Goiás

PF deflagra terceira fase da Operação Decantação em Goiânia e Inhumas

Operação investiga esquema milionário de corrupção na Saneago.
04/04/2019, 07h19

A Polícia Federal (PF) volta às ruas na manhã desta quinta-feira (4/4) terceira fase da Operação Decantação, que apura desvios de verbas na Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago).

Os policiais federais cumprem três mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em Goiânia e Inhumas.

Nesta etapa, a Operação mira um grupo de 11 empresas prestadoras de serviços à Saneago suspeitas de fraudarem pelo menos oito procedimentos licitatórios na modalidade Carta Convite e oitenta e três contratações mediante dispensa de licitação. As fraudes teriam ocorrido entre 2012 e 2018.

A Polícia Federal deflagrou a 1°fase dessa operação em 2016. As investigações apuraram que o prejuízo aos cofres públicos foi de cerca de 5 milhões de reais. Os detalhes serão divulgados durante uma coletiva de imprensa, ainda nesta manhã, auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF).

Pelo menos 60 policiais da PF vão às ruas na 3° fase da Operação Decantação

Na Operação Decantação 3, participam 60 policiais federais. No âmbito da Operação, a Policia Federal também determinou o afastamento de dois servidores da estatal.

Segundo a PF, a investigação tenta provar se as fraudes ocorreram com ajuda de um membro da Comissão de Licitação e do pregoeiro da Comissão Permanente de Licitação da Saneago.

Ainda segundo a Polícia Federal, as provas apreendidas na primeira fase da Decantação indicam que foram criadas empresas de fachada para participar das licitações na Saneago.

Ganhava a licitação que se adequasse aos”ajustes entre os empresários participantes”.

Pelo menos 61 obras em Goiás entre 2012 e 2018 teria sido feitas pelas empresas.

Ex-governador Zé Eliton foi alvo da 2° fase da Operação Decantação

O ex-governador de Goiás, Zé Eliton (PSDB), é o mais recente alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada no dia 28 de março.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão, oito de busca e apreensão e também o sequestro de 65 imóveis.

De acordo com a Polícia Federal, empresários, dirigentes da empresa e agentes públicos são investigados pelos desvios, cometidos entre os anos de 2012 e 2016. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços de investigados e pessoas ligadas ao ex-governador, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Durante as buscas, os policiais acharam uma mala de dinheiro na casa de uma das mulheres detidas. Segundo a PF, há R$ 800 mil.

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Trânsito

Jovem tem perna amputada em acidente e membro cai no Córrego Botafogo, em Goiânia 

Motociclista morreu na madrugada desta quinta-feira (4/4), no HUGO; a passageira continua internada.
04/04/2019, 08h14

Um jovem de 18 anos morreu depois de ter a perna amputada em um grave acidente, ocorrido na noite desta quarta-feira (3/4), na Marginal Botafogo, no Setor Universitário, em Goiânia. Com o impacto, a perna da vítima, que pilotava uma motocicleta, foi arremessada no Córrego Botafogo. Uma equipe de Bombeiros resgatou o membro e o encaminhou para o hospital para que fosse reimplantado, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu nesta madrugada (4/4).

De acordo com informações da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito de Goiânia (DICT), Marco Antônio Vieira Bezerra Lemes trafegava pela Alameda Botafogo conduzindo uma motocicleta Honda Biz e levando como como passageira Izabel Batista de Souza Leuterio, também de 18 anos. Por motivos ainda a serem apurados, na curva da ponte da Rua 10, o jovem perdeu o controle da direção e bateu na mureta de proteção da via.

Perna de jovem é encontrada dentro de córrego na Marginal Botafogo

Com o impacto da batida, Marco Antônio teve uma das pernas amputada. O membro caiu dentro do Córrego Botafogo, mas foi encontrada alguns minutos depois pelo Corpo de Bombeiros, que retirou a perna da margem do córrego e transportou para o hospital com o objetivo de que fosse reimplantada no corpo.

Marco Antônio foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO). Mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu depois de algumas horas de internação, na madrugada desta quinta-feira (4/4).

Já a passageira, Izabel, foi arremessada a cerca de dez metros na lateral da pista. Ela também foi resgata pelo SAMU e encaminhada para a mesma unidade de saúde, onde continua internada. Ela deve passar por cirurgia na manhã de hoje. O Dia Online tenta contato com o HUGO para saber o estado de saúde atualizado da jovem.

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Goiás

Presos criminosos que roubavam, adulteravam e vendiam motocicletas na OLX em Goiás

A operação que prendeu os criminosos foi batizada de "Blasfemo", por causa do hábito de um deles de sempre fazer o sinal da cruz antes de roubar as motocicletas.

Por Ton Paulo
04/04/2019, 08h26

A Polícia Civil, através da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos e Veículos Automotores (Derfrva), deflagrou na última quarta-feira (3/4) uma operação que cumpriu mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa que atuava em Goiânia. Os criminosos, após roubarem e adulterarem motocicletas, vendiam os veículos no site de vendas OLX como se fossem produtos de leilão.

A Operação Blasfemo, como foi batizada, teve coordenação do Delegado de Polícia Marco Aurélio Euzébio Ferreira e cumpriu três mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão em cinco municípios de Goiás.

A investigação da polícia apontou a existência de organização criminosa especializada em furtos e adulterações de motocicletas em Goiânia, capital de Goiás, as quais eram, posteriormente, veiculadas e vendidas pela empresa e comércio eletrônico OLX como se fossem provenientes de leilão. Também eram comercializadas para pessoas que tinham conhecimento dos furtos.

Furtos das motocicletas vendidas na OLX foram filmados pelas câmeras de vigilância

Ainda de acordo com a polícia, vários furtos de motocicletas foram filmados por câmeras de vigilância. Chamou atenção dos investigadores o fato de um dos furtadores fazer o “sinal da cruz” antes de subtrair as motocicletas. Daí a origem do nome da operação: “blasfemo”, que insulta ou desrespeita divindade ou religião.

De acordo com a Polícia Civil, tanto os mandados de prisão preventiva quanto os de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Inhumas e Mozarlândia.

Até ontem dia (3/4), dia em que foi deflagrada a Operação Blasfemo, foram apreendidas quatro motocicletas, sendo três com sinais de adulteração e uma subtraída no dia 2/4, documentos falsificados que simulavam arrematação de motocicletas em leilões, várias peças de motocicletas desmontadas e chaves michas usadas nos furtos.

A operação contou ainda com o apoio do GT3 e da GOI.

OLX se posiciona sobre o caso:

Em resposta à matéria publicada pelo Dia Online no dia 04/04, a OLX esclarece que não teve acesso a detalhes deste caso e, por isso, não foi possível investigar ou tomar as devidas providências. A atividade da empresa consiste na disponibilização de espaço para que usuários possam anunciar e encontrar produtos e serviços de forma rápida e simples. Diariamente, mais de 200 mil pessoas vendem seus produtos com sucesso por meio da plataforma. Toda a negociação é realizada fora do ambiente do site e do aplicativo, portanto, a empresa não faz a intermediação nem participa de qualquer forma das transações, que são feitas diretamente entre os usuários.

A ferramenta foi criada para auxiliar no desenvolvimento social e econômico do país e os usuários devem respeitar os Termos e Condições de Uso do site. Infelizmente, eventualmente as ferramentas disponíveis no mercado são utilizadas por terceiros de má índole. A OLX condena este tipo de atitude, pois ela vai contra as regras da empresa.

E por mais que as transações sejam realizadas fora do ambiente do site e aplicativo, a empresa preza em proporcionar uma boa experiência aos seus usuários. Para isso,  oferece dicas para o momento da compra ou da venda e disponibiliza ferramentas para aprimorar a plataforma constantemente.

A OLX possui dois acordos estratégicos com empresas que são referência em serviços no mercado de compra e venda de autos. Em parceria com o Itaú Unibanco, a plataforma oferece a ferramenta Compra e Venda Protegida, um serviço que guarda o sinal da transação de um veículo até que as partes envolvidas autorizem o pagamento para o vendedor. Isso proporciona um prazo para que as partes façam as conferências necessárias – documentos, verificação mecânica no automóvel etc. – antes de finalizar a transação.

Além disso, a plataforma também disponibiliza a consulta online Checkauto, da DEKRA, na qual os interessados por um carro podem verificar, por meio do número da placa, a procedência do veículo, a existência de débitos ou restrições, passagem por leilão, documentação e até mesmo a existência de recall no modelo do veículo, além de mais 40 informações importantes na hora de escolher um veículo seminovo ou usado.

A OLX reitera, ainda, que está sempre à disposição das autoridades para colaborar no que for necessário para a apuração dos fatos.

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Goiás

Serviços de telemarketing fora de horário comercial em Goiás devem ser proibidos

Proposta está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
04/04/2019, 09h57

Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) um projeto de lei de proíbe serviços de telemarketing fora de horário comercial no estado. De acordo com a proposta, as empresas só podem entrar em contato com os clientes das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 13h, aos sábados. A oferta dos serviços também deve ser feita por número que possa ser identificado pelo consumidor, além de ser proibida a utilização de números privados.

Atualmente, a proposta (número 1195/19), de autoria do deputado Delegado Eduardo Prado (PV), está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). O objetivo é alterar a lei 16.606/2009, que dispõe sobre a proibição da operação de serviço de telemarketing fora do horário comercial.

Até novembro do ano passado, ao menos 12 mil pedidos de bloqueios de ligações de telemarketing de operadores de celular foram feitos no Procon Goiás, por meio do Procon Web. Após o pedido, a empresa tem até 30 dias para retirar o número do cliente do banco de dados. O aumento de reclamações foi de 228% em comparação com o mesmo período de 2017.

Consumidores reclamam de serviços de telemarketing em Goiás

“São recorrentes as reclamações dos consumidores sobre os abusos praticados pelas empresas de telemarketing que insistem em ligar para os clientes com propagandas e ofertas de serviços a qualquer dia e hora. Nesse sentido, a determinação proposta visa resguardar os direitos do consumidor”, justifica o deputado.

Pela lei em vigor, além do serviço em horário comercial, que se estende do período das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 13h, aos sábados. Em consequência, a legislação veda o serviço de telemarketing em qualquer horário nos domingos e feriados.

Com a aprovação do projeto em questão, a oferta de produtos e serviços só poderá ser efetuada por meio da utilização, pela empresa, de número que possa ser identificado pelo consumidor. Também fica proibida a utilização de números privados.

Projeto semelhante

Em março do ano passado, já tramitava na Alego um projeto semelhante, de autoria do deputado Talles Barreto (PSDB), que trata da regulamentação do horário de oferta de serviços e produtos por telefone em Goiás. De acordo com a proposta, os telefonemas devem ser realizados exclusivamente em dias úteis e dentro do horário comercial, ou seja, de segunda a sexta-feira, entre 8h e 18h.

Em caso de descumprimento, a  matéria previa as seguintes penalidades: advertência e em caso de reincidência, multa. As sanções serão aplicadas gradativamente conforme a gravidade do fato e da capacidade econômica do infrator. O projeto também foi encaminhado à CCJ.

Imagens: Prestus 

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Política

"Tive que ajudar a escoltar o ministro", diz deputado Delegado Waldir sobre confusão na Câmara dos Deputados

Ele conversou com o Dia Online e explicou a situação. Durante um dos pontos altos da confusão, o deputado do PSL de Goiás ainda gritou "Para de chilique!" para duas parlamentares.

Por Ton Paulo
04/04/2019, 10h10

A ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Câmara dos Deputados, em Brasília, na última quarta-feira (3/4) terminou em uma enorme confusão com bate-boca, troca de ofensas e até escolta. Os ânimos, que já estavam exaltados no debate sobre a Reforma da Previdência, defendida pelo governo federal e sua base aliada, acabaram explodindo depois que um deputado disse que Guedes “era tigrão com pobres e tchutchuca com os ricos”. O deputado goiano Delegado Waldir (PSL-GO) foi um dos que se envolveram na confusão, defendendo o ministro e ajudando a escoltá-lo para fora da Câmara.

A reunião dos deputados com o ministro da Economia ocorreu na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na Câmara dos Deputados, e durou mais de seis horas. Entretanto, teria durado mais se um verdadeiro pandemônio não tivesse se instalado entre os parlamentares. O debate, que já estava acalorado, se transformou numa briga com troca de insultos depois que o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), ao cobrar de Guedes dados e projeções sobre a Reforma da Previdência, disse que o ministro “era tigrão com pobres e tchutchuca com os ricos”.

Um bate-boca, inevitavelmente, começou. De um lado, parlamentares defendiam Guedes e exigiam respeito ao ministro. Do outro, deputados defendiam o posicionamento do deputado Zeca Dirceu e atacavam a reforma proposta por Guedes. O deputado Delegado Waldir, eleito por Goiás, foi um dos que se envolveram na confusão para defender o titular do Ministério da Economia.

Num dos pontos altos da confusão, é possível ver, por um vídeo que circula na internet, o deputado goiano esbravejando para alguém em sua frente. “Para de chilique! Para de chilique! Respeite o ministro!”, grita. Ao Dia Online, o deputado disse que a “bronca” estava sendo direcionada para duas parlamentares que estariam “extremamente alteradas”, de acordo com ele, e xingando o ministro.

“Eu falei pra elas que aquilo ali não era lugar para dar chilique, porque elas estavam xingando e atacando o ministro”, conta ele. Entretanto, o deputado não conseguiu se lembrar quem eram as deputadas. “Se fosse a Maria do Rosário, eu me lembraria”, diz.

Deputado Delegado Waldir conta que precisou ajudar na escolta para que Guedes saísse da CCJ

A confusão armada na CCJ depois do debate sobre a Reforma da Previdência foi tamanha que o ministro Paulo Guedes precisou de escolta da Polícia Legislativa e de alguns parlamentares para sair do local.

À reportagem do Dia Online, o Delegado Waldir disse que ele foi um dos deputados que ajudou o ministro a deixar o lugar. “Tive que ajudar a escoltar o ministro! Se esse pessoal ataca com palavras, ataca de outra forma também”, diz.

Veja o vídeo do momento em que o deputado grita “Para de chilique” e ajuda a escoltar o ministro da Economia:

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