Mundo

Grupo islamita está por trás dos atentados no Sri Lanka, diz porta-voz do governo

Apesar dos sete autores serem do Sri Lanka, há suspeitas de eventuais vínculos da organização com grupos estrangeiros, segundo o porta-voz.
22/04/2019, 10h23

O porta-voz do governo do Sri Lanka, Rajitha Senaratne, anunciou nesta segunda-feira, 22, que um grupo islamita local, chamado National Thowheeth Jama’ath (NTJ), está por trás da série de atentados em igrejas e hotéis que deixou 290 mortos no último domingo, 21.

Apesar dos sete autores serem do Sri Lanka, há suspeitas de eventuais vínculos da organização com grupos estrangeiros, segundo o porta-voz. “Não acreditamos que uma organização pequena deste país possa fazer tudo isso. Estamos investigando o apoio internacional e outros vínculos”, disse Senaratne.

Uma nota divulgada há dez dias à polícia cingalesas alertava que o NTJ estava preparando atentados contra algumas igrejas e a embaixada da Índia na capital, Colombo. O grupo, que é pouco conhecido, praticou atos de vandalismo contra estátuas budistas no ano passado.

As explosões coordenadas em três igrejas e quatro hotéis colocam em evidência a ameaça à coexistência religiosa na Ásia, onde governantes têm chegado ao poder enfatizando suas origens étnicas e religiosas.

O governo do Sri Lanka informou que vários terroristas se suicidaram nos atentados em série do domingo de Páscoa. “A maioria foi de ataques suicidas. Com base nisso, estamos fazendo operações e detenções. Também foram realizadas inspeções em seus lugares de treinamento”, disse Rajtha Senraratne em entrevista coletiva.

Nesta segunda-feira, o governo decretou a entrada em vigor do estado de emergência. “O objetivo é autorizar a polícia e as três forças (armadas) a garantir a segurança pública”, afirmou a presidência do país em comunicado oficial. (Com agências internacionais).

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Trânsito

PRF flagra mais de 5 mil infrações nas rodovias goianas durante a Semana Santa

Foram flagradas 179 ultrapassagens proibidas e 3.009 motoristas dirigindo em excesso de velocidade.
22/04/2019, 11h06

Durante o feriado da Semana Santa em Goiás, mais de 5 mil motoristas foram flagrados cometendo infrações de trânsito nas rodovias goianas, sendo mais 3 mil por excesso de velocidade. O Balanço da Operação Semana Santa, deflagrada na última quarta-feira (17/4) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi divulgada hoje (22/4).

Segundo a corporação, durante esse período, foram feitos 1.932 testes de bafômetro, dos quais 40 condutores foram autuados por embriaguez ao volante e 11 presos. Das 5.019 infrações flagradas, 101 foram por falta do uso do cinto de segurança e 18 por falta de cadeirinha nos veículos.

Ainda conforme o balanço, foram flagradas 179 ultrapassagens proibidas e um total de 3.009 motoristas dirigindo em excesso de velocidade. Foram registrados 34 acidentes, com 48 feridos e 1 morto. Em relação ao mesmo feriado de 2018, o número de acidentes e feridos foi maior, sendo registrados no ano passado 28 acidentes e 34 feridos.

Operação Semana Santa em Goiás

A (PRF) dá início na última quarta-feira (17/4) à Operação Semana Santa em Goiás, com o objetivo a fiscalização e acompanhamento das principais incidências do feriado nas rodovias federais que cortam o estado. A “largada” da operação foi dada pelo arcebispo de Goiânia, que, tradicionalmente, benze a rodovia.

De acordo com a PRF, a operação é um esforço conjunto para a redução das mortes no trânsito, uma vez que o Batalhão Rodoviário e o Detran de Goiás também estarão unidos à PRF nas ações de fiscalização e conscientização dos motoristas na BR-060, quilômetro 132, na unidade operacional da PRF na saída para Brasília.

O Arcebispo de Goiânia, Dom Washington, fez uma pequena celebração e a tradicional “Bênção das Estradas” por volta das 8h30 de hoje, momento em que a rodovia recebe a água benta simbolizando a proteção divina sobre todos os usuários da via, que pegarão as estradas especialmente por ocasião do final de semana prolongado.

O foco da operação foi o combate a comportamentos de risco e causadores de acidentes no trânsito, como excesso de velocidade, a ultrapassagem proibida, transporte irregular de crianças, falta do cinto de segurança e condução de veículo sob efeito de álcool.

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Goiás

Homem é preso vendendo cocaína na Esplanada dos Ministérios, em Brasília

No local era comemorado o aniversário dos 59 anos de Brasília.

Por Ton Paulo
22/04/2019, 11h41

Um homem foi preso na madrugada desta segunda-feira (22/4) vendendo drogas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O suspeito foi flagrado com uma porção de cocaína num evento que comemorava os 59 anos de Brasília, no local onde ficam os prédios ministeriais do governo.

De acordo com a assessoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), os policiais realizavam patrulhamento na área do evento quando viram dois homens em atitude suspeita. Um deles foi flagrado com uma porção de cocaína e R$ 102 reais em dinheiro. A prisão foi feita pelos cadetes da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB).

A assessoria da corporação conta que na entrevista com os abordados, um dos homens disse que compraria a droga encontrada. A dupla foi encaminhada a delegacia para autuação.

A assessoria da PMDF não soube informar se a venda da cocaína estava sendo feita próxima ao prédio de algum ministério.

Aniversário de Brasília era comemorado Esplanada dos Ministérios

Brasília comemorou no último domingo o seu aniversário de 59 anos na Esplanada dos Ministérios. Diversos shows foram realizados desde as 10h, incluindo o da estrela pop Anitta.

A estrutura para o evento foi toda preparada no sábado especialmente para o evento, e apresentações de música religiosa abriram a programação. Conforme um jornal local, o investimento para montar toda a estrutura do evento e bancar contratação de artistas chega a R$ 3 milhões. Do total, R$ 1 milhão é originário de recursos próprios da Secretaria de Cultura. O restante vem do patrocínio de entidades estatais e de emendas parlamentares.

Ainda conforme o jornal local, o cachê da cantora pop Anitta ficou a cargo do Banco de Brasília (BRB). O show custou R$ 315 mil, e incluiu passagem e hospedagem incluídas. No ano passado, o GDF investiu R$ 1,6 milhão. A festa, na ocasião, teve como destaques Xand Avião e Preta Gil.

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Brasil

Quase 3 meses após tragédia, 32 barragens da Vale estão interditadas

Além de Brumadinho, as estruturas com operações suspensas se situam nas cidades mineiras de Nova Lima, Ouro Preto, Itabirito, Itabira, Barão de Cocais, Rio Piracicaba e Mariana.
22/04/2019, 11h48

Passados quase três meses da tragédia de Brumadinho (MG), 32 barragens da mineradora Vale sediadas em Minas Gerais estão com as atividades interditadas. A suspensão das operações destas estruturas tem ocorrido tanto por decisão da Justiça, como também da Agência Nacional de Mineração (ANM), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) ou da própria mineradora.

A pedido da Agência Brasil, a Vale listou 30 estruturas que estão interditadas. Dessas, três estão na Mina Córrego do Feijão, onde também fica a barragem que se rompeu no dia 25 de janeiro. Além de Brumadinho, as estruturas com operações suspensas se situam nas cidades mineiras de Nova Lima, Ouro Preto, Itabirito, Itabira, Barão de Cocais, Rio Piracicaba e Mariana.

Outras duas barragens localizadas em Sabará (MG) – Galego e Dique da Pilha 1 – não apareceram na relação da Vale, mas são alvo de uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) publicada no dia 9 de abril. Foi determinada, entre outras medidas, a interrupção imediata de qualquer atividade que importe elevação e incremento de risco de rompimento nessas estruturas de contenção de rejeitos.

Questionada sobre a ausência das duas barragens na lista, a Vale informou que ainda não foi notificada da decisão e que adotará as medidas cabíveis quando tomar conhecimento de seu teor. “Importante destacar que a barragem Galego já estava inativa e possui declaração de condição de estabilidade, enquanto o Dique da Pilha 1 já foi descaracterizado”, acrescentou a mineradora em nota.

Liminares do TJMG chegaram a atingir a barragem Laranjeiras e outras estruturas da Mina de Brucutu, a maior de Minas Gerais, situada no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. Na semana passada, porém, a mineradora anunciou ter conseguido aval da Justiça para retomar as atividades.

A Vale não planeja voltar a operar em todas estruturas interditadas. Pelo menos nove delas estão em processo de descomissionamento, conforme anúncio feito cinco dias após a tragédia de Brumadinho. Além dessas nove, também está sendo descaracterizada a barragem que se rompeu. Todas elas são alteadas pelo método a montante.

Considerado menos seguro, o método de alteamento a montante está associado não apenas à ruptura em Brumadinho, como também em Mariana, no ano de 2015, quando 19 pessoas morreram após o vazamento de rejeitos em um complexo da mineradora Samarco, joint-venture da Vale e da anglo-australiana BHP Billiton. De acordo com a mineradora, o processo de descomissionamento deve ser concluído em aproximadamente 3 anos.

Evacuações

As buscas por vítimas em Brumadinho permanecem. Na última sexta-feira (19), a Defesa Civil de Minas Gerais retirou cinco nomes da lista de desaparecidos por solicitação da Polícia Civil. O motivo não foi informado. Dessa forma, o número de pessoas que não foram encontradas foi atualizado para 41. Até o momento, 231 corpos foram resgatados.

Em decorrência da tragédia, 271 pessoas estão fora de suas casas, segundo dados da Vale fornecidos na última terça-feira (16). Brumadinho, porém, não é a única cidade onde a mineradora precisou evacuar áreas de risco. A medida foi adotada em alguns municípios onde barragens foram interditadas. Isso ocorreu nos casos em que o nível de segurança da estrutura alcançou 2 ou 3, índices associados ao risco de rompimento.

Em todo o estado, são mais de mil atingidos pelas evacuações. Além dos 271 de Brumadinho, 755 moradores de outras cidades estão fora de suas casas. O município mais afetado é Barão de Cocais, onde 456 pessoas não sabem quando poderão retornar às suas residências. Evacuações também afetam Nova Lima, Ouro Preto e Rio Preto.

O nível 2 de segurança é obrigatoriamente acionado quando a declaração de estabilidade é negada. O documento deve ser fornecido por uma empresa terceirizada contratada pela mineradora para avaliar suas estruturas. Entre os alvos das investigações em torno do rompimento da barragem em Brumadinho, estão os engenheiros da consultora alemã Tüv Süd, que forneceu à Vale a declaração de estabilidade. Desde então, diversas empresas, inclusive a própria Tüv Süd, têm anunciado a reavaliação de algumas barragens a partir de critérios mais rígidos.

Já o nível 3 é o alerta máximo que significa risco iminente de ruptura. Atualmente há quatro barragens nesta situação: Forquilha I e Forquilha III, em Ouro Preto; B3/B4 em Nova Lima; e Sul Superior, em Barão de Cocais.

CONFIRA A LISTA DE TODAS AS BARRAGENS INTERDITADAS

BRUMADINHO

1) Barragem VI, da Mina Córrego do Feijão

2) Barragem Menezes I, da Mina Córrego do Feijão

3) Barragem Menezes II, da Mina Córrego do Feijão

NOVA LIMA

4) Barragem Vargem Grande, do Complexo de Vargem Grande (em descomissionamento)

5) Dique III, do Complexo de Vargem Grande

6) Barragem Captação Trovões, do Complexo de Vargem Grande

7) Dique Taquaras, da Mina de Mar Azul

8) Barragem B3/B4, da Mina de Mar Azul (em descomissionamento)

9) Dique B, da Mina de Capitão do Mato

10) Barragem Capitão do Mato, da Mina de Capitão do Mato

11) Dique Auxiliar da Barragem 5, da Mina de Águas Claras

12) Barragem 8B, da Mina de Águas Claras (em descomissionamento)

13) Barragem Fernandinho, da Mina Águas Claras (em descomissionamento)

OURO PRETO

14) Barragem Forquilha I, do Complexo de Fábrica (em descomissionamento)

15) Barragem Forquilha II, do Complexo de Fábrica (em descomissionamento)

16) Barragem Forquilha III, do Complexo de Fábrica (em descomissionamento)

17) Barragem Forquilha IV, do Complexo de Fábrica

18) Barragem Grupo, do Complexo de Fábrica (em descomissionamento)

19) Barragem Marés II, do Complexo de Fábrica

20) Barragem Doutor, da Mina de Timbopeba

21) Barragem Natividade, da Mina de Timbopeba

22) Barragem Timbopeba, da Mina de Timbopeba

ITABIRITO

23) Barragem Maravilhas I, da Mina do Pico

24) Barragem Maravilhas II, da Mina do Pico

ITABIRA

25) Dique Cordão Nova Vista, da Mina de Cauê

26) Dique Minervino, da Mina de Cauê

27) Dique 02, do sistema de barragens de Pontal

BARÃO DE COCAIS

28) Barragem Sul Superior, da Mina de Gongo Soco (em descomissionamento)

RIO PIRACICABA

29) Barragem Diogo, da Mina Água Limpa

MARIANA

30) Barragem Campo Grande, da Mina de Alegria

SABARÁ

31) Barragem Galego, da Mina Córrego do Meio

32) Dique da Pilha 1, da Mina Córrego do Meio

Imagens: Sputnik News 

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Trânsito

Justiça manda Governo de Goiás reformar GO-330 em regime de urgência

Em caso de descumprimento da decisão, o órgão deverá pagar multa diária de R$ 10 mil.

Por Ton Paulo
22/04/2019, 12h38

Uma ação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), acatada pela Comarca de Urutaí, determinou que a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), órgão do Governo de Goiás responsável pela administração e manutenção das rodovias goianas, realize, dentro de 30 dias, a reforma da pista de rolamento da GO-330, nos trechos danificados de Pires do Rio -Urutaí e Urutaí-Ipameri, com conclusão em 180 dias.

A ação ainda determina que, em caso de descumprimento da decisão, o órgão deverá pagar multa diária de R$ 10 mil.

De acordo com informações do MP-GO, ação, aceita pelo juiz José dos Reis Lemes, foi proposta em conjunto pelas Promotorias de Justiça de Urutaí, 1ª de Ipameri e 2ª de Pires do Rio, no início do mês, tendo sido precedida de requisição de informações e recomendação à Goinfra, cujas orientações, segundo o MP-GO, não foram atendidas.

Os promotores responsáveis pela ação enfatizaram que “a rodovia é uma das mais importantes do estado, especialmente entre Pires do Rio e Catalão, incluindo, portanto, os trechos entre Urutaí, Ipameri e Pires do Rio, e muito utilizada para o tráfego de veículos de cargas, no transporte de produtos relevantes para a economia goiana, para o transporte escolar e de ambulâncias”.

Conformes os autores da ação, desde janeiro deste ano, o asfalto da rodovia tem sofrido deterioração cada vez maior, “com diversos buracos de grandes proporções”. Foi essa a situação que motivou a instauração de um procedimento extrajudicial pelo MP. Em seguida, a Goinfra foi recomendada a tomar providências para reforma, tendo sido requisitadas informações sobre as medidas já tomadas, o cronograma e custo da obra, bem como o orçamento do estado para os serviços.

Goinfra diz que procedimento da licitação da manutenção da rodovia da GO-330 está em conclusão

Em nota, a Goinfra se manifestou e disse que antes mesmo da decisão judicial ela já “adotava as medidas necessárias para a retomada da manutenção da rodovia citada”.

Além disso, segundo o órgão, “está em conclusão termo de referência para a licitação da manutenção da rodovia da GO-330”. Veja a nota abaixo:

“NOTA RESPOSTA

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informa que está em conclusão termo de referência para a licitação da manutenção da rodovia da GO-330, regional sem contrato desde 2018. O cronograma para conclusão da licitação e dos serviços foi apresentado em processo judicial. E antes mesmo da decisão da Justiça, a Goinfra já adotava as medidas necessárias para a retomada da manutenção da rodovia citada.​”

Via: MP-GO 

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