Goiás

Prefeito de Faina é afastado do cargo por 180 dias pelo MPGO

Afastamento do gestor foi motivado por descumprimento de ordem judicial.
28/03/2019, 16h48

O juiz Luís Henrique Lins Galvão de Lima acatou pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e determinou na tarde desta quinta-feira (28/3), o afastamento do prefeito da cidade de Faina, Tiago Lobo Favoretto Pereira de Souza, conhecido também como Tiago Pedra Grande (PTB) por descumprir a ordem judicial que obrigava a exonerar funcionários comissionados que estariam exercendo cargos efetivos, e a substituição dos servidores pelos aprovados em um concurso público.

O afastamento do prefeito das funções é pelo período de 180 dias segundo o MPGO. Conforme o órgão, na ação que determinou que os servidores fossem exonerados, em abril de 2017, a liminar ainda proibiu a contratação funcionários temporários e a renovação dos contratos existentes no município.

Na ocasião foi estabelecida multa de R$ 5 mil reais por dia, em caso de descumprimento da ordem judicial, que não foi respeitada pelo gestor do município. O magistrado lembrou que a conduta do prefeito mostra indiferença e descaso com o Poder Judiciário e por essa razão foi necessário a tomada de medidas mais drásticas.

Com o afastamento do prefeito de Faina, o vice-prefeito passa a ter a obrigação de cumprir com o que foi estabelecido anteriormente e ignorado por Tiago Pedra Grande

Segundo o juiz, um novo pedido de liminar em desfavor do prefeito de Faina foi expedido pelo promotor de Justiça Edvar da Costa Muniz e acatado na tarde de hoje pelo magistrado, que determinou o afastamento cautelar do gestor de Faina por um período de 180 dias.

Conforme o MPGO, a decisão do magistrado apenas afasta Tiago Pedra Grande da Administração municipal e não é constituída como cassação de mandato. Com afastamento do prefeito, o vice-prefeito Fernando Augusto Molinari de Castro Curado passa a ser obrigado a cumprir com as determinações da Justiça, ignorada por Tiago Pedra Grande.

O não cumprimento das medidas, pode acarretar em Improbidade administrativa e crime de responsabilidade, além de poder ser estabelecido um valo de multa para ser pago, em caso de descumprimento das determinações feitas anteriormente pela Justiça.

Imagens: Facebook 

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Goiás

Museu Casa de Cora Coralina guarda memórias da poetisa

Inaugurado no centenário da poetisa, o Museu Casa de Cora Coralina consegue manter viva sua memória e obra. Vale a pena fazer uma visita!
28/03/2019, 16h59

Peças fundamentais para a construção e manutenção da história dos povos, os museus são encantadores, com a função de preservar memórias e guardar detalhes que podem ser apreciados e estudados pelas sociedades futuras. A história do estado de Goiás, por exemplo, remonta ao início do século 18, assim que os bandeirantes chegaram ao Brasil Central. Embora faça pouco tempo, comparado a tantos outros lugares mundo afora, devemos considerar que é o suficiente para que tenhamos diversas histórias para contar. Imagine quantas personalidades importantes já passaram por estas terras? O Museu Casa de Cora Coralina é responsável por guardar as memórias e recontar a trajetória de uma das pessoas mais lembradas de nosso estado.

Provavelmente você deve conhecer Cora Coralina. Um dos nomes mais lembrados de nossa terra, nasceu na Cidade de Goiás no dia 20 de agosto de 1889, batizada como Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Em sua maior parte, teve uma vida simples e longe dos holofotes, conhecida por ser uma doceira de mão cheia. Sempre viveu longe dos grandes centros urbanos e desenvolveu, ainda muito jovem, uma paixão intensa pela literatura, alimentada por seu hábito de escrever poesias e textos sobre o cotidiano.

Museu Casa de Cora Coralina / Cidade de Goiás
Foto: Reprodução

Embora tenha vivido sob o anonimato durante anos, sempre demonstrou que era um verdadeiro prodígio. Apenas para que você tenha ideia, seus primeiros escritos remontam aos 14 anos de idade. Entretanto, com encontros e desencontros durante a vida e até mesmo por repressão do marido, Cora Coralina mantinha seus poemas sob sigilo, mesmo sem ter parado de escrever.

Após a morte do marido, fabricar e vender doces foi a alternativa que encontrou para manter a família, mas foi aí que também encontrou em seus livros uma forma de aumentar sua renda. Para sua surpresa, os títulos escritos por ela se tornaram extremamente populares, fazendo com que a poetisa alcançasse o auge da carreira quando já tinha ultrapassado seus 70 anos.

Conhecendo o Museu Casa de Cora Coralina

Museu Casa de Cora Coralina / Cidade de Goiás
Foto: Reprodução

Foi no dia 10 de abril de 1985 que o país foi surpreendido com a notícia do falecimento da poetisa, entristecendo a todos. No entanto, foi preciso superar a perda e encontrar uma forma de manter viva a memória e a obra desse grande nome da literatura brasileira. Assim, a casa onde a poetisa morou por tanto tempo acabou sendo transformado no que conhecemos hoje como Museu Casa de Cora Coralina.

Pouco depois de sua morte, parentes e amigos se juntaram e desenvolveram, no dia 27 de setembro de 1985, a Associação Casa de Cora Coralina, uma entidade sem fins lucrativos e de direito privado, mantida por um estatuto, com o intuito de “projetar, executar, colaborar e incentivar atividades culturais, artísticas, educacionais e ambientais, visando sobretudo, a valorização da identidade sociocultural do povo goiano, bem como preservar a memória e divulgar a vida e obra de Cora Coralina“, palavras estas que podem ser encontradas no site do museu.

Acervo do Museu Casa de Cora Coralina

Museu Casa de Cora Coralina / Cidade de Goiás
Foto: Reprodução

Museu Casa de Cora Coralina foi de fato inaugurado apenas no dia 20 de agosto de 1989, data que marcou o centenário da poetisa. Localizado no mesmo casarão em que Cora morou durante anos, conhecido também como Casa Velha da Ponte, se encontra na Cidade de Goiás e possui fácil acesso, descomplicando a vida dos turistas que pretendem conhecer esse lugarzinho ímpar e maravilhoso.

Logo de cara já é possível apreciar a bela vista da casa, já que é cercada pela ponta e por um lago que passa ao lado. Assim como diversas estruturas da cidade, apresenta ainda a velha arquitetura colonial, que é digna de nos levar a uma “viagem no passado” para entender como era a vida naquela época.

Museu Casa de Cora Coralina / Cidade de Goiás
Foto: Reprodução / Museu Casa de Cora Coralina

Ao entrar no ambiente, é possível encontrar diversos objetos pessoais, datiloscritos, manuscritos, utensílios domésticos, correspondências, fotos, livros e mobiliário que pertenceram a ela e que foram doados pela família para a composição do museu.

Tudo está muito bem preservado e dá para ter aquela sensação de realmente entrar na casa de Cora e entender um pouquinho mais sobre sua rotina e perceber o que mais gostava de fazer. A cozinha da casa é de uma delicadeza imensa, e o que falar do bloquinho de anotações no quarto? Conhecer o local é ter diversas emoções despertadas, em uma oportunidade única de entender um pouquinho mais sobre as memórias dessa tão importante personalidade goiana, que levou o nome da Cidade de Goiás para o Brasil e mundo.

Como chegar?

De avião:

  • O aeroporto mais próximo é o de Goiânia, a 136 quilômetros.
  •  O de Brasília fica a 320 quilômetros.

De carro:

  • Vindo de Goiânia, acesso pela GO-070
  • Vindo de Brasília, acesso pela BR-060 (direção Anápolis), GO-222 (até Inhumas) e GO-070.

De ônibus

A viação Moreira tem ônibus partindo de Goiânia e de Brasília em direção a Goiás. Tel: 0800-642-5022

Mais informações:

É possível participar de visitas monitoradas de terça a sábado, das 9h às 16h45, e aos domingos e feriados, das 9h às 15h. O valor do ingresso é único e custa R$ 8,00.

Acesse o site e confira mais detalhes: Museu Casa de Cora Coralina

Telefone para contato: (62) 3371-1990

Endereço: R. Dom Cândido, 20, Goiás – GO, 76600-000

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Goiás

Justiça condena governo de Goiás a pagar indenização de R$ 21 mil a casal que sofreu acidente na GO-330

Juiz considerou que a falta de manutenção na via foi responsável por ocasionar o acidente.
28/03/2019, 18h46

Um casal de Catalão entrou com um processo na Justiça contra o Governo de Goiás por danos materiais e morais, após sofrer um acidente de carro na GO-330. Diante da ação movida a Justiça condenou o governo estadual a pagar indenização no valor de R$ 21 mil reais ao casal.

Nos autos do processo constam, que o veículo no qual os acidentados estavam caiu em um buraco na rodovia e em seguida foi arremessado em um barranco. No dia do acidente em questão, o homem e a mulher ficaram feridos e o carro do casal teve perda total, conforme informou o advogado das vítimas Rubens Pena à um Jornal local.

A decisão que condenou o governo estadual a pagar a indenização foi do juiz Leonys Lopes Campos, do 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Catalão. O magistrado determinou que a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) pague o equivalente a R$ 11 mil reais por danos materiais e outros R$ 10 mil reais por danos morais. Apesar da decisão proferida, o governo do Estado ainda pode recorrer da determinação do magistrado.

Advogado do casal considerou o valor da indenização paliativo diante dos prejuízos causados aos seus clientes

O advogado afirmou que o valor da indenização foi apenas paliativo, pois ficou bem abaixo do prejuízo que o casal teve, uma vez que o carro deu perda total. Apesar do valor ser considerado baixo por Rubens Pena, ele orientou aos acidentando não recorrer da decisão o que demandaria um tempo maior para resolver o problema.

Portal Dia Online entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que por meio de nota respondeu que ainda não foi intimada sobre a decisão do juiz e que vai apresentar a defesa assim que isso ocorrer.

Confira a nota

“A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informa que ainda não foi intimada da decisão judicial.Assim que isso ocorrer, apresentará defesa nos autos.”

Via: G1 
Imagens: G1 

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Esportes

STJD nega pedido da Aparecidense e mantém jogo com a Ponte pela Copa do Brasil

O jogo contra a Ponte Preta, pela primeira fase da Copa do Brasil, está mantido para a próxima quarta-feira, às 19h15, no estádio Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO).
28/03/2019, 19h11

A Ponte Preta teve mais uma vitória no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Em votação apertada, o presidente Paulo César Salomão Filho deu mais uma vez o voto decisivo para indeferir a Medida Inominada da Aparecidense, que pedia a anulação do julgamento que impugnou o jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O julgamento aconteceu na manhã desta quinta-feira e a Medida Inominada da Aparecidense foi negada porque o voto do presidente tem “peso 2”, sendo decisivo após empate por 4 a 4. Sendo assim, o jogo contra a Ponte Preta, pela primeira fase da Copa do Brasil, está mantido para a próxima quarta-feira, às 19h15, no estádio Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO). Os campineiros têm a vantagem do empate.

No dia 12 de fevereiro, a Aparecidense venceu por 1 a 0, mas a Ponte Preta alegou que houve interferência externa para a anulação do gol de Hugo Cabral aos 44 minutos do segundo tempo e conseguiu impugnar a partida. O time goiano tentou invalidar o julgamento acusando a participação de auditores suplentes com a Medida Inominada e sofreu nova derrota nos tribunais.

Já pensando no jogo válido pela Copa do Brasil, o técnico Jorginho quis dar ritmo aos jogadores titulares e, na última quarta-feira à noite, escalou força máxima no empate com o Bragantino, por 1 a 1, em Campinas. O resultado classificou a Ponte Preta para a semifinal do Troféu do Interior.

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Goiás

Dinheiro em mala, helicóptero e morte em esquema milionário na Saneago

Investigado na 1° fase da Operação, engenheiro foi encontrado morto no Jardim Botânico cinco dias após ser levado à PF.
28/03/2019, 21h04

Notas de R$50 e R$ 100 dentro de malas e envelopes e enrolados em páginas de jornal saltaram aos olhos na manhã desta quinta-feira (28/3) em fotografias e vídeos divulgados pela Operação Decantação 2, que investiga esquema de corrupção na empresa de Saneamento de Goiás (Saneago).

A Polícia Federal (PF) deu continuidade à 2° fase da operação, quase três anos depois de a 1° fase, desencadeada no dia 24 de agosto de 2016, ter cumprido 120 mandados.

Entre os presos, o presidente estadual do PSDB à época, Afrêni Gonçalves e o então presidente da Saneago, José Taveira Rocha.

Cinco dias depois, no dia 29, o engenheiro e supervisor de qualidade da Saneago Claudionor Francisco Guimarães Filho decidiu pôs fim à própria vida. Foi encontrado morto enforcado em uma árvore do Jardim Botânico. Ele foi um dos investigados nesta 1° fase.

Nesta quinta-feira, a Operação repercutiu quando o nome do ex-governador de Goiás Zé Eliton (PSDB) figurou entre os alvos de busca e apreensão.

Se não fosse decisão do juiz Rafael Slomp, o ex-governador  Zé Eliton seria um dos presos na Operação Decantação 2, durante a manhã. O juiz negou a prisão porque à época em que empresários e políticos operavam o esquema, Zé Eliton era apenas vice.

Os policiais prenderam o advogado e chefe de gabinete do ex-governador, Luiz Alberto de Oliveira, um dos cinco presos na operação da Polícia Federal (PF).

A investigação apura desvios de recursos públicos da Companhia de Saneamento de Goiás, a Saneago. Conforme a PF, parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete.

Quando ainda era vice-governador – com acúmulo do cargo de secretário de Segurança Púbica – Zé Eliton teria utilizado uma aeronave de propriedade de uma das empresas que fazem parte do esquema criminoso.

A Operação suspeita que a empresa lavava dinheiro. É que foi identificado transferência de valores na ordem de R$ 28 milhões entre o chefe de gabinete do ex-governador e a conta de uma das empresas.

Além do chefe de gabinete do ex-governador, também foram presos Gisella Albuquerque, Carlos Eduardo Pereira da Costa, Nilvane Tomás de Sousa Costa (presa e liberada na primeira fase da operação) e Robson Borges Salazar.

Em nota, Saneago se manifestou sobre operação que prendeu chefe de gabinete do ex-governador Zé Eliton

A Saneago, por meio de nota, se pronunciou e disse que tem adotado e priorizado a implantação de práticas que que garantem a lisura em todos os processos da companhia.

A companhia de fornecimento de água também declarou que “permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações”.

Confira a nota abaixo:

“Em relação à operação deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira, relacionada a fatos ocorridos no período de 2012 a 2016, a Saneago destaca que a atual gestão da Empresa tem priorizado a implantação das melhores práticas de governança e compliance, para garantir a lisura em todos os processos da Companhia.Dentre as ações tomadas está a criação da Superintendência de Governança, unidade responsável pela implantação de uma série de políticas estratégicas, como a Política de Alçadas, documento que normatiza a tomada de decisões pela Diretoria Colegiada, a Política de Prevenção de Conflito de Interesses, em conformidade com o Código de Conduta e Integridade da Companhia, Política de Transações com Partes Relacionadas e a Política de Prevenção de Atos de Corrupção.A Empresa informa ainda que permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações.”

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