Goiás

Goiana investigada por estelionato em Brumadinho é presa ao pedir mais indenização à Vale

A mulher, que já havia recebido R$ 65 mil, alegou que o filho sofreu uma lesão grave ao fugir da lama. A mineradora liberou o dinheiro para a cirurgia, mas ela foi presa antes de pegar o benefício.
11/04/2019, 08h13

A goiana Ana Maria Vieira Santiago, de 57 anos, investigada por estelionato, ao se passar por vítima da tragédia de Brumadinho, foi presa em flagrante enquanto entregava documentos falsos para requerer mais dinheiro de indenização à mineradora Vale. Desde o rompimento da barragem, Ana Maria já havia recebido R$ 65 mil de indenização, sendo R$ 15 mil por ter perdido os supostos animais da fazenda que alegou ter e R$ 50 mil pela perda da suposta casa onde disse que morava.

De acordo com as investigações, dias após a tragédia, de acordo com a apuração, ela foi para Belo Horizonte, em Minas Gerais, para arquitetar o plano. A mulher, que já foi candidata a deputada distrital no Distrito Federal, declarou que a atividade agropecuária desenvolvida na propriedade era sua única fonte de renda. A suspeita de estelionato conseguiu documentação falsa para entrar com pedido de indenização e coagiu moradores da região a confirmarem que ela residia no local.

Goiana já recebeu R$ 65 mil da Vale

Com as falsas declarações, Ana Maria recebeu R$ 15 mil pela perda dos supostos animais da fazenda e R$ 50 mil de indenização pela perda da casa que ela alegou ter na região do Parque da Cachoeira, local atingido pelo rompimento da barragem. Os supostos vizinhos da ex-candidata devem responder por falsidade ideológica.

No dia em que foi presa, ela portava documentos falsos que usou para requerer mais dinheiro de indenização à Vale, afirmando que o filho sofreu uma lesão grave no ombro enquanto fugia da lama. O dinheiro para cirurgia do jovem chegou a ser liberado pela mineradora, mas ela foi presa antes de pegar o benefício. O filho dela também é investigado.

Ex-candidata deve devolver valor de indenização

Ana Maria está presa desde o dia 19 de março no Presídio Feminino José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para sair da prisão provisoriamente, ela deve devolver, por meio de depósito, os R$ 65 mil já recebidos devido à tragédia, segundo despacho do juiz Rodrigo Heleno Chaves, da comarca de Brumadinho.

Nascida em Anápolis, Região Metropolitana de Goiânia, Ana Maria Vieira Santiago se candidatou a deputada distrital em 2014 pelo MDB, mas não foi eleita por falta de votos suficientes. A mulher não tem mais ligação com o partido.

A mulher é investigada por outros golpes do DF, entre os anos de 2005 e 2019, de acordo com a Polícia Civil local. O Dia Online tenta contato com a defesa de Ana Maria.

Goiana investigada por estelionato em Brumadindo é presa ao pedir mais indenização à Vale
Foto: Reprodução/Eleições 2014

Tragédia em Brumadinho

A barragem de rejeitos da Mina do Córrego do Feijão se rompeu por volta das 12h do dia 25 de janeiro. A lama destruiu o refeitório e o prédio da mineradora, além de pousadas, casas e vegetação. Até o momento, segundo dados da Defesa Civil de Minas Gerais, são 224 mortos identificados e 69 pessoas continuam desaparecidas.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Goiás retornou a Brumadinho, em Minas Gerais, no último dia 30, para auxiliar nas buscas por vítimas. Atualmente, de acordo com informações da corporação, o trabalho de busca dos corpos das vítimas conta com 145 bombeiros que trabalham em 23 frentes, com 83 máquinas pesadas, seis cães e um drone. A solicitação foi feita pelo governo mineiro.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Homem rasga medida protetiva, invade casa da ex-mulher e é preso, em Goianira

Além de desrespeitar a medida protetiva, rasgando o documento, o homem tinha passagens pela polícia e já havia agredido a ex-companheira em outra ocasião.

Por Ton Paulo
11/04/2019, 08h20

Um homem foi preso na última quarta-feira (10/4) no município de Goianira, região metropolitana da capital, após desrespeitar uma medida protetiva emitida pela Justiça e tentar invadir a residência de sua ex-mulher por não aceitar o fim do relacionamento. O homem chegou a rasgar o documento da medida protetiva, e já havia agredido a ex-companheira em outra ocasião.

O agressor, de 27 anos, teria afirmado que não respeitaria a ordem judicial para manter distância da ex-mulher. Ele já tinha outras passagens pela polícia por furto qualificado, roubo, incêndio doloso, lesões corporais, violação de domicílio e ameaça. Ele foi preso preventivamente no Setor Lago Azul II, em Goianira.

Em fevereiro, o homem agrediu a mulher com um soco no tórax e fez ameaças de morte, por ciúmes e por não aceitar o término do relacionamento. A mulher, então, registrou ocorrência e solicitou medidas protetivas. Ao ser intimado da decisão judicial de afastamento, o autor voltou na casa da vítima, tentou invadir e rasgou o documento, dizendo que não ia respeitar as determinações de manter distância e proibição de contato.

A Delegacia de Polícia de Goianira representou pela prisão preventiva, devido ao descumprimento e o capturou ontem (10/4).

Entenda o que é uma medida protetiva

A Lei nº 11.340/2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, entrou em vigor no ano de 2006, dando ao país salto significativo no combate à violência contra a mulher. Uma das formas de coibir a violência e proteger a vítima asseguradas pela norma é a garantia das chamadas medidas protetivas.

Por se tratar de medida de urgência a vítima pode solicitar a medida por meio da autoridade policial, ou do Ministério Público (MP), que encaminhará o pedido ao juiz. A lei prevê que a autoridade judicial deverá decidir o pedido (liminar) no prazo de 48 horas após o pedido da vítima ou do MP.

A medida protetiva da vítima contra o agressor proíbe que ele mantenha qualquer tipo de contato ou se aproxime da vítima, que frequente lugares onde a vítima esteja, que mantenha distância também de familiares da vítima, entre outras coisas.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

PF investiga fraudes na cobrança de pedágios em Goiás, Bahia e Espírito Santo

São cumpridos, na manhã de hoje (11/4), 16 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências dos investigados.
11/04/2019, 09h48

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (11/4) uma operação, batizada de Infinita Highway, que apura um esquema de superfaturamento na manutenção de estradas federais e na cobrança de pedágios, em Goiás, Bahia e Espírito Santo. Segundo a corporação, as fraudes envolviam servidores públicos e empresas concessionárias que não faziam a manutenção das estradas como previsto em contrato e reajustavam valores de pedágios de forma indevida.

Com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU), a ação da PF ocorre simultaneamente nos três estados e no Distrito Federal. Cerca e 85 agentes federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências dos investigados.

Fraudes na cobrança de pedágios em Goiás

De acordo com as investigações, empresas concessionárias, responsáveis pela manutenção de estradas federais, contratavam a emissão de laudos fraudulentos que atestavam a qualidade das rodovias, evitando assim a aplicação de multas e outras penalidades pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), responsável por fiscalizar a prestação do serviço.

Foi apurado ainda que uma das concessionárias envolvidas aumentou indevidamente o valor cobrado nos pedágios, sob a falsa alegação de elevação dos custos de manutenção de rodovias, baseando-se, para isso, em orçamentos fictícios, emitidos por empresas que não existiam.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal de Goiás, da Bahia e do Espírito Santo, com o objetivo de localizar e apreender provas complementares dos crimes praticados pelo grupo.

Nomes das empresas e dos envolvidos no esquema ainda não foram divulgados. A PF ainda não detalhou qual o valor do prejuízo causado pelo superfaturamento. Os detalhes da Operação Infinita Highway serão repassado em entrevista coletiva, marcada para às 10h desta quinta-feira, no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada na Av. Edmundo Pinheiro de Abreu, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Corpo é encontrado boiando em córrego de Formosa

De acordo com a polícia, o corpo não tinha nenhum sinal de violência.

Por Ton Paulo
11/04/2019, 10h00

Moradores do município de Formosa, entorno de Brasília, ficaram assustados na tarde da última quarta-feira (10/4) depois que um corpo foi encontrado boiando num córrego da região. A Polícia Militar (PM) chegou ao local depois de uma denúncia feita pelo número 190 e constatou a veracidade do relato. Entretanto, de acordo com a polícia, o corpo no córrego de Formosa não tinha nenhum sinal de violência.

Segundo a PM, chegou ao conhecimento da corporação o corpo no córrego depois de uma denúncia feita pelo 190. Ao chegar lá, os policiais encontraram o cadáver e ficou constatado que a morte havia ocorrido há pouco tempo, pelo estado de conservação. Posteriormente, o corpo foi identificado como sendo de Leomar Vicente de Souza, de 29 anos.

Ainda segundo a polícia, o corpo não apresentava sinais de violência ou qualquer outra lesão. O cadáver também não tinha qualquer objeto que o prendesse dentro da água.

Corpo é encontrado boiando em córrego de Formosa
Foto: Reprodução

A causa da morte será avaliada após perícia da Polícia Técnico-Científica, e o caso será investigado pela Polícia Civil. Participaram da ocorrência policiais militares e do Corpo de Bombeiros.

Além do caso no córrego de Formosa, corpo foi encontrado em Aragoiânia

No início do mês de março deste ano, dia 5/3, o corpo de um homem em estado avançado de decomposição foi encontrado por um banhista no Rio Dourado, em Aragoiânia, na região metropolitana da capital.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) foi chamado pelo banhista para atender a ocorrência. A equipe dos Bombeiros que esteve no local constatou que o corpo pertencia a um homem, e apenas fez a retirada do cadáver do rio.

Na época, o cadáver encaminhado para o IML de Aparecida de Goiânia, onde foi constatado que a vítima estava morta há alguns dias. Na ocasião, a Polícia Civil abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte do homem.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Diretor-geral da ANTT é alvo de busca e apreensão da operação Infinita Highway

Ação da Polícia Federal, que investiga fraudes na cobrança de pedágios, foi deflagrada em Goiás, Bahia e Espírito Santo.
11/04/2019, 11h14

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues Júnior, é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 11. Os policiais cumprem o mandado expedido pela Justiça Federal e vasculham o gabinete do diretor na sede da agência em Brasília.

Ligado ao ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR), Mário Rodrigues foi nomeado pelo ex-presidente Michel Temer e tem mandato até 2020. Quando foi nomeado, ele já era investigado por desvios no Rodoanel em São Paulo e foi citado na delação de executivos da Odebrecht, OAS e da Andrade Gutierrez.

Na operação de hoje, batizada de Infinita Highway, o diretor é investigado por suspeita de participar de um esquema superfaturamento das tarifas de pedágio em rodovias federais nos Estados de Goiás, da Bahia e do Espírito Santo.

Em nota, a PF informou que, durante as investigações, empresas concessionárias contratavam a emissão de laudos fraudulentos que atestavam a qualidade das rodovias, evitando assim a aplicação de multas e outras penalidades pela Agência Nacional de Transporte Terrestre – ANTT, responsável pela fiscalização da prestação do serviço.

Também se identificou, diz a PF, que, com a anuência da ANTT, uma das concessionárias envolvidas aumentou indevidamente o valor cobrado a título de pedágio, sob a falsa alegação de elevação dos custos de manutenção de rodovias, baseando-se, para isso, em orçamentos fictícios, emitidos por empresas que não existiam.

Imagens: G1 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.