cerca de R$ 7 mil. A PRF suspeita que os produtos seriam distribuídos para supermercados e panificadoras de Anápolis e Goiânia.

A Vigilância Sanitária foi acionada e considerou o produto impróprio para o consumo humano.

Imagens: Jornal Atual 

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Goiás

Carga de 600 quilos de queijo estragado apreendida na BR-153 iria para supermercados de Goiânia

A carga de 600 quilos de queijo estragado havia sido adquirida, segundo o dono, por R$ 7 mil reais e de acordo com ele seria usado para "alimentar porcos".

Por Ton Paulo
29/03/2019, 08h43

Uma carga de queijo apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na madrugada da última quinta-feira (28/3) na BR-153, em Uruaçu, chamou a atenção pelo péssimo estado em que se encontrava. A carga de 600 quilos de queijo estragado havia sido adquirida, segundo o dono, por R$ 7 mil reais e de acordo com ele seria usado para “alimentar porcos”. Entretanto, a PRF suspeita que o destino da carga seria outro.

Conforme informações da PRF, tudo começou quando agentes da corporação abordaram uma caminhonete Toyota Hilux que era conduzida por um jovem de 22 anos, e ao fiscalizar o veículo, a polícia encontrou uma carga de cerca de 600 quilos de queijo na carroceria da caminhonete, coberta por uma lona de plástico.

Ao examinar o laticínio , por não ser transportado em veículo refrigerado, os policiais perceberam que boa parte do produto exalava mau cheiro, com coloração atípica, deteriorado e com presença de mosquitos.

O amontoado de queijo na carroceria do veículo tinha apenas a lona de plástico no fundo, nada mais, estando exposto ao ambiente.

PRF suspeita que carga de queijo estragado apreendida na BR-153 seria distribuída em supermercados e panificadoras

Segundo o condutor do carro, ele havia comprado a mercadoria de pequenos proprietários da zona rural de Campinorte para alimentar porcos de criadores no município de Ceres, pela carga ele pagou cerca de R$ 7.000 reais.

Entretanto, a PRF suspeita que a carga seria distribuída para supermercados e panificadoras de Anápolis e Goiânia.

O homem foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil em Uruaçu onde foi enquadrado em crime contra as relações de consumo humano.

A Vigilância Sanitária foi acionada e considerou o produto impróprio para o consumo humano.

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