Goiás

Ex-governador Zé Eliton é alvo de operação da Polícia Federal que apura desvios na Saneago

A ação tem como objetivo apurar desvios de verbas na Companhia de Saneamento de Goiás, a Saneago.

Por Ton Paulo
28/03/2019, 08h21

O ex-governador de Goiás, Zé Eliton (PSDB), é o mais recente alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (28/3). A ação tem como objetivo apurar desvios de verbas na Companhia de Saneamento de Goiás, a Saneago.

Trata-se da segunda fase da Operação Decantação, onde o tucano Zé Eliton é um dos alvos. Estão sendo cumpridos, ao todo, cinco mandados de prisão, oito de busca e apreensão e também o sequestro de 65 imóveis.

De acordo com a Polícia Federal, empresários, dirigentes da empresa e agentes públicos são investigados pelos desvios, cometidos entre os anos de 2012 e 2016. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços de investigados e pessoas ligadas ao ex-governador, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Durante as buscas, os policiais acharam uma mala de dinheiro na casa de uma das mulheres detidas. Segundo a PF, há R$ 800 mil.

Ex-governador Zé Eliton é alvo de operação da Polícia Federal que apura desvios na Saneago
Foto: PF

Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido no condomínio onde reside Zé Eliton, o Reserva Du Parc, no Jardim Goiás.

A ação é decorrente da análise de materiais apreendidos na Operação Decantação, deflagrada em 2016, que desarticulou célula criminosa responsável pelo desvio de cerca de R$ 4,5 milhões da Saneago. Na análise, foi constatado que três empresas, de um único dono, foram beneficiadas em contratos junto à companhia de saneamento, mesmo com impedimentos fiscais e não sendo especialistas na prestação dos serviços demandados, o que indica direcionamento de licitação.

Chefe de Gabinete de Zé Eliton recebia recursos da Saneago, diz PF

Segundo as investigações, parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete do então governador do estado. Foi apurado ainda que o ex-vice-governador teria utilizado, por diversas vezes, uma aeronave de propriedade de uma das empresas beneficiadas pelos contratos.

Há indícios de que as empresas também eram utilizadas para lavagem de dinheiro, uma vez que ficou comprovada transferência de valores na ordem de R$ 28 milhões entre o chefe de gabinete do ex-governador e a conta de uma das empresas. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, fraudes em processos licitatórios e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de demais implicações penais ao final da investigação.

O nome Decantação faz alusão a um dos processos de tratamento de água, em que ocorre a separação de elementos heterogêneos.

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Brasil

Atiradores de Suzano queriam matar desafetos

Para Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, o alvo seria um vizinho. Já o de G.T.M., de 17 anos: o próprio tio.
28/03/2019, 09h10

Cada atirador deveria matar um desafeto antes de dar início ao massacre na Escola Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Para Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, o alvo seria um vizinho. Já o de G.T.M., de 17 anos: o próprio tio. A série de ataques fazia parte do plano traçado para o último dia 13, quando a dupla promoveu a chacina dentro do colégio.

Segundo as investigações, um eletricista de 25 anos estaria marcado para morrer após brigar com Luiz Henrique no início deste ano. Na manhã do crime, o atirador chegou a ir atrás dele, mas o possível ataque acabou não acontecendo.

Como eram vizinhos, os dois se conheciam desde a infância. “Luiz Henrique vinha agredindo o próprio pai, pois ele o aconselhava a não fazer ‘coisas erradas’, tais como gastar dinheiro à toa”, relata o homem em depoimento à Polícia Civil, obtido pela reportagem. “O depoente precisou intervir para separar a briga entre Luiz e seu pai, quando precisou agredir Luiz.”

Depois disso, o atirador tinha “raiva” do vizinho, segundo o documento. Menos de uma semana antes do massacre, eles se cruzaram, por acaso, em um shopping – G.T.M. também estava no local. “Ambos não falaram com o depoente, apenas balançaram a cabeça quando o viram, em sinal negativo.”

Às 8h10 do dia 13, cerca de 1h30 antes da tragédia na Raul Brasil, Luiz foi até a casa do eletricista e encontrou o portão trancado. O atirador começou a chamá-lo insistentemente. Ele, no entanto, não atendeu à porta e continuou dormindo. Luiz decidiu ir embora.

Familiares do homem relatam que, quando ele soube que o massacre foi promovido por Luiz, ficou “apavorado”. Presumindo que também seria um alvo, fez um boletim de ocorrência e deixou a casa onde mora. “Resolveu comparecer nesta delegacia pois tem medo de que haja mais pessoas engajadas (no massacre)”, diz o registro.

O depoimento fundamenta a tese da polícia de que os assassinos planejaram cometer dois homicídios antes de chegar à escola, armados com um revólver 38, uma machadinha e uma besta. O segundo ataque, de fato, aconteceu: Jorge Antônio de Moraes, de 51 anos, recebeu três tiros pelas costas, em uma revendedora de carros, a 750 metros de distância do colégio. Segundo testemunhas, o sobrinho dele, G.T.M., foi o responsável pelos disparos, mas Luiz estava do seu lado na execução.

Moraes era o proprietário da agência e empregou o adolescente. Ele também dava conselhos para o sobrinho, segundo pessoas próximas. À polícia, um familiar declarou que G.T.M. foi demitido após “fazer coisas erradas” na revendedora e “ficou revoltado”. Depois, chegou a jurar o tio de morte.

Massacre

Para agentes que atuam no caso, o assassinato de Moraes pode ter evitado que o número de vítimas fosse maior – os primeiros PMs a chegarem à Raul Brasil, na verdade, haviam sido acionados para o caso na agência de carros. Ao todo, sete pessoas morreram no colégio, além dos dois atiradores.

Segundo a investigação, o ataque foi inspirado no massacre de Columbine, nos EUA, que terminou com 15 mortos em 1999 – a meta dos atiradores seria superar esse número. Jogos de videogame e fóruns de ódio na dark web, a parte mais escondida da internet, também teriam influenciado. Um jovem de 17 anos está internado desde a semana passada na Fundação Casa, sob acusação de ajudar no planejamento do atentado. A defesa nega sua participação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: CGN 

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Goiás

Preso hoje pela PF, chefe de gabinete de Zé Eliton já foi homenageado pela Câmara de Goiânia

O advogado, apontado pela PF como integrante do esquema de desvio e lavagem de dinheiro na Saneago, recebeu o título de Cidadão Goianiense da Câmara Municipal de Goiânia em 2015.

Por Ton Paulo
28/03/2019, 10h10

O advogado e chefe de gabinete do ex-governador de Goiás, Zé Eliton (PSDB), Luiz Alberto de Oliveira, foi um dos cinco presos na operação da Polícia Federal (PF) deflagrada hoje (28/3), que apura desvios de recursos públicos da Companhia de Saneamento de Goiás, a Saneago. O advogado, apontado pela PF como integrante do esquema de desvio e lavagem de dinheiro na Saneago, recebeu o título de Cidadão Goianiense da Câmara Municipal de Goiânia em 2015.

Natural de Morrinhos, Luiz Alberto “Bambu”, como é conhecido, recebeu a homenagem em sessão especial presidida pelo então presidente da Casa, Anselmo Pereira (PSDB), onde também estavam presentes os ex-governadores Marconi Perillo e Zé Eliton, ambos tucanos.

Segundo as investigações da operação deflagrada na manhã desta quinta-feira pela PF, parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete do então governador do Estado, Luiz Alberto “Bambu”.

Foi apurado ainda que o ex-vice-governador teria utilizado, por diversas vezes, uma aeronave de propriedade de uma das empresas beneficiadas pelos contratos. Há indícios de que as empresas também eram utilizadas para lavagem de dinheiro, uma vez que ficou comprovada transferência de valores na ordem de R$ 28 milhões entre o chefe de gabinete do ex-governador e a conta de uma das empresas.

Além do chefe de gabinete do ex-governador, também foram presos Gisella Albuquerque, Carlos Eduardo Pereira da Costa, Nilvane Tomás de Sousa Costa (presa e liberada na primeira fase da operação) e Robson Borges Salazar.

A reportagem do Dia Online segue tentando contato com a defesa de Luiz Alberto “Bambu” e Zé Eliton.

Em nota, Saneago se manifestou sobre operação que prendeu chefe de gabinete do ex-governador Zé Eliton

A Saneago, por meio de nota, se pronunciou e disse que tem adotado e priorizado a implantação de práticas que que garantem a lisura em todos os processos da companhia.

A companhia de fornecimento de água também declarou que “permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações”.

Confira a nota abaixo:

“Em relação à operação deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira, relacionada a fatos ocorridos no período de 2012 a 2016, a Saneago destaca que a atual gestão da Empresa tem priorizado a implantação das melhores práticas de governança e compliance, para garantir a lisura em todos os processos da Companhia.Dentre as ações tomadas está a criação da Superintendência de Governança, unidade responsável pela implantação de uma série de políticas estratégicas, como a Política de Alçadas, documento que normatiza a tomada de decisões pela Diretoria Colegiada, a Política de Prevenção de Conflito de Interesses, em conformidade com o Código de Conduta e Integridade da Companhia, Política de Transações com Partes Relacionadas e a Política de Prevenção de Atos de Corrupção.A Empresa informa ainda que permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações.”

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Política

Contrato de Marconi Perillo com a CSN determina que ele se afaste da política, diz jornal

Segundo a publicação, um tópico específico exige que o tucano não se envolva com política durante o período de vigência do contrato.
28/03/2019, 10h35

Assinado sob sigilo, o contrato de Marconi Perillo (PSDB) com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, em São Paulo, determina que o ex-governador de Goiás se afaste por alguns anos da política. As informações foram divulgadas, nesta quinta-feira (28/3), por Mauricio Lima, do Radar, da Veja.

Conforme a publicação, um tópico específico no contrato assinado exige que Perillo não se envolva com política durante o período de vigência. Eventualmente Marconi pode reconsiderar a ideia.

Marconi Perillo presta consultoria à CSN

O tucano presta serviços de consultoria à companhia desde novembro do ano passado, pouco tempo depois de perder em quinto lugar a disputa pelo Senado por Goiás.

Em julho de 2018, o ex-governador criou, ao lado da mulher Valéria Perillo, a MV Consultoria, que foi contratada pela CSN. A contratação da empresa de Marconi, segundo as informações divulgadas pela imprensa, foi articulada por João Dória (PSDB), governador eleito em São Paulo.

Marconi Perillo perde disputa pelo Senado

Com enorme repercussão negativa da Operação Cash Delivery, na qual envolveu seu nome e políticos próximos a ele, deflagrada próximo às eleições, Marconi Perillo caiu para 4ª posição nas pesquisas, quadro que se deteriorou e culminou na 5ª colocação apurada, com 7,55% dos votos válidos, segundo a contagem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em dados consolidados, o ex-governador ficou atrás de Vanderlan (PP), 31,35%; Jorge Kajuru (PRP), 28,23%; Wilder Morais (DEM), 14,43%; e da aliada Lúcia Vânia (PSB); 9,42%. Abaixo do Tucano, ficaram apenas Agenor (MDB, 3,56%); Professora Geli (PT, 2,41%), Luís Cesar Bueno (PT, 1,84%), Fabrício Rosa (PSOL, 0,83%); e Professora Magda Borges (PCB, 0,37%). Santana Pires (Patriotas) e Professor Alessandro Aquino não registraram votos.

Ex-governador de Goiás comenta derrota

Após derrota nas eleições de 2018, o ex-governador de Goiás divulgou uma nota em agradecimento aos goianos, aos colegas e apoiadores que “marcharam” com ele durante o tucanato. Perillo disse ainda que se dedicaria muito mais à família, à saúde, aos amigos e ao primeiro neto.

Leia abaixo a nota na íntegra:

“Encerro essa disputa de cabeça erguida, com a cristalina convicção de que nosso legado ficará registrado na memória dos goianos e nos livros de história. Um marco sem precedentes de realizações, de transformações, de transparência e de honestidade”.

Encerrada a apuração dos votos dos quase 3,5 milhões de goianos que compareceram às urnas para escolher seus representantes, as minhas palavras são de gratidão.

Gratidão a Deus, por estar sempre comigo nesta bela e recompensadora missão de dar as mãos ao nosso povo para ajudar a transformar Goiás num lugar cada vez melhor para se viver. Gratidão e apreço pelos goianos, que me elegeram para sete mandatos, quatro deles como governador do meu Estado, confiança dispensada apenas a mim até hoje.

Gratidão aos amigos, profissionais e apoiadores que marcharam comigo nesta jornada, sempre obstinados e dispostos a dar o melhor de si mesmo diante das missões mais árduas. Gratidão à minha família, que me apoiou mesmo diante de incontáveis dias longe de casa para cumprir a honrosa e elevada missão de servir à minha terra, à minha gente, ao meu Estado e ao meu País.

Encerro esta disputa de cabeça erguida, com a cristalina convicção de que nosso legado ficará registrado na memória dos goianos e nos livros de história. Um marco sem precedentes de realizações, de transformações, de transparência e de honestidade.

Gratidão, porque fizemos uma campanha limpa e democrática, na qual prevaleceu o desejo da maioria dos goianos, do maior ao menor município. É justamente assim que tem de ser e assim prosseguiremos.

Tenho agora a oportunidade de me dedicar muito mais à minha família, à minha saúde, aos meus amigos e ao meu primeiro neto, que em breve virá ao mundo.

Aos eleitos, meus sinceros votos de sucesso e a convicção de que se empenharão arduamente para manter Goiás no caminho do avanço e para recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento econômico e humano.”

Via: Veja 
Imagens: Sagres Online 

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Goiás

Pedófilos são presos em grande operação com 237 mil arquivos de pornografia infantil

A maior parte das prisões ocorre nos estados de Goiás e São Paulo.
28/03/2019, 11h41

Suspeitos de produzir, armazenar e compartilhar pornografia infantil foram presos em uma grande operação que envolveu 1.500 policiais – dos quais 200 de Goiás – na manhã de quinta-feira (28/3).

Coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, a Operação Luz na Infância 4 investiga crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

A força-tarefa investiga a  produção de pornografia infantil, armazenamento e compartilhamento.

Os policiais cumprem 266 mandados de busca e apreensão, em 133 cidades. Em Goiás, 200 policiais civis cumprem 33 mandados. Ainda conseguiram prender suspeitos com fotos e vídeos de crianças.

A investigação foi possível graças à equipe do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça. Os profissionais encontraram informações por meio da internet.

Todo o material coletado foi enviado às Polícias Civis para apuração das Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Repressão a Crimes Informáticos.

Com fotos, vídeos e dados, os delegados instauraram inquéritos e solicitaram mandados de buscas e apreensão para a Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, a operação tem policiais articulados em 133 cidades do País. Quem for condenado, as penas variam de 1 a 4 anos de prisão. Para quem compartilha, a pena é de 3 a 6 anos de prisão. O suspeito que produzir o conteúdo pode ser condenado entre 4 a 8 anos de prisão.

Para a operação, o Ministério da Justiça encontrou 237 mil arquivos, um volume de 710 GB de dados. Tudo com material de pornografia.

Veja onde e quantos suspeitos foram presos pela operação contra pornografia infantil:

Em Alagoas, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão em Maceió e Rio Largo e prenderam duas pessoas.

Já no Amazonas, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão são cumpridos em Manaus. Um técnico de informática, flagrado com material, foi encaminhado à delegacia.

Na Bahia, os policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão em Salvador.

Lá no Ceará, a operação quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos em Fortaleza.

No Distrito Federal, são cumpridos 9 mandados de busca e apreensão.

No Mato Grosso, 6 mandados de busca e apressão foram cumpridos em Cuiabá.

Policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão no Mato Grosso do Sul.

Em Minas Gerais, seis pessoas são alvos da investigação. Enquanto que na Paraíba, três pessoas foram detidas.

No Paraná, seis pessoas são alvos de mandados de busca e apreensão.

Doze mandados foram expedidos no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Norte foi cumprido um mandado.

Já no Rio Grade do Sul, foram cumpridos seis mandados.

Em São Paulo, 87 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

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