Goiás

"Me mandavam calar a boca", conta professora presa no IFG ao filmar ação policial

"Me algemaram na frente dos meus alunos, na escola que dou aulas”, conta a professora em entrevista exclusiva ao Dia Online.
15/04/2019, 18h28

Em entrevista exclusiva, a professora presa do Instituto Federal de Goiás (IFG) Camila Marques, de 34 anos, contou sua versão após sair da Delegacia de Águas Lindas, município goiano a 198,3 km de Brasília.

Camila Marques teve o celular apreendido e foi algemada por policiais civis de Goiás na manhã desta segunda-feira (15/4), no campus de Águas Lindas do IFG.

Os policiais civis foram à unidade escolar verificar denunciar de que estudantes planejavam ataques. “Quando eu vi a truculência deles com meus alunos decidi filmar.”

Quando viram que a professora os filmava, os policiais tentaram impedi-la, mas ela os questionou.

“Eles disseram que a operação era sigilosa porque se tratava de menores, mas eu não filmava os meninos, apenas os policiais”, conta ela.

Além da professora, estavam sendo conduzidos uma aluna e dois alunos, que seriam suspeitos do ataque. Nenhuma prova foi encontrada que pudesse culpá-los, como diz nota da própria Polícia Civil.

A professora conta para a reportagem que “Eu pedi para que chamassem os pais, apoio do IFG e Conselho Tutelar, mas eles disseram que iam levar primeiro à delegacia.”

“Quando o policial me mandou entrar em uma viatura descaracterizada eu pedi para consultar um advogado. Peguei o celular para ligar e eles o tomaram violentamente e me algemaram na frente dos meus alunos, na escola que dou aulas”, diz.

“Ele foi tão agressivo que machucou minha mão ao tomar o celular. Quando questionava, eles mandavam eu calar a boca o tempo todo”, dizia.

Algemada, a professora insistiu que queria falar com um advogado. “Na delegacia não me deixavam fazer ligações e repetiam que eu não mandava lá”, lembra.

Segundo a professora, enquanto era atendida por um médico, os policiais influenciavam o tempo todo no diagnóstico. “Chegaram a gritar comigo lá dentro quando falei que tinha sido agredida.”

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Civil de Goiás informa que a professora foi encaminhada à Delegacia de Polícia de Águas Lindas “por cometer o crime de desobediência”.

“Na delegacia foi autuada mediante Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e liberada em seguida. A autuação foi feita após ela ter filmado a abordagem dos policiais na escola, quando os investigadores apuravam uma denúncia, a pedido do próprio diretor, de que adolescentes planejavam um ataque nos moldes do ocorrido em Suzano (SP)”, diz.

A professora, no entanto, considera a acusação “estranha”.“Acusam três alunos negros, de periferia, que participam de movimento estudantil. Isso é muito estranho.”

Ainda segundo a nota da Polícia Civil, “a professora foi advertida por 3 vezes pelos policiais civis para que não filmasse a abordagem, uma vez que os adolescentes têm proteção à sua imagem, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ordem que ela desobedeceu”.

veja um dos vídeos feitos pela professora:

Policiais não encontraram nada em ação que resultou em professora presa no IFG

Nada que pudesse comprometer os estudantes em relação à denúncia de ataque foi encontrado pelos policiais. O delegado Danilo Victor Nunes Souza nega que a professora tenha sido agredida por policiais civis.

Ainda conforme nota da Polícia Civil, foi feito relatório médico e raio-X, que não constataram nenhuma lesão a ela. O médico Dinoel Cavalcante Guimarães que atendeu a professora, no entanto, lhe receitou um Flancox, remédio para dores musculares.

Quando saíram do hospital, segundo a professora, um dos policiais confiscou a receita. “Ele disse que só devolveria ao meu advogado.” Procurada, a assessoria da Polícia Civil informou que “nesses casos é feito relatório médico, não ‘receita’’.

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Brasil

Motorista de aplicativo é preso por agredir e amarrar a esposa para fazer corrida, em Brasília

Suspeito tinha um mandado de prisão em aberto contra ele pela Lei Maria da Penha por agredir a mulher.
15/04/2019, 19h29

Um motorista de aplicativo que não teve o nome revelado foi preso na noite do último domingo (14/4) próximo a Octagonal, em Brasília, suspeito de agredir e deixar a esposa amarrada em casa para poder trabalhar no app. As informações são da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que efetuou a prisão do suspeito.

Conforme apurou o Dia Online após receber denúncias sobre a agressão do motorista do app contra a esposa na noite de ontem, através do Comando de Operações da Polícia Militar (Copom), uma equipe do Gtop 23 encontrou o carro no qual o motorista estava.

Segundo a PMDF, o carro que o motorista estava conduzindo foi reconhecido devido as características repassadas e através da placa do veículo, que havia sido informada pelo denunciante do caso. Na abordagem o condutor afirmou aos policiais que estava trabalhando no momento no app de transporte.

Motorista de aplicativo tinha costume de sair para trabalhar e deixar a esposa amarrada em casa

Segundo as informações levantadas pela polícia, essa não foi a primeira vez que o motorista de app saiu para trabalhar e deixou a mulher amarrada em casa. Durante o levantamento das informações, foi constatado que o suspeito tinha o costume de sair para fazer as corridas pelo aplicativo e deixar a esposa amarrada na residência do casal.

Diante das informações levantadas na prisão do suspeito, a polícia efetuou sua prisão em flagrante e encaminhou o motorista de app para a 30ª Delegacia de Polícia (DP) da cidade. Na delegacia os policiais descobriram que o motorista de aplicativo tinha um mandado de prisão aberto contra ele, devido a Lei Maria da Penha, por agredir a esposa.

Além de descobrir que o homem tinha um mandado de prisão em aberto em seu desfavor, o motorista de app foi autuado pelos crimes violência doméstica, lesão corporal, cárcere privado e estupro.

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Goiás

Governo prorroga contratos de servidores do Vap Vupt em Goiás

Contrato dos servidores das unidades do Vapt Vupt foram prorrogados por mais 90 dias.
15/04/2019, 20h35

A Secretaria de Estado da Administração (Sead) decidiu prorrogar o contrato de 1258 servidores do Vapt Vupt que expiraram no último domingo (14/4) pelo prazo de 90 dias. Conforme a publicação do O Popular a Sead não pensa em fechar unidades e que poderia prejudicar o andamento dos serviços prestados pelas unidades espalhadas por todo estado.

Na tarde desta segunda-feira (15/4) o superintendente do Vapt Vupt, Dioji Ikeda afirmou em entrevista a uma Rádio da capital, que nenhum serviço das unidades vai ser comprometido. Conforme Ikeda, as unidades registram 1,1 milhão de atendimentos por mês e mostra que é órgão que mais atende o cidadão.

Durante a entrevista o superintendente afirmou que um processo de seleção e de qualificação dos servidores do Vapt Vupt está sendo feito para reestruturar todo o sistema. Conforme Ikeda esse processo não estava vinha sendo feito desde 2015, quando a gestão anterior tentou lançar licitação para terceirizar os serviços, mas o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) não permitiu e suspendeu a iniciativa.

O superintendente lembrou da contenção de gastos que vem sendo feita pelo governo estadual, mas que apesar disso os atendimentos nas unidades ocorrem normalmente, sem nenhum prejuízo ao andamento dos serviços prestados.

Servidores do Vapt Vupt que tiveram os contratos foram remanejados para outros órgãos do governo estadual

Em relação a problemas pontuais, Ikeda afirmou que casos como o da unidade do Buriti Shopping, que a chuva derrubou o forro, o local foi fechado na tarde do mesmo dia para os reparos e reaberto no dia seguinte no início da tarde.

Além desse caso Ikeda citou o aluguel pago pela unidade de Palmeiras de Goiás de cerca de R$ 19 mil e que um novo prédio com um valor mais acessível vai ser alugado para atender à população da cidade.

Conforme a matéria veiculada no periódico, os 1258 servidores do Vapt Vupt integram os 3.144 comissionados do Estado, que tiveram os contratos finalizados em fevereiro deste ano, o que representa 66,4% dos comissionados e que tiveram os contratos prorrogados por 45 dias.

Além disso um total de 1.239 servidores foram remanejados para órgãos da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo. Conforme a publicação o número representa que 80% dos exonerados em fevereiro remanejados para outras áreas. Pois devido a exoneração dos servidores, os serviços foram comprometidos na unidade e a saída foi reconduzir os comissionados para outras áreas.

Via: O Popular 

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Trânsito

Motociclista morre após bater em meio fio, em Goiânia

Ele, após bater no meio fio, chocou com uma proteção de ferro usada como sinalização, vindo a óbito ainda no local.

Por Ton Paulo
16/04/2019, 08h33

Um trágico acidente de moto fez uma vítima fatal no início da manhã desta terça-feira (16/4), no Residencial Vale dos Sonhos, em Goiânia. Um motociclista, ainda por motivos desconhecidos, perdeu o controle do veículo de duas rodas e acabou batendo no meio fio da via onde trafegava. Ele, após bater no meio fio, chocou com uma proteção de ferro usada como sinalização, vindo a óbito ainda no local.

Conforme as informações repassadas pela Delegacia de Crimes de Trânsito (DICT), o acidente aconteceu próximo à Panificadora Ki Bela, no Residencial Vale dos Sonhos. De acordo com os vestígios encontrados no local do acidente a vítima é Daniel Alves Clemente de jesus, de 24 anos. Ainda segundo a delegacia, ele trafegava pela Rua José Ferreira Portilho, conduzindo a motocicleta Honda 125 FAN, por volta das 5h de hoje quando ao entrar na Rua José Jeremias Rodrigues, por motivos ainda ignorados, perdeu o controle da direção do veículo.

Daniel, então, rumou para a direita, batendo no meio fio da calçada e em seguida chocando-se com uma barreira de proteção de ferro, sinalizada com faixa refletora, colocada na calçada pelo próprio morador da qd. 60, lt 14, para proteção contra o avanço de veículos.

O óbito foi constatado no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu.

Outro caso de vítima fatal após bater em meio fio em Goiânia

Em outubro do ano passado, um motociclista de nome Niltecy Ribeiro da Silva, de 49 anos, morreu após se envolver em um acidente de trânsito no Parque Industrial João Braz, em Goiânia. De acordo com a DICT, a vítima bateu no meio fio.

Segundo a corporação, Niltecy seguia na motocicleta pela avenida Leste-Oeste, sentido Conjunto Vera Cruz, quando perdeu o controle da direção e bateu contra um meio fio. Com o impacto, o homem foi arremessado à calçada, enquanto a moto se arrastou por cerca de três metros.

Segundo a DICT, o local é desprovido de iluminação, o que atrapalha a visibilidade dos condutores. Os familiares da vítima estiveram no local e relataram para a equipe que o homem era usuário de bebida alcoólica.

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Goiás

Advogada é presa suspeita de planejar assalto e fingir sequestro, em Bonfinópolis

Thais Santos da Cruz, de 25 anos, já é investigada pela PCGO por crimes semelhantes em Goiânia.
16/04/2019, 09h37

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu na manhã desta terça-feira (16/4) outro mandado de prisão contra a advogada Thais Santos da Cruz, de 25 anos, investigada por recrutar jovens pela internet, planejar assalto e fingir sequestro para fugir polícia. O caso ocorreu no dia 8 deste mês, em Bonfinópolis, Região Metropolitana de Goiânia.

De acordo com informações da corporação, a jovem recrutou dois jovens por uma rede social, onde se identifica como Scarlate, levou os rapazes, que estavam armados, até Bonfinópolis, e indicou a eles o estabelecimento empresarial que deveria ser assaltado. Durante a fuga, para fugir da polícia, Thaís alegou ser vítima de sequestro dos autores.

Já em um vídeo divulgado pela PC, os dois envolvidos no crime contam que conheceram Thais pela internet e que a convidaram para levá-los ao local do crime. O mandado de prisão preventiva, expedido pela comarca de Leopoldo de Bulhões, foi cumprido por agentes da Delegacia de Bonfinópolis, sob coordenação do delegado Carlos Levergger.

Advogada é investigada por mais crimes

Na última quarta-feira (10/4), Thais foi autuada em flagrante pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DERFRVA), em Goiânia, como sendo a autora intelectual do roubo de uma picape, ocorrido na Vila Morais. Ela, que deu cobertura no momento do assalto, Marco Antônio de Jesus e Alessandra Caroline Eugênio França, autores do crime, foram presos em flagrante.

O casal assumiu o roubo, mas não contou que foi a mando da advogada. Thais negou envolvimento no crime e disse que atuava como advogada de defesa dos dois. As investigações apontaram que Thais já utilizou esse modus operandi em outras situações para escapar de ações da polícia, alegado ser advogada e estar exercendo seu ofício.

No dia 12, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), decretou a prisão preventiva da advogada por suspeita de participação em assaltos em Goiânia. A decisão foi proferida pela juíza da 6ª Vara Criminal, Placidina Pires. Na decisão, a magistrada ponderou que “embora ela não tenha participado ativamente da abordagem do ofendido, tanto que não foi por ele reconhecida, observo que supostamente deu apoio a Marco e Alessandra, auxiliando-os logo após a prática delitiva, de forma que, à luz da teoria do domínio do fato, ela seria, pelo menos a princípio, uma das autoras da infração penal em apuração.”

Conforme a Polícia Civil, Thais Santos continua sendo investigada. Outros detalhes sobre o caso serão dados em coletiva de imprensa, marcada para às 11h de hoje, na 2ª Delegacia Regional, em Aparecida de Goiânia.

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