Goiás

Médico do TJGO suspeito de assédio moral e sexual é afastado das funções, em Goiás

No início da semana o MPGO protocolou uma ação civil pública contra o médico por improbidade administrativa.
04/04/2019, 19h06

O médico Ricardo Paes Sandre e ex-diretor do Centro de Saúde do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) foi afastado na tarde desta quinta-feira (4/4) das suas funções no TJGO por 180 dias. A decisão é do juiz Élcio Vicente da Silva, que optou por afastar o médico devido as acusações de funcionários do Centro contra o ex-chefe de assédio moral, sexual e abuso de poder contra os servidores da unidade.

Conforme matéria veiculada em um Jornal local, o magistrado tomou a decisão após o pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) protocolar uma ação civil pública na última segunda-feira (1/4) por improbidade administrativa contra o médico, devido as denúncias feitas em desfavor de Ricardo Sandre.

O juiz em sua justificativa alegou que não é possível a permanência do réu no TJGO, e que o seu afastamento é necessário, para não atrapalhar uma futura colheita de provas do processo movimento contra o médico.

Médico afastado do TJGO é acusado de assédio moral e sexual por servidoras do Tribunal de Justiça

O médico foi acusado por pelo menos 10 funcionárias do Centro de Saúde por assédio sexual e moral, importunação sexual e abuso de poder. Ricardo Sandre é investigado desde maio de 2017, quando foram feitas as primeiras denúncias contra o médico. No início da semana, quando o MPGO protocolou a ação civil pública, foi relatado no pedido que o ex-diretor adotou uma postura baseada no autoritarismo e que chegou a solicitar e oferecer favores sexuais para as servidoras.

A ação relata também que o médico fazia questão de lembrar da proximidade e parentesco com o presidente do TJGO, ou que tem um irmão que é delegado da Polícia Federal (PF). O documento do MPGO, mostra ainda que muitas servidoras questionaram se o médico teria acesso ao depoimento delas, demonstrando o receio das vítimas e testemunhas em depor contra os ex-chefe, por temer uma represália.

O Dia Online entrou em contato com assessoria do médico, que por meio de nota afirmou receber com estranheza a notícia do afastamento de Ricardo Sandre do cargo no TJGO pelo período de 180 dias. Conforme a nota a defesa vai recorrer da decisão, pois a determinação de afastar o médico foi com base nos depoimentos das denunciantes e testemunhas. A defesa de Ricardo Sandre lembra que ele ainda não foi ouvido e que o cliente nega as acusações feitas contra ele.

Confira a nota

“O médico Ricardo Paes Sandre viu com estranheza a notícia de seu afastamento do cargo no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás por 180 dias, determinado pelo juiz Élcio Vicente da Silva. A defesa vai recorrer da decisão, cujo único fundamento foi o depoimento das denunciantes e testemunhas que se dizem prejudicadas por medidas administrativas supostamente executadas por Ricardo Paes Sandre no serviço de saúde do TJGO. O médico nunca foi ouvido, nega todas as acusações e aguarda a oportunidade de provar sua inocência com base em farta documentação.”

Via: G1 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

Defesa de Temer diz que acusação é 'infame'

Dizia-se que os recursos destinados à reforma teriam vindo de corrupção envolvendo empresa que presta serviços ao Porto de Santos, afirmou a defesa do ex-presidente.
04/04/2019, 19h31

“A acusação de lavagem de dinheiro por meio da reforma da casa de uma das filhas de Michel Temer, além de não possuir base em provas idôneas, é infame”, afirmou nesta quinta-feira, 4, o criminalista Eduardo Pizarro Carnelós, defensor do ex-presidente, após a Justiça Federal em São Paulo aceitar a denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato. A acusação alcança, além de Temer e de sua filha Maristela Temer, o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e sua mulher Maria Rita Fratezi.

Por meio de nota, o advogado Eduardo Carnelós afirmou: “A acusação de lavagem de dinheiro por meio da reforma da casa de uma das filhas de Michel Temer, além de não possuir base em provas idôneas, é infame.

Os fatos relacionados àquela reforma foram indevidamente inseridos no inquérito que apurava irregularidades na edição do chamado Decreto dos Portos, que tramitou perante o STF, o qual, aliás, transformou-se em verdadeira devassa, sem nenhum respeito à norma do Juiz Natural. Naquela fase, a filha do ex-Presidente foi ouvida e prestou todos os esclarecimentos quanto à origem dos recursos utilizados nas obras, e agora, sem promover investigação sobre as explicações por ela apresentadas, o MPF-SP formulou a denúncia a galope, logo depois que os mesmos fatos foram usados pelo MPF-RJ para requerer e obter a decretação da prisão de Temer.

Quando o tema surgiu naquele inquérito 4621 do STF, dizia-se que os recursos destinados à reforma teriam vindo de corrupção envolvendo empresa que presta serviços ao Porto de Santos. Num momento seguinte, o dinheiro teria vindo a JBS, e, finalmente, eis que a fonte pagadora teria sido empresa de outro delator cujo acordo foi distribuído ao mesmo relator do inquérito 4621, apesar de ele tratar de assuntos relacionados à Eletronuclear, em nada vinculados ao Porto de Santos. O fato é que nenhum dinheiro fruto de corrupção foi empregado na obra da reforma, pela simples razão de que o ex-Presidente não recebeu dinheiro dessa espécie.

Essa acusação estapafúrdia revela, além do desrespeito de seus autores pelo Direito, o propósito vil de usar a filha de Michel Temer para atingi-lo, o que merece o repúdio de quem, mesmo em relação a adversários políticos, preserva íntegro o senso de decência”.

O advogado Fernando Castelo Branco, que defende Maristela Temer, afirmou que “aguarda o integral acesso aos autos do processo, bem como a sua citação para apresentar resposta à infundada acusação. Reitera que a origem dos valores utilizados para a reforma de sua residência é lícita e jamais participou de qualquer conduta voltada à lavagem de dinheiro, conforme será cabalmente demonstrado.”

Os advogados criminalistas Maurício Silva Leite e Alexandre Sinigallia, que defendem João Baptista Lima Filho e Maria Rita Fratezi, declararam que, “após a formalização da citação, a acusação será devidamente enfrentada, oportunidade em que ficará demonstrada a inocência dos acusados e a completa imprestabilidade da denúncia.”

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

MPF solicita que pedido de investigado na Operação Cash Delivery seja negado, em Goiás

Procurador alega que não há conexão entre os crimes para que documentos sejam remetidos à Justiça Eleitoral.
04/04/2019, 20h32

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) manifestou-se contrário ao pedido da defesa do ex-presidente da antiga Agência Goiana de Obras Públicas (Agetop), Jayme Rincon, para que os documentos da Operação Cash Delivery deflagrada pela Polícia Federal (PF) uma semana antes das eleições do ano passado sejam remetidos a Justiça Eleitoral.

A ação que é um desdobramento da Lava Jato, foi deflagrada para investigar acordos feitos com a Odebrecht e seus executivos. Vale ressaltar que Jayme Rincon após ser preso afirmou que recebeu dinheiro da empreiteira, e que a quantia foi gasta em campanhas do PSDB, mas não informou quais os candidatos foram beneficiados com o dinheiro da Odebrecht.

O procurador da República Helio Telho ao solicitar que o pedido da defesa de Rincon seja negado, afirmou que não há conexão entre os crimes investigados durante a operação e os crimes eleitorais que tramitam na Zona eleitoral de Goiânia.

O procurador acredita que pedir contribuição eleitoral clandestina ou recebê-la e aplicar na campanha não pode ser considerado como crime eleitoral. Conforme o MPF, o crime eleitoral é o de falsidade ideológica, devido a omissão de informações quanto ao dinheiro gasto na prestação de contas da campanha.

Procurador afirma que não há conexão para que documentos da Cash Delivery sejam remetidos à Justiça Eleitoral

O MPF informou que o ex-governador Marconi Perillo é investigado por crime eleitoral nas eleições de 2014, pois supostamente omitiu informações da verba gasta durante a campanha eleitoral, ao prestar contas, quando foi reeleito governador do Estado.

O procurador lembrou também que o processo investiga o pagamento de propina, lavagem de dinheiro e organização criminosa, pelos pagamentos feitos pela empreiteira a Marconi Perillo para beneficiar a empresa.

No solicitação par indeferir o pedido da defesa de Jayme Rincon, o MPF alega que não há conexão entre o crime comum e crime eleitoral, pois o falta o requisito de contemporaneidade e o mesmo não foi praticado de uma pessoa contra outra. De acordo com o procurador, os crimes de corrupção passiva e ativa, como o de lavagem de dinheiro ocorreram antes do período eleitoral e por essa razão não é possível que o pedido feito pela defesa do ex-presidente da Agetop seja atendido.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Criança morre após tiro acidental com espingarda do pai, em Goianira

Meninos de 10 anos brincavam sozinhos em casa quando encontraram a arma carregada no chão da cozinha.
05/04/2019, 07h55

João Vitor de 10 anos morreu na tarde de quinta-feira (4/4) ao ser baleado por um colega da mesma idade quando os dois brincavam com a arma do pai da criança, em Goianira, Goiás.

O disparo, segundo a Polícia Civil, foi acidental. Para o G1, o delegado de Goianira, Bruno Costa e Silva, informou que as crianças estudam na mesma sala de aula, no 4° Ano. “Eles são da mesma sala, no 4º ano, e tinham estudado pela manhã. Moram perto no Parque Solimões e a vítima chamou o amigo para brincar, por volta das 14h40, quando aconteceu o acidente”, disse.

Arma que matou acidentalmente criança estava no chão da casa em Goianira

As crianças encontraram a espingarda, que é artesanal, no chão da cozinha, perto de um armário.

O delegado Bruno Costa e Silva, ainda disse ao G1 que o menino que atirou no João explicou que o amigo falou que a arma estava descarregada e por isso eles podiam brincar com ela. “Ele puxou o gatilho atingindo a vítima no tórax. Os dois correram para a rua pedindo ajuda”, contou Bruno.

Após o tiro, o Corpo de Bombeiros foi acionado pelo proprietário de um bar que viu o menino pedindo socorro em uma estrada de terra.

João estava sendo conduzido ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (HUGOL) quando o coração dele paro de bater ainda na viatura, não respondendo às tentativas de reanimação dos socorristas.

João vivia com o pai e a madrasta na residência em que ocorreu a tragédia.

A delegacia vai instaurar um inquérito para investigar o pai pela posse ilegal de arma de fogo e também por homicídio culposo, “por conta do fácil acesso ao armamento.”

A criança que atirou no colega não vai ser investigada pois o delegado considera o tiro acidental, tendo em vista que o Estatuto da Criança e Adolescente prevê medidas de proteção para crianças que se envolvem em ações parecidas e devem ser encaminhadas ao atendimento psicólogo com acompanhamento do Conselho Tutelar.

João Vitor está sendo velado desde a madrugada em Goianira.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Abandono de animais pode render multa de, no mínimo, um salário em Goiás

Em caso de reincidência, o valor poderá ser aumentado em até dez vezes; entenda.
05/04/2019, 08h03

O abandono e omissão de cuidado aos animais no estado pode render multa de, no mínimo, um salário. É o que prevê o Projeto de Lei n° 1207/19, que tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O principal objetivo da proposta é inibir os inúmeros casos de animais abandonados, principalmente em locais públicos no estado.

Em justificativa, o deputado Iso Moreira (DEM), autor da proposta, disse que “é imprescindível que o indivíduo tenha a consciência de que ao adquirir um animal de estimação, deverá assumir uma “guarda responsável”, que consiste em planejar e tomar alguns cuidados necessários e obrigatórios para manter o animal saudável e feliz.”

A matéria explica que também será considerada guarda irregular quando o animal não for mantido seguro. A pena mínima será de um salário mínimo, em caso de reincidência, o valor poderá ser aumentado em até dez vezes. O projeto segue em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), e tem como relator o deputado Hélio de Sousa (PSDB).

Centro de Acolhimento Animal em Goiânia

Outra matéria que aborda a segurança dos pets foi analisada e aprovada pela Comissão da Câmara Municipal de Goiânia, de autoria do vereador Zander Fábio (Patriotas), que autoriza o poder Executivo a criar o Centro de Acolhimento Animal (CAA) para cães e gatos em Goiânia. O objetivo, segundo o parlamentar, é controlar a população de animais na rua e a proliferação de doenças, resgatar e recuperar animais abandonados, atropelados ou em estado de sofrimento.

Após o resgate, o CAA também poderá fazer castração, vermifugação, vacinação, encaminhamento de adoção e campanhas. Segundo o texto apresentado, o Centro de Acolhimento terá sede própria separada do Centro de Zoonose e será composto de canil, gatil e centro cirúrgico.

Maus-tratos a animais resulta em punição

Os doguinhos, gatos, passarinhos, e todos os outros animaizinhos que estão em constante contato com o ser humano acabam de ganhar mais uma ferramenta de defesa, dessa vez aprovada pela Câmara de Aparecida de Goiânia. Durante a primeira sessão ordinária do biênio 2019/20, ocorrida no dia 5 de fevereiro, foi aprovado um Projeto de Lei que estabelece sanções e penalidades administrativas para quem maltratar animais.

As punições, de acordo com a Lei aprovada, podem ser por meio de multas ou restrições de direitos. A multa diária poderá ser aplicada quando o cometimento da infração se estender ao longo do tempo, sendo que o valor estabelecido será arbitrado pelo agente fiscalizador, com base nos critérios definidos pela Lei, no valor mínimo de R$ 200,00 e o valor máximo de R$ 200.000,00.

Imagens: JM 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.