Goiás

Com pneumonia, João de Deus pode ter prazo de internação prorrogado

João de Deus está internado no Instituto de Neurologia, em Goiânia, desde março deste ano.

Por Ton Paulo
19/04/2019, 13h06

O médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, alvo de denúncias e indiciamentos por abuso sexual, porte ilegal de arma e outros crimes mais, pode ter sua internação no Instituto de Neurologia, em Goiânia, prorrogado a pedido dos médicos. O motivo seria uma pneumonia contraída pelo homem. Ele está internado no hospital desde março deste ano.

De acordo com uma nota divulgada pelo hospital, “trinta dias foi o prazo autorizado pela Justiça para o tratamento médico-hospitalar do paciente”, se referindo ao médium. Entretanto, esse prazo precisará ser estendido.

Conforme a nota, os médicos vão pedir a prorrogação do prazo, uma vez que João de Deus apresenta um quadro de pneumonia. A nota diz ainda que, em respeito ao sigilo médico, não repassará à imprensa mais informações sobre seu estado clínico.

Confira nota do Instituto de Neurologia sobre João de Deus

No comunicado, o hospital diz que, em razão do quadro de pneumonia de João de deus, “médicos responsáveis pelo atendimento ao paciente vão encaminhar à Justiça uma solicitação de prorrogação da internação hospitalar”.

Veja abaixo:

“Nota – Paciente João Teixeira de Faria

Neste sábado, 20, a internação do paciente João Teixeira de Faria no Instituto de Neurologia de Goiânia completa um mês. Trinta dias foi o prazo autorizado pela Justiça para o tratamento médico-hospitalar do paciente.

Mas, com um quadro de pneumonia e em tratamento, João Teixeira de Faria necessita continuar internado, sem previsão de alta hospitalar.

Na próxima semana, pós-feriado, o cardiologista Alberto Las Casas Júnior e o psiquiatra Leo de Sousa Machado, médicos responsáveis pelo atendimento ao paciente, vão encaminhar à Justiça uma solicitação de prorrogação da internação hospitalar até que João Teixeira de Faria tenha condições clínicas de deixar o hospital.

Em respeito ao sigilo médico, o hospital não repassará à imprensa mais informações sobre o quadro clínico do paciente. As visitas a João Teixeira de Faria, inclusive de advogados, continuam seguindo as normas do Núcleo de Custódia.

Segue o Boletim Médico assinado pelos médicos Alberto Las Casas Júnior e Leo de Sousa Machado

“O Sr. João Teixeira de Faria encontra-se internado, ainda sem previsão de alta hospitalar. Está em tratamento de pneumonia com a previsão de usar antibiótico venoso por mais 5 (cinco) dias.

Em virtude do feriado, o pedido de prorrogação da internação hospitalar será encaminhado na próxima semana.”

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Brasil

Dentista é condenada a dois anos de prisão por racismo

'Já vi que você saiu da senzala, porém a senzala ainda não saiu de você.', disse a dentista numa postagem direcionada a uma pessoa negra.
19/04/2019, 15h46

O juiz Carlos Alberto Bezerra Chagas, da 1.ª Vara da Comarca de São Raimundo Nonato, no Piauí, com 35 mil habitantes a 536 quilômetros de Teresina, condenou a dentista Delzuíte Ribeiro de Macêdo a dois anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de injúria racial e racismo e três meses de detenção pelo crime de tentativa de lesão corporal leve.

As informações foram divulgadas no site do Tribunal de Justiça do Piauí.

Os três crimes, segundo a sentença, foram cometidos contra Thaiane Ribeiro Neves.

Em sua página nas redes sociais, segundo a acusação, a dentista atacou. ‘Já vi que você saiu da senzala, porém a senzala ainda não saiu de você.’

Depois escreveu. ‘Aí minhas amigas só me chegam com ‘amiga você viu que noiva feia’… ‘mulher, como uma filhinha de fulana é feia, você já viu?’

‘Eu só respondo: não amiga! Não me interesso por gente que nunca chegará ao meu tom de pele’.

‘E ainda. De uma coisa eu e … apesar dos paus de brigas temos certeza: “O Gui é lindo e Branco!” Uma coisa eu caprichei nessa vida: eu não misturo o meus sangue com merda!’

Na decisão, o magistrado converte a pena restritiva de liberdade em restritiva de direitos. A ré deverá pagar multa, pena pecuniária e prestar serviço à comunidade. A decisão foi dada na terça-feira, 16.

Delzuíte poderá recorrer da sentença em liberdade.

A denúncia foi ajuizada pelo Ministério Público do Piauí.

Segundo a Promotoria, no dia 6 de abril de 2018, ‘a ré utilizou-se de palavras de cunho racista e preconceituoso em sua página na rede social Facebook para ofender a dignidade da vítima e, por conseguinte, cometido discriminação contra um número indeterminado de pessoas de uma mesma raça e cor’.

Ainda de acordo com a denúncia, em nova postagem publicada pela acusada em sua página do Facebook no dia 9 de abril de 2018, ‘foram ratificadas as postagens anteriores, inclusive citando nominalmente a ofendida’.

Na sentença, Carlos Alberto Bezerra Chagas assevera que ‘foi comprovada a prática dos crimes de tentativa de lesão corporal, injúria preconceituosa/racial e racismo qualificado por meio de provas materiais e indícios suficientes de autoria da ré’.

Delzuíte foi absolvida da acusação de crime de ameaça por, segundo entendimento do magistrado, ‘inexistência de provas’.

A pena privativa de liberdade da ré foi convertida na prestação pecuniária de vinte salários mínimos atuais e na prestação de serviços à comunidade pelo período da condenação deferida. Além disso, a dentista deverá pagar 14 dias-multa, sendo cada dia-multa fixado em um salário mínimo (vigente no tempo do fato), e as custas processuais.

A reportagem busca contato com a defesa de Delzuíte Ribeiro de Macêdo. O espaço está aberto para manifestação.

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Goiás

Padrasto bêbado mata com socos bebê de 1 ano, em Goiás

Homem tentou enganar os médicos, mas confessou que matou porque a criança chorava.
19/04/2019, 22h37

Padrasto, Gabriel Felizardo Silva, de 21 anos, mata enteada, uma bebê de 1 ano e três meses e é preso  após confessar ter agredido a criança com socos na manhã desta sexta-feira (19/4), em Santa Rita do Araguaia, em Goiás.

O caso ocorreu dentro da casa em que a criança morava com a mãe e o padrasto, que teria dito, inicialmente, que a bebê havia caído sozinha.

Na delegacia, em entrevista para uma rádio local, Gabriel assumiu que agrediu a menina porque ela chorava e não queria dormir.

A bebê foi levada a um hospital da cidade, mas devido à gravidade dos ferimentos, principalmente na cabeça, morreu.

O delegado de Mineiros, Júlio César Arana, informou ao Dia Online que as agressões ocorreram enquanto a mãe da criança dormia. “A mãe nos contou a primeira vez, mas ele foi confrontado e contou a verdade”, disse.

Quando foi acordada pelo marido, a moça foi com ele para o hospital, onde contou a versão da queda. O médico e enfermeiros estranharam que a criança tivesse caído da cama e chamaram os policiais.

Sob a orientação do delegado Júlio César Arana, os policiais, com a perícia, foram à residência do casal. Ali, viram sangue pelos cômodos.

A suspeita aumentou quando encontraram a camiseta do padrasto ensanguentada.

Padrasto que matou bebê diz que agiu sozinho, em Goiás

Diante das informações, o delegado Júlio César pediu para ouvir o padrasto, ao que ele confessou o crime. “Ele ainda disse que agiu sozinho”, complementa o delegado.

Gabriel bebeu durante a madrugada e, quando voltou para casa, viu que a criança não parava de chorar. Ele, então, conforme contou na delegacia, iniciou as agressões.

O padrasto bateu diversas vezes na nuca da bebê, que desmaiou e ficou caída no chão. Em seguida, o agressor acordou a mãe da criança com a história da queda.

Ao chegarem no hospital, souberam que a criança havia sofrido traumatismo craniano.

Para um repórter da Gazeta Mineiros Notícia, Gabriel contou que estava embriagado. “Eu estava tomando uma cerveja em casa, depois fui levar minhas primas embora, aí quando cheguei a criança estava no meio da sala chorando que não queria dormir. Eu coloquei ela pra dormir de novo, ela não quis. Aí eu peguei, me descontrolei e bati nela de mão fechada”, contou o padrasto.

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Trânsito

Acidente em Cezarina deixa ambulância destruída e 4 feridos

A ambulância seguia do município de Mineiros para Goiânia e transportava um paciente que estava entubado.

Por Ton Paulo
20/04/2019, 08h57

Um acidente envolvendo uma ambulância e um caminhão foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ma madrugada deste sábado (20/4), na BR-060, em Cezarina, a 70 quilômetros de Goiânia. A ambulância levava um paciente que estava entubado, a caminho do hospital, quando acabou colidindo com a traseira do caminhão. O acidente em Cezarina acabou deixando quatro pessoas feridas.

Conforme informações da PRF, o acidente ocorreu no KM 235 da BR-060, nesta madrugada. A corporação policial conta que tudo começou quando o veículo de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Samu, que seguia do município goiano de Mineiros para Goiânia e levava um paciente que estava entubado, acompanhado de sua esposa, médico, de 36 anos e uma enfermeira, de 33, bateu na traseira de um autocarga que seguia no sentido Indiara a Cezarina.

Com o impacto da batida, os quatro passageiros tiveram ferimentos graves, foram socorridos por outras unidades do Samu e Corpo de Bombeiros e foram encaminhados para o Hospital Estadual de Urgências de Goiânia, o Hugo.

O motorista da ambulância, de 50 anos, ficou ileso, ele não soube explicar o motivo da colisão, mas adiantou que, inesperadamente, o autocarga apareceu repentinamente em sua frente e ele não conseguiu evitar o choque. Os dois motoristas envolvidos no acidente foram submetidos ao teste de bafômetro e nenhum deles estava alcoolizado.

A reportagem do Dia Online segue apurando para descobrir o estado dos feridos encaminhados para o Hugo, em Goiânia.

Acidente em Cezarina deixou ambulância com paciente entubado completamente destruída

A batida na traseira do caminhão na BR foi tão violenta que deixou a ambulância que levava o paciente entubado completamente destruída.

Veja o vídeo feito pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal que mostra o estado em que ficou o veículo de socorro após o acidente na BR-060, em Cezarina.

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Mundo

França: coletes amarelos protestam pelo 23º final de semana consecutivo

Vários protestos estão planejados em Paris e outras cidades, completando o vigésimo terceiro fim de semana do movimento contra a desigualdade e a liderança do presidente Emmanuel Macron.
20/04/2019, 09h08

Os manifestantes franceses de colete amarelo estão marchando novamente neste sábado para lembrar ao governo que a reconstrução da Catedral de Notre Dame, devastada pelo fogo na última segunda-feira (15), não é o único problema que o país precisa resolver.

Vários protestos estão planejados em Paris e outras cidades, completando o vigésimo terceiro fim de semana do movimento contra a desigualdade e a liderança do presidente Emmanuel Macron.

Um grupo quer marchar sobre o palácio presidencial apesar da presença policial maior do que o habitual. Outro objetivo é mostrar o luto de colete amarelo sobre o incêndio de Notre Dame, mantendo a pressão sobre Mácron.

Muitos manifestantes ficaram profundamente entristecidos pelo incêndio no monumento nacional. Ainda assim, muitos estão zangados com os US$ 1 bilhão em doações para a reconstrução de Notre Dame, despejados de magnatas franceses, enquanto suas próprias demandas permanecem em grande parte não atendidas e eles lutam para sobreviver. Fonte: Associated Press.

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