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Feira Hippie nasceu como um movimento cultural em Goiânia

A Feira Hippie surgiu no fim da década de 60, como uma expressão de contracultura de jovens que integravam o movimento Hippie em Goiânia.
10/04/2019, 17h08

Quantas vezes você já foi até a Feira Hippie, em Goiânia? Bom, é bem provável que já tenha feito algumas visitas, seja com a intenção de comprar roupas, utensílios, ou mesmo para matar a fome. Considerada como um dos maiores centros de compras e vendas do Brasil e também da América Latina, não é preciso andar muito para encontrar pessoas que vieram de muito longe apenas para aproveitar as vantagens encontradas na feira.

Por ali é possível dispor de boa variedade de produtos, com peças que incluem desde vestuário até artesanato, por exemplo. Um dos lados positivos é a qualidade, já que os feirantes prezam por sempre oferecer produtos desenvolvidos com cuidado e o melhor de tudo, com um excelente custo-benefício.

Apenas para que você tenha ideia, o lugar já está presente no comércio goianiense há mais de 40 anos, sendo atualmente encontrado nas imediações da Praça do Trabalhador, no Setor Norte Ferroviário. O engraçado é imaginar que a feira já faz parte de nossas vidas a tanto tempo e mesmo assim, pouco conhecemos sua história, que por sinal, é cheia de curiosidades.

Feira Hippie já foi um dos principais espaços de expressão cultural em Goiânia

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução/ Carlos Sena

Tida hoje como a maior feira livre da América Latina, é assim caracterizada justamente pela variedade de produtos comercializados, já que é possível encontrar verduras, frutas, carnes, leite, comida, artesanato, utensílios domésticos, além de roupas e acessórios. À medida que o tempo foi passando, acabamos nos acostumando com o nome feira, mas é importante lembrar que não foi escolhido à toa e faz todo sentido com o contexto de seu nascimento.

Apesar disso, fato é que nunca se tratou apenas de uma questão comercial. Tudo começou por volta da década de 60, no auge do movimento hippie. Naquele período alguns jovens goianos que aderiam ao estilo, começaram a vender suas peças na região do Mutirama.

Não durou muito tempo e logo se mudaram para a Praça Universitária, lugar onde também não permaneceram por longo período. Em seguida, passaram para a Praça Cívica e, finalmente, se estabeleceram na Praça do Trabalhador, local em que a feira é encontrada até hoje.

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução/ Alexandre Perini

A feira surgiu pouco depois da Woodstock, considerada como um dos maiores festivais de música já ocorridos no mundo, que aconteceu nos Estados Unidos em 1969, com a proposta de exemplificar a era da contracultura. O evento contou com a participação de hippies e de pessoas que apoiavam o movimento underground, fazendo com que sua influência contagiasse todas as partes do mundo.

Após este, que foi um dos mais icônicos momentos da história da música, começaram a surgir diversas manifestações culturais mundo afora, principalmente no que se refere a criação de feiras de arte. Dessa forma, já é de se esperar que a Feira Hippie seja um bom exemplo disso em Goiânia, já que mostrava para a população que existiam formas diferentes de se ganhar dinheiro, fazendo dos métodos comuns de trabalho (relação patrão/empregado) algo que não era realmente tão necessário.

Assim, o espaço também era muito utilizado por artistas que o transformavam em um verdadeiro palco. Bandas que emergiam no cenário independente costumavam se apresentar por ali, bem como poetas que declamavam suas belas poesias e tantos outros tipos de performances que encantavam a população.

Transformações em Goiânia também mudaram o foco da Feira Hippie

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução/ Folha Z

À medida que o movimento hippie passava a ter menos adeptos, a principal característica da feira também foi sendo transformada. O caráter hippie foi se perdendo aos poucos, embora ainda seja possível encontrar seus representantes por ali. Foi então que pessoas de diversas regiões da cidade começaram a montar suas bancas no local, fazendo com que o espaço crescesse de forma surpreendente, atraindo públicos ainda mais distintos.

E foi assim, de pouquinho em pouquinho, que a Feira Hippie se tornou tudo que conhecemos hoje. Embora esteja passando por alguns problemas com a Prefeitura de Goiânia, já que há risco de mudança de local para reformas na praça, ainda representa um excelente lugar para fazer compras.

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução

Apenas para se ter ideia, são quase 7 mil feirantes registrados que atuam por ali, oferecendo produtos diversos, para todos os gostos e necessidades. Aos sábados e domingos é possível encontrar turistas e comerciantes que deixaram sua terra natal apenas para conhecer o lugar ou comprar produtos para revender.

Um único problema é que, por ser enorme, acaba sendo fácil se perder dentro da Feira Hippie. Mas para ajudar você a se encontrar e ainda conseguir ir até o local que deseja, há um aplicativo chamado Feira Hippie Oficial, que funciona como um guia da feira e é perfeito para quem não pretende ficar perdido! Vale a pena baixar!

E se faz tempo que você não vai até o local, fica aqui o convite para retornar o quanto antes! É um espacinho bem especial em Goiânia, que ajuda a movimentar a economia.

Mais informações:

Funcionamento: sábado, das 7h às 23h / domingo, das 7h às 13h

Confira o site clicando aqui.

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Goiás

Justiça determina leilão de bens de presos durante a Operação Confraria, em Goiás

Durante a ação policial foi determinado o sequestro de 23 veículos e 17 imóveis que foram atribuídos a ambos os presos.
10/04/2019, 19h10

O juiz da 11ª Vara Federal de Goiás, Rafael Ângelo Slomp, acatou os pedidos da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que os bens apreendidos durante a Operação Confraria sejam leiloados.

Na operação que terminou com a prisão do ex-presidente da antiga Agência Goiana de Obras e Transportes (Agetop) Jayme Rincón e do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Júlio Vaz, foi feito o sequestro de 23 veículos e 17 imóveis que foram atribuídos a ambos os presos.

Conforme a decisão do magistrado, três veículos apreendidos durante a ação da PF, vão ser usados provisoriamente pela Delegacia de Combate a Corrupção de Crimes Financeiros da PF, em Goiás.

Segundo a publicação do O Popular um dos veículos de propriedade de Júlio Vaz, uma caminhonete do modelo Toyota/Hilux, estava no nome do ex-servidor da Codego, Márcio Gomes, outra caminhonete do modelo Nissan Frontier e outro veículo do modelo Honda City no nome da esposa dele, Meire Cristina Rodrigues que é ex-servidora da Codego.

Ex-presidentes da Agetop e da Codego foram presos durante a Operação Confraria

A ação da PF foi deflagrada na manhã do dia 6 de dezembro do ano passado e terminou com a prisão de Jayme Rincón, Júlio Vaz e da ex-servidora da Codego Meire Cristina. A operação que é um desdobramento da Cash Delivery deflagrada em outubro de 2018, investiga o esquema de pagamento de propina, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Durante a ação da polícia foi determinado o sequestro de imóveis em nome dos investigados nas cidades de Goiânia, Caldas Novas, Aruanã, Brasília e Búzios no Rio de Janeiro, pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia. Segundo o delegado da PF, Charles Gonçalves sobre a cessão dos veículos e o leilão antecipado dos bens, ele afirma que os bens estão diretamente ligados à conduta criminosa dos investigados e por isso a ação é necessária para evitar a desvalorização dos bens sequestrados.

Por sua vez o procurador Hélio Telho manifestou-se contra à cessão dos veículos e defendeu que todos devem ir a leilão. Ao proferir a decisão, o juiz afirmou que ao ceder os carros para a Polícia Judiciária vai auxiliar na melhora de condições para o combate ao crime organizado e vai evitar a desvalorização dos veículos no mercado automobilístico.

Por fim o magistrado determinou que o valor arrecadado com o leilão dos bens dos investigados seja depositado em uma conta judicial remunerada, para preservar interesses futuros. A defesa de Jayme Rincón e de Júlio Vaz afirmou que já entrou com recurso de apelação e que tem efeito suspensivo.

Ao entrar com o recurso a defesa dos investigados questiona “A investigação está em andamento, não existe nenhum acusação formal e querem sequestrar bens? Se existe elementos suficientes, por que não oferecem a denúncia?”. A defesa de Márcio e Meire não se manifestou sobre o assunto até o momento.

Via: O Popular 

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Goiás

Cliente do Banco do Brasil ganha na Justiça indenização de R$ 10 mil por não passar na porta giratória, em Fazenda Nova

Cliente retirou todos os pertences da bolsa, chamou segurança e gerentes da agência, mas não teve outra saída a não ser deixar a bolsa do lado de fora para passar pela porta giratória.
10/04/2019, 20h11

Uma cliente do Banco do Brasil de Fazenda Nova, a 206 quilômetros de Goiânia, ganhou na Justiça uma indenização no valor de R$ 10 mil, por danos morais, da instituição financeira. A decisão é do juiz Eduardo Perez de Oliveira, que levou em consideração o fato da mulher ser correntista da agência e comerciante na cidade ser barrada na porta giratória e ser obrigada a deixar a bolsa do lado de fora, para fazer o depósito de R$ 13 mil.

Conforme o magistrado, a cidade que tem seis mil habitantes, foi levado em consideração, pelo fato de todos se conhecerem no município, inclusive os funcionários do banco e a cliente. Por meio de nota divulgada em um Jornal local, a assessoria do Banco do Brasil afirmou que está analisado o teor da sentença para poder determinar as ações que a instituição vai tomar.

O Banco do Brasil explicou na nota ainda, que a porta giratória é equipada com detector de metais e um dos equipamentos de segurança exigido pela Polícia Federal (PF). O magistrado lembrou que pelo fato de ter ocorrido em uma cidade pequena do interior goiano, o caso tem suas particularidades, entre elas a falta de anonimato.

Cliente alega que se sentiu humilhada por seguranças e gerentes do banco não terem permitido sua entrada e ela ter deixado a bolsa com os pertences do lado de fora

Conforme o processo movido pela comerciante contra a instituição financeira, ela afirma que se sentiu humilhada na frente de outros clientes do banco, pois tinha retirado todos os pertences da bolsa e ficado apenas o valor que foi para depositar na agência, porém não conseguiu passar pela porta giratória.

A empresa conta que pediu para o segurança olhar o interior da sua bolsa, mas não resolveu e em seguida solicitou a presença dos gerentes da unidade para liberar a sua passagem com a bolsa, mas de nada adiantou.

O juiz da ação ao determinar a sentença afirmou que não é admissível que a cliente seja orientada a tirar um bolo de notas na frente de outros clientes, e principalmente deixar os pertences do lado de fora da agência para ser atendido.

Conforme o magistrado, a atitude dos funcionários do banco colocou em risco a cliente, revelou que ela sempre vai ao banco com grandes quantias em dinheiro e pelo tamanho do município, todos os moradores já devem ter conhecimento disso e pode sofrer algum mal no futuro, colocando a comerciante os familiares em risco, por ser uma pessoa conhecida.

Via: G1 

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Goiás

Começa campanha de vacinação da CASAG em Goiânia e Interior

Vale lembrar que não será aceito boleto de outra cidade, ou seja, se a dose foi emitida com boleto de Goiânia, os advogados, estagiários e dependentes só poderão se imunizar em Goiânia.
10/04/2019, 20h51

A Campanha de Vacinação contra a gripe, tradicionalmente realizada pela Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (CASAG), começou nesta quarta-feira (10). Advogados e estagiários poderão adquirir até 4 (quatro) doses da vacina tetravalente, que imuniza contra os vírus das gripes H1N1, H3N2 e os dois subtipos da gripe B. Para comprar, basta acessar o site http://vacinacao.casag.org.br. Cada dose da vacina custa R$ 50,00.

aplicação das doses será iniciada a partir do dia 15 de abril (segunda-feira), em Goiânia, Trindade, Anicuns, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia. A partir do dia 16 de abril (terça-feira), a Campanha segue para o interior do estado e a expectativa é que até o dia 08 de maio (segunda-feira), advogados e estagiários de todas as 54 subseções goianas sejam imunizados (confira o calendário de vacinação abaixo).

Vale lembrar que não será aceito boleto de outra cidade, ou seja, se a dose foi emitida com boleto de Goiânia, os advogados, estagiários e dependentes só poderão se imunizar em Goiânia. O mesmo acontece caso a dose seja emitida com boleto das cidades do interior do estado. Não há possibilidade de alteração uma vez que as doses são direcionadas às cidades conforme demanda.

Presidente da CASAG afirma que campanha vai ser um sucesso

Para o presidente da CASAG, Rodolfo Otávio Mota, a campanha será um sucesso. “Todos nós da Caixa de Assistência, estamos animados e trabalhando bastante, para que a campanha seja um sucesso, assim como no ano passado, em que foi realizada a maior campanha da história da CASAG”, afirmou Rodolfo.

Em Goiânia, as aplicações serão realizadas do dia 15 de abril ao dia 04 de maio, no Meu Escritório (Avenida Goiás, esquina com a Rua 01, Centro – Goiânia – GO). No interior, as aplicações serão realizadas nas sedes das subseções das Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – GO) em dias já estabelecidos pela CASAG.

Gripe

A gripe H1N1 ou gripe suína, causada pelo vírus Influenza A H1N1, é uma mutação do vírus da gripe comum que, apesar de apresentar os mesmos sintomas, age com mais intensidade no organismo e pode levar a morte caso não seja tratada no início da contaminação.

Por ser uma doença viral, a gripe H1N1 é transmissível e tem como principal meio de disseminação o próprio ar, especialmente através de tosse ou espirro de pessoas já infectadas. Os primeiros sintomas da H1N1 são muito semelhantes ao da gripe comum, embora sejam mais fortes – febre alta, tosse, coriza, garganta seca, dores de cabeça e no corpo, rouquidão e olhos lacrimejantes. Em alguns casos a gripe pode causar vômitos, diarreia e falta de ar.

Pessoas portadoras de doenças crônicas como asma e diabete, idosos, crianças com menos de dois anos, grávidas ou mulheres no pós-parto, imunodeficiente ou portadores de imunodepressão, portadores de doenças renais e pessoas debilitadas devem tomar um cuidado especial com a gripe, por estarem no grupo de risco da H1N1 e poderem apresentar maiores complicações com a infecção viral.

Além da imunização com a vacina da gripe, é recomendado evitar grandes aglomerações neste período e adotar medidas preventivas como lavar sempre as mãos com água e sabão, usar lenços e papel ao tossir e espirrar, e buscar auxílio médico imediato caso apresente os sintomas da gripe H1N1.

Cronograma de Vacinação na capital e nas demais cidades

 Goiânia (Meu Escritório – Av. Goiás, esquina com a Rua 01) – de 15/04 a 04/05 das 9h às 20h.

Acreúna – 24/04, de 09h às 12h

Águas Lindas de Goiás – 30/04, de 10h às 12h30

Anápolis – 16/04, de 09h às 18h

Anicuns – 15/04, de 09h ás 13h

Aparecida de Goiânia – 15/04, de 14h às 17h

Bela Vista de Goiás – 03/05, de 15h às 19h

Bom Jesus – 02/05, de 10h30 às 12h

Caçu – 23/04, de 11h às 13h

Caiapônia – 29/04, de 15h às 18h30

Caldas Novas – 16/04, de 10h às 18h

Catalão – 25/04, de 14h30 às 18h30

Ceres – 24/04, de 09h30 às 12h

Cristalina – 25/04, de 14h às 18h

Crixás – 06/05, de 15h30 às 18h30

Firmninópolis – 30/04, de 14h às 18h

Formosa – 27/04, de 12h às 18h

Goianésia – 29/04, de 09h às 12h30

Goiás – 26/04, de 9h às 12h

Goiatuba – 17/04, de 9h às 12h

Inhumas – 23/04, de 14h às 18h

Ipameri – 25/04, de 09h30 às 12h30

Iporá – 29/04, de 09h30 às 12h

Itaberaí – 23/04, de 09h às 12h

Itapuranga – 24/04, de 15h às 18h30

Itumbiara – 17/04, de 14h às 19h

Jaraguá – 29/04, de 15h às 18h

Jataí – 22/04, de 10h30 às 18h

Jussara – 26/04, de 15h às 18h30

Luziânia – 22/04, de 10h às 17h

Minaçu – 07/05, de 14h às 17h

Mineiros – 27/04, de 13h às 19h

Morrinhos – 02/05, de 14h às 17h

Mozarlândia – 08/05, de 10h30 às 12h30

Neropólis – 03/05, de 8h às 12h

Niquelândia – 26/04, de 15h às 18h

Palmeiras de Goiás – 24/04, 14h às 18h

Pirancanjuba – 16/04, de 08h às 11h

Pires do Rio – 25/04, de 9h às 12h

Planaltina de Goiás – 30/04, de 15h às 18h

Pontalina – 02/05, de 8h às 12h

Porangatu – 03/05, de 14h às 18h

Posse – 07/05, de 14h às 17h

Quirinópolis – 23/04, de 15h às 18h30

Rio Verde – 17/04, de 10h às 20h

Rubiataba – 24/04, de 10h às 12h30

Santa Helena de Goiás – 17/04, de 10h às 13h

São Luiz de Montes Belos – 30/04, de 09h às 12h30

São Miguel do Araguaia – 03/05, de 14h30 às 17h

São Simão – 02/05, de 15h às 18h

Senador Canedo – 15/04, de 9h às 12h

Silvânia – 16/04, de 9h às 12h

Trindade – 15/04, de 9h às 18h

Uruaçu – 26/04, de 11h às 13h

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Goiás

Goiana investigada por estelionato em Brumadinho é presa ao pedir mais indenização à Vale

A mulher, que já havia recebido R$ 65 mil, alegou que o filho sofreu uma lesão grave ao fugir da lama. A mineradora liberou o dinheiro para a cirurgia, mas ela foi presa antes de pegar o benefício.
11/04/2019, 08h13

A goiana Ana Maria Vieira Santiago, de 57 anos, investigada por estelionato, ao se passar por vítima da tragédia de Brumadinho, foi presa em flagrante enquanto entregava documentos falsos para requerer mais dinheiro de indenização à mineradora Vale. Desde o rompimento da barragem, Ana Maria já havia recebido R$ 65 mil de indenização, sendo R$ 15 mil por ter perdido os supostos animais da fazenda que alegou ter e R$ 50 mil pela perda da suposta casa onde disse que morava.

De acordo com as investigações, dias após a tragédia, de acordo com a apuração, ela foi para Belo Horizonte, em Minas Gerais, para arquitetar o plano. A mulher, que já foi candidata a deputada distrital no Distrito Federal, declarou que a atividade agropecuária desenvolvida na propriedade era sua única fonte de renda. A suspeita de estelionato conseguiu documentação falsa para entrar com pedido de indenização e coagiu moradores da região a confirmarem que ela residia no local.

Goiana já recebeu R$ 65 mil da Vale

Com as falsas declarações, Ana Maria recebeu R$ 15 mil pela perda dos supostos animais da fazenda e R$ 50 mil de indenização pela perda da casa que ela alegou ter na região do Parque da Cachoeira, local atingido pelo rompimento da barragem. Os supostos vizinhos da ex-candidata devem responder por falsidade ideológica.

No dia em que foi presa, ela portava documentos falsos que usou para requerer mais dinheiro de indenização à Vale, afirmando que o filho sofreu uma lesão grave no ombro enquanto fugia da lama. O dinheiro para cirurgia do jovem chegou a ser liberado pela mineradora, mas ela foi presa antes de pegar o benefício. O filho dela também é investigado.

Ex-candidata deve devolver valor de indenização

Ana Maria está presa desde o dia 19 de março no Presídio Feminino José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para sair da prisão provisoriamente, ela deve devolver, por meio de depósito, os R$ 65 mil já recebidos devido à tragédia, segundo despacho do juiz Rodrigo Heleno Chaves, da comarca de Brumadinho.

Nascida em Anápolis, Região Metropolitana de Goiânia, Ana Maria Vieira Santiago se candidatou a deputada distrital em 2014 pelo MDB, mas não foi eleita por falta de votos suficientes. A mulher não tem mais ligação com o partido.

A mulher é investigada por outros golpes do DF, entre os anos de 2005 e 2019, de acordo com a Polícia Civil local. O Dia Online tenta contato com a defesa de Ana Maria.

Goiana investigada por estelionato em Brumadindo é presa ao pedir mais indenização à Vale
Foto: Reprodução/Eleições 2014

Tragédia em Brumadinho

A barragem de rejeitos da Mina do Córrego do Feijão se rompeu por volta das 12h do dia 25 de janeiro. A lama destruiu o refeitório e o prédio da mineradora, além de pousadas, casas e vegetação. Até o momento, segundo dados da Defesa Civil de Minas Gerais, são 224 mortos identificados e 69 pessoas continuam desaparecidas.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Goiás retornou a Brumadinho, em Minas Gerais, no último dia 30, para auxiliar nas buscas por vítimas. Atualmente, de acordo com informações da corporação, o trabalho de busca dos corpos das vítimas conta com 145 bombeiros que trabalham em 23 frentes, com 83 máquinas pesadas, seis cães e um drone. A solicitação foi feita pelo governo mineiro.

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