Goiás

Por investimento em publicidade, Marconi Perillo não construiu unidades de internação provisória

Apenas quatro unidades passaram por adequação, enquanto outras nove não foram concluídas.
10/04/2019, 15h55

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) vai responder a mais uma ação do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) de improbidade administrativa, por descumprir o termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado com o órgão para construção, reforma e adequação das unidades de internação provisórias durante a sua gestão de 2012 a 2018.

A ação contra Marconi Perillo foi protocolada pelo promotor de Justiça Fernando Krebs e conforme o MPGO, o acordo entre o órgão e o ex-gestor foi firmado em 2012. Na ocasião, o então governador do Estado assumiu o compromisso de construir, implantar e reformar as unidades para atender menores infratores para o cumprimento de medidas socioeducativas de internação nas cidades de Goiânia, Anápolis, Caldas Novas, Rio Verde, Porangatu, São Luís de Montes Belos e Itaberaí.

No acordo firmado além da construção e implantação de novos centros, o ex-gestor também se comprometeu a reformar e adequar as unidades dos municípios de Itumbiara, Luziânia e Formosa. Além da construção e reforma das unidades, o acordo previa a contratação e capacitação de servidores para trabalhar nos centros de internação provisória.

Ação mostra que Marconi Perillo diminuiu investimento com o Programa de Gestão Socioeducativo e aumentou despesas com publicidade e propaganda

Conforme o Ministério Público, apenas quatro unidades tiveram as adequações feitas neste período como estabelecido pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e deixando outras nove unidades sem conclusão. O promotor alega ainda que nos anos de 2016 e 2017 o ex-governador reduziu os gastos com o Programa de Gestão Socioeducativo e aumentou as despesas com publicidade e propaganda, além de aumentar os benefícios fiscais.

O promotor, ao protocolar a ação contra o ex-governador, esclarece que além de descumprir o acordo, Marconi Perillo também inverteu as prioridades. Krebs pediu também o bloqueio de R$ 2.004.200,00 dos bens do ex-governador e indenização por dano moral e coletivo de cerca de R$ 10 milhões e a condenação de Marconi Perillo, segundo previsto na Lei de Improbidade Administrativa.

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Goiás

Muro de construção caí em operários deixa um morto e dois feridos, em Águas Lindas

Equipe de resgate fez todo trabalho de ressuscitação e encaminhou a vítima para o hospital, mas infelizmente ele não resistiu e morreu no hospital.
10/04/2019, 16h55

A queda de um muro em construção na tarde desta quarta-feira (10/4) em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal (DF) terminou com a morte de um homem de aproximadamente 45 anos morto e outros dois feridos, que trabalhavam na obra.

Dia Online entrou em contato com o Tenente Voltera do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) da cidade e contou como foi a ocorrência. “Nós fomos acionados por volta do meio dia, outros funcionários da obra que estavam trabalhando no momento da queda do muro, correram até o quarto que é próximo ao local e informaram a corporação, que imediatamente foi atender a ocorrência”, conta o Tenente.

Conforme o Tenente ao chegar ao local, as equipes encontraram três homens com idades entre 30 e 45 anos embaixo dos pedaços do muro que caiu no início da tarde de hoje. “Durante a varredura rápida para o levantamento sobre o estado de saúde das vítimas, notamos que um dos feridos estava em uma situação mais grave”, conta o Bombeiro.

Outros dois homens ficaram feridos com a queda do muro da construção, em Águas Lindas

De acordo com as informações repassadas pelo Militar, a vítima foi imobilizada e apresentava parada cardiorrespiratória e foi encaminhada para o Hospital de Bom Jesus. O Tenente afirma que durante o percurso para a unidade hospitalar a equipe fez o trabalho de ressuscitação da vítima e no hospital o médico que atendeu o paciente continuou o trabalho, mas infelizmente o homem não resistiu e morreu no local.

O Tenente explicou que a construção ainda está pavimento térreo, e acredita que alguma anormalidade na construção tenha ocasionado a queda do muro que matou um e feriu outros dois. Segundo Voltera, a segunda vítima teve ferimentos na pelve, foi imobilizada e encaminhado para o hospital da cidade.

A terceira vítima o Tenente afirmou apresentava fortes dores no peito e que a equipe de resgate suspeita de Pneumotórax. Conforme o Militar, a equipe do Serviço de Atendimento de Urgências Móvel (SAMU) foi responsável por fazer o resgate e transporte do ferido para o hospital.

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Entretenimento

Feira Hippie nasceu como um movimento cultural em Goiânia

A Feira Hippie surgiu no fim da década de 60, como uma expressão de contracultura de jovens que integravam o movimento Hippie em Goiânia.
10/04/2019, 17h08

Quantas vezes você já foi até a Feira Hippie, em Goiânia? Bom, é bem provável que já tenha feito algumas visitas, seja com a intenção de comprar roupas, utensílios, ou mesmo para matar a fome. Considerada como um dos maiores centros de compras e vendas do Brasil e também da América Latina, não é preciso andar muito para encontrar pessoas que vieram de muito longe apenas para aproveitar as vantagens encontradas na feira.

Por ali é possível dispor de boa variedade de produtos, com peças que incluem desde vestuário até artesanato, por exemplo. Um dos lados positivos é a qualidade, já que os feirantes prezam por sempre oferecer produtos desenvolvidos com cuidado e o melhor de tudo, com um excelente custo-benefício.

Apenas para que você tenha ideia, o lugar já está presente no comércio goianiense há mais de 40 anos, sendo atualmente encontrado nas imediações da Praça do Trabalhador, no Setor Norte Ferroviário. O engraçado é imaginar que a feira já faz parte de nossas vidas a tanto tempo e mesmo assim, pouco conhecemos sua história, que por sinal, é cheia de curiosidades.

Feira Hippie já foi um dos principais espaços de expressão cultural em Goiânia

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução/ Carlos Sena

Tida hoje como a maior feira livre da América Latina, é assim caracterizada justamente pela variedade de produtos comercializados, já que é possível encontrar verduras, frutas, carnes, leite, comida, artesanato, utensílios domésticos, além de roupas e acessórios. À medida que o tempo foi passando, acabamos nos acostumando com o nome feira, mas é importante lembrar que não foi escolhido à toa e faz todo sentido com o contexto de seu nascimento.

Apesar disso, fato é que nunca se tratou apenas de uma questão comercial. Tudo começou por volta da década de 60, no auge do movimento hippie. Naquele período alguns jovens goianos que aderiam ao estilo, começaram a vender suas peças na região do Mutirama.

Não durou muito tempo e logo se mudaram para a Praça Universitária, lugar onde também não permaneceram por longo período. Em seguida, passaram para a Praça Cívica e, finalmente, se estabeleceram na Praça do Trabalhador, local em que a feira é encontrada até hoje.

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução/ Alexandre Perini

A feira surgiu pouco depois da Woodstock, considerada como um dos maiores festivais de música já ocorridos no mundo, que aconteceu nos Estados Unidos em 1969, com a proposta de exemplificar a era da contracultura. O evento contou com a participação de hippies e de pessoas que apoiavam o movimento underground, fazendo com que sua influência contagiasse todas as partes do mundo.

Após este, que foi um dos mais icônicos momentos da história da música, começaram a surgir diversas manifestações culturais mundo afora, principalmente no que se refere a criação de feiras de arte. Dessa forma, já é de se esperar que a Feira Hippie seja um bom exemplo disso em Goiânia, já que mostrava para a população que existiam formas diferentes de se ganhar dinheiro, fazendo dos métodos comuns de trabalho (relação patrão/empregado) algo que não era realmente tão necessário.

Assim, o espaço também era muito utilizado por artistas que o transformavam em um verdadeiro palco. Bandas que emergiam no cenário independente costumavam se apresentar por ali, bem como poetas que declamavam suas belas poesias e tantos outros tipos de performances que encantavam a população.

Transformações em Goiânia também mudaram o foco da Feira Hippie

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução/ Folha Z

À medida que o movimento hippie passava a ter menos adeptos, a principal característica da feira também foi sendo transformada. O caráter hippie foi se perdendo aos poucos, embora ainda seja possível encontrar seus representantes por ali. Foi então que pessoas de diversas regiões da cidade começaram a montar suas bancas no local, fazendo com que o espaço crescesse de forma surpreendente, atraindo públicos ainda mais distintos.

E foi assim, de pouquinho em pouquinho, que a Feira Hippie se tornou tudo que conhecemos hoje. Embora esteja passando por alguns problemas com a Prefeitura de Goiânia, já que há risco de mudança de local para reformas na praça, ainda representa um excelente lugar para fazer compras.

Feira Hippie Goiânia
Foto: Reprodução

Apenas para se ter ideia, são quase 7 mil feirantes registrados que atuam por ali, oferecendo produtos diversos, para todos os gostos e necessidades. Aos sábados e domingos é possível encontrar turistas e comerciantes que deixaram sua terra natal apenas para conhecer o lugar ou comprar produtos para revender.

Um único problema é que, por ser enorme, acaba sendo fácil se perder dentro da Feira Hippie. Mas para ajudar você a se encontrar e ainda conseguir ir até o local que deseja, há um aplicativo chamado Feira Hippie Oficial, que funciona como um guia da feira e é perfeito para quem não pretende ficar perdido! Vale a pena baixar!

E se faz tempo que você não vai até o local, fica aqui o convite para retornar o quanto antes! É um espacinho bem especial em Goiânia, que ajuda a movimentar a economia.

Mais informações:

Funcionamento: sábado, das 7h às 23h / domingo, das 7h às 13h

Confira o site clicando aqui.

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Goiás

Justiça determina leilão de bens de presos durante a Operação Confraria, em Goiás

Durante a ação policial foi determinado o sequestro de 23 veículos e 17 imóveis que foram atribuídos a ambos os presos.
10/04/2019, 19h10

O juiz da 11ª Vara Federal de Goiás, Rafael Ângelo Slomp, acatou os pedidos da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que os bens apreendidos durante a Operação Confraria sejam leiloados.

Na operação que terminou com a prisão do ex-presidente da antiga Agência Goiana de Obras e Transportes (Agetop) Jayme Rincón e do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Júlio Vaz, foi feito o sequestro de 23 veículos e 17 imóveis que foram atribuídos a ambos os presos.

Conforme a decisão do magistrado, três veículos apreendidos durante a ação da PF, vão ser usados provisoriamente pela Delegacia de Combate a Corrupção de Crimes Financeiros da PF, em Goiás.

Segundo a publicação do O Popular um dos veículos de propriedade de Júlio Vaz, uma caminhonete do modelo Toyota/Hilux, estava no nome do ex-servidor da Codego, Márcio Gomes, outra caminhonete do modelo Nissan Frontier e outro veículo do modelo Honda City no nome da esposa dele, Meire Cristina Rodrigues que é ex-servidora da Codego.

Ex-presidentes da Agetop e da Codego foram presos durante a Operação Confraria

A ação da PF foi deflagrada na manhã do dia 6 de dezembro do ano passado e terminou com a prisão de Jayme Rincón, Júlio Vaz e da ex-servidora da Codego Meire Cristina. A operação que é um desdobramento da Cash Delivery deflagrada em outubro de 2018, investiga o esquema de pagamento de propina, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Durante a ação da polícia foi determinado o sequestro de imóveis em nome dos investigados nas cidades de Goiânia, Caldas Novas, Aruanã, Brasília e Búzios no Rio de Janeiro, pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia. Segundo o delegado da PF, Charles Gonçalves sobre a cessão dos veículos e o leilão antecipado dos bens, ele afirma que os bens estão diretamente ligados à conduta criminosa dos investigados e por isso a ação é necessária para evitar a desvalorização dos bens sequestrados.

Por sua vez o procurador Hélio Telho manifestou-se contra à cessão dos veículos e defendeu que todos devem ir a leilão. Ao proferir a decisão, o juiz afirmou que ao ceder os carros para a Polícia Judiciária vai auxiliar na melhora de condições para o combate ao crime organizado e vai evitar a desvalorização dos veículos no mercado automobilístico.

Por fim o magistrado determinou que o valor arrecadado com o leilão dos bens dos investigados seja depositado em uma conta judicial remunerada, para preservar interesses futuros. A defesa de Jayme Rincón e de Júlio Vaz afirmou que já entrou com recurso de apelação e que tem efeito suspensivo.

Ao entrar com o recurso a defesa dos investigados questiona “A investigação está em andamento, não existe nenhum acusação formal e querem sequestrar bens? Se existe elementos suficientes, por que não oferecem a denúncia?”. A defesa de Márcio e Meire não se manifestou sobre o assunto até o momento.

Via: O Popular 

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Goiás

Cliente do Banco do Brasil ganha na Justiça indenização de R$ 10 mil por não passar na porta giratória, em Fazenda Nova

Cliente retirou todos os pertences da bolsa, chamou segurança e gerentes da agência, mas não teve outra saída a não ser deixar a bolsa do lado de fora para passar pela porta giratória.
10/04/2019, 20h11

Uma cliente do Banco do Brasil de Fazenda Nova, a 206 quilômetros de Goiânia, ganhou na Justiça uma indenização no valor de R$ 10 mil, por danos morais, da instituição financeira. A decisão é do juiz Eduardo Perez de Oliveira, que levou em consideração o fato da mulher ser correntista da agência e comerciante na cidade ser barrada na porta giratória e ser obrigada a deixar a bolsa do lado de fora, para fazer o depósito de R$ 13 mil.

Conforme o magistrado, a cidade que tem seis mil habitantes, foi levado em consideração, pelo fato de todos se conhecerem no município, inclusive os funcionários do banco e a cliente. Por meio de nota divulgada em um Jornal local, a assessoria do Banco do Brasil afirmou que está analisado o teor da sentença para poder determinar as ações que a instituição vai tomar.

O Banco do Brasil explicou na nota ainda, que a porta giratória é equipada com detector de metais e um dos equipamentos de segurança exigido pela Polícia Federal (PF). O magistrado lembrou que pelo fato de ter ocorrido em uma cidade pequena do interior goiano, o caso tem suas particularidades, entre elas a falta de anonimato.

Cliente alega que se sentiu humilhada por seguranças e gerentes do banco não terem permitido sua entrada e ela ter deixado a bolsa com os pertences do lado de fora

Conforme o processo movido pela comerciante contra a instituição financeira, ela afirma que se sentiu humilhada na frente de outros clientes do banco, pois tinha retirado todos os pertences da bolsa e ficado apenas o valor que foi para depositar na agência, porém não conseguiu passar pela porta giratória.

A empresa conta que pediu para o segurança olhar o interior da sua bolsa, mas não resolveu e em seguida solicitou a presença dos gerentes da unidade para liberar a sua passagem com a bolsa, mas de nada adiantou.

O juiz da ação ao determinar a sentença afirmou que não é admissível que a cliente seja orientada a tirar um bolo de notas na frente de outros clientes, e principalmente deixar os pertences do lado de fora da agência para ser atendido.

Conforme o magistrado, a atitude dos funcionários do banco colocou em risco a cliente, revelou que ela sempre vai ao banco com grandes quantias em dinheiro e pelo tamanho do município, todos os moradores já devem ter conhecimento disso e pode sofrer algum mal no futuro, colocando a comerciante os familiares em risco, por ser uma pessoa conhecida.

Via: G1 

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