Goiás

Família cobra investigação sobre desaparecimento de bancário, em Pirenópolis

Evaldo Borges Leal está sumido há exatos 78 dias. Recompensa de R$ 2 mil é oferecida por informações de seu paradeiro.
24/04/2019, 09h22

O desaparecimento do bancário aposentado, Evaldo Borges Leal, de 57 anos, completa nesta quarta-feira (24/4), exatos 78 dias. Por volta das 8h do dia 6 de fevereiro ele saiu da casa de veraneio da família, em Pirenópolis, região turística de Goiás, para caminhar e desde então não foi mais visto. Ele, que mora no Distrito Federal, havia chegado na cidade uma hora antes de desaparecer, acompanhado pela mãe e por uma tia. A família espera por respostas.

Ao Dia Online, Francineide Leal, irmã do bancário aposentado, contou que após o desaparecimento o celular de Evaldo foi recolhido pela Polícia Civil da cidade para análise, mas até hoje, mais de dois meses após o sumiço, a família não recebeu nenhuma informação sobre as investigações. “Eles retornam, não falam nada sobre isso”, declarou.

A reportagem entrou em contato com a Delegacia de Pirenópolis e foi informada de que as diligências do caso seguem em andamento. Ainda de acordo com um agente da corporação local, o celular de Evaldo continua em perícia em Goiânia, portanto ainda não se tem o resultado do laudo. O portal tenta contato com o delegado responsável pelas investigações.

Família faz mutirão de buscas em Pirenópolis

Nos primeiros dias do desaparecimento, ao menos 18 bombeiros fizeram buscas nas regiões de mata e em rio de Pirenópolis, com auxílio de cães farejadores. Com o passar do tempo, descartada a possiblidade de Evaldo estar nesses locais, a corporação iniciou buscas em povoados próximos ao município. “Deixamos fotos e informações do desaparecido, caso alguém encontre alguém com as características parecidas nós iremos até o local”, explicou o tenente Aguinaldo Dias do Corpo de Bombeiros de Pirenópolis, responsável pela ação de resgate.

Hoje, de acordo com Francineide, apenas os familiares se unem nas buscas por Evaldo. Ela destaca que os dias têm sido difíceis para a família, principalmente para os filhos pequenos e para a mãe dele, que já tem 80 anos. “Eles não estão bem. As crianças estão sempre com febre. Todo dia elas perguntam onde ele foi”, desabafa. “Já minha mãe tem tomado remédio para dormir. Está sofrendo muito. Ela quer que todo final de semana todo mundo vai procurar por ele”, conta Francineide.

Família oferece recompensa de R$ 2 mil

Quinze dias após o desaparecimento, a família de Evaldo decidiu recompensar em R$ 2 mil quem encontrá-lo. Algumas ligações apontaram locais onde ele teria sido visto, mas nenhuma das informações procederam. “A gente achou que se falasse da recompensa as pessoas iriam prestar mais atenção em quem vai passar perto delas né, ai se encontrarem com ele vão chamar as autoridades ou ligar para nós. A recompensa já é desespero mesmo”, desabafou a irmã à época.

Ao deixar a residência, Evaldo usava uma camisa gola polo verde, bermuda jeans e chinelo. Informações sobre o paradeiro podem ser repassadas à família pelos seguintes números: (61) 9 9536-1881; (61) 9 8219-6354; (61) 9 8181-4032; (62) 9 9355-0840 e (61) 9 8219-6354.

Imagens: Facebook 

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Goiás

Reparo em adutora deixa ao menos 39 bairros de Aparecida de Goiânia sem água

Câmpus da UEG e o Hospital de Urgências da cidade também são parcialmente afetados.
24/04/2019, 10h28

Nesta quarta-feira (24/4), ao menos 39 bairros de Aparecida de Goiânia, parte do câmpus da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (HUAPA) estão sem água devido ao rompimento de uma adutora, ocorrido nesta madrugada.

Para a realização do serviço de reparo, o bombeamento foi paralisado na área de influência da Estação de Tratamento de Água Lajes. A previsão para normalização do abastecimento é ainda para a noite de hoje (24/4). O comunicado foi feito pela Saneago, que pede a compreensão dos moradores e o consumo consciente das reservas de água.

Bairros sem água em Aparecida de Goiânia

Confira abaixo a lista de bairros de Aparecida de Goiânia que podem ser afetados durante esta quarta-feira:

  • Bairro Vera Cruz
  • Conde dos Arcos (parcial)
  • Condomínio Residencial Araça
  • Conjunto Ana Rosa
  • Conjunto Planalto
  • Conjunto Planície
  • Huapa (parcial)
  • Internacional Park
  • Jardim Belo Horizonte
  • Jardim Casa Grande
  • Jardim Cristal
  • Jardim das Acácias
  • Jardim das Hortências
  • Jardim Eldorado
  • Jardim Ipanema
  • Jardim Iracema
  • Jardim Miramar
  • Jardim Palmares
  • Jardim Pampulha
  • Jardim Repouso
  • Jardim Rio Grande
  • Jardim Rosa do Sul
  • Loteamento Real Grandeza
  • Loteamento Santo Antônio
  • Nova Olinda
  • Parque Montreal
  • Parque Rio das Pedras
  • Residencial Brasicon
  • Residencial Maria Luíza
  • Setor Araguaia
  • Setor Central
  • Setor Expansul
  • Setor Retiro dos Bosques
  • Setor Rosa dos Ventos
  • Setor Santo André
  • UEG (parcial)
  • Vila Adélia
  • Vila Célia Maria
  • Vila Izabel
  • Vila São Manuel
  • Vila Souza

Manutenção na rede elétrica deixa duas cidades de Goiás sem água

Na quinta-feira (25/4), Cidade Ocidental e Valparaíso, cidade do interior de Goiás, devem ficar sem abastecimento de água durante uma manutenção programada na rede elétrica dos municípios. De acordo com informações da Enel Distribuição Goiás, o serviço será realizado no período da manhã, das 7h30 às 14h.

O abastecimento deve ser normalizado após o restabelecimento da energia elétrica. A Companhia também solicita a compreensão da população.

Imagens: Estado de Minas 

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Economia

Na contramão do país, Goiás tem saldo positivo de empregos em março, diz Caged

O saldo negativo nacional é consequência de 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos. Mas segundo os números apresentados, Goiás apresentou alta de contratações.

Por Ton Paulo
24/04/2019, 10h30

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgou na manhã desta quarta-feira (24/4) os números relativos ao desemprego no país. De acordo com os dados, o mercado formal no Brasil apresentou saldo negativo de empregos em março, uma vez que foram fechadas 43.196 vagas. Entretanto, indo na contramão, o estado de Goiás apresentou um saldo positivo, admitindo mais do que demitindo no mês em questão.

De acordo com o Caged, o saldo negativo nacional é consequência de 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos. Mas segundo os números apresentados, Goiás apresentou uma melhora, com saldo positivo de 2.712 contratações.

Os dados do Caged mostram também que o saldo de 129.943 empregos é superior ao verificado em 2018, quando foram geradas 117.339 vagas formais. Também houve crescimento nos últimos 12 meses, com a criação de 472.117 postos de trabalho, um aumento de 1,24% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No mês de março, segundo os números em questão, houve perda acentuada de vagas no Comércio (-28.803), seguido da Agropecuária (-9.545), Construção Civil (-7.781), Indústria de Transformação (-3.080) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-662). Três setores tiveram resultado positivo em março: Serviços, Administração Pública e Extrativa Mineral.

Além de Goiás, oito estados tiveram saldo positivo de empregos em março

Conforme o Caged, outros sete estados tiveram saldo positivo de empregos em março além de Goiás: Minas Gerais (5.163 postos); Bahia (2.569); Rio Grande do Sul (2.439); Mato Grosso do Sul (526); Amazonas (157); Roraima (76) e Amapá (48).

Os maiores saldos negativos foram registrados em Alagoas (-9.636 postos); São Paulo (-8.007), Rio de Janeiro (-6.986); Pernambuco (-6.286) e Ceará (-4.638).

Entre as regiões, a maior queda ocorreu no Nordeste, com o fechamento de 23.728 vagas de emprego formal. No Sudeste, foram encerrados 10.673 postos; no Norte, 5.341; no Sul, 1.748; e no Centro-Oeste, 1.706.

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Goiás

Rebelião na CPP teve 24 fugas e um morto em tiroteio, em Aparecida de Goiânia

Com arma escondida em bandeja, detento rendeu seis agentes que garantiam a segurança de ala com 400 presos.
24/04/2019, 10h55

Em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira (24/4), a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) disse que 24 detentos escaparam da Casa de Prisão Provisória em Aparecida de Goiânia na noite de terça durante rebelião.

Seis detentos, diz a DGAP, ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO). Por volta das 10h, oito apenados, dos 24 que fugiram, haviam sido recapturados. No cerco a um grupo que teria trocado tiros com agentes, um morreu.

Um dos fugitivos, segundo a DGAP, é Thaygo Henrique Alves Santana, condenado a 63 anos de prisão por causa da chacina na Serra das Areias.

Segundo o Hugo, dois detentos já foram liberados e quatro estão na emergência.

Um preso havia escondido um revólver debaixo de uma bandeja para deter um dos seis agentes que trabalhava no plantão da ala com 400 detentos.

A fuga ocorreu após uma confusão generalizada entre os detentos do bloco 2. O presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal (Sinsep), Maxsuell Miranda das Neves, informou ao Dia Online no início da da madrugada que pelo menos três presos ficaram feridos.

Ainda conforme Maxsuell, entre oito e dez detentos – alguns armados – renderam os agentes, ocasião em que conseguiram fugir da detenção.

“Nenhum agente ficou ferido”, garantiu ele. Após o motim, viaturas da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento de Urgências (Samu) foram deslocados para buscar os fugitivos e atender os feridos, respectivamente.

Em nota enviada à imprensa, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou no início da madrugada que a unidade “está sob controle e que foram tomadas medidas necessária para garantir a segurança, a ordem e a disciplina no local”.

“Um caos”, diz funcionário sobre rebelião na CPP, em Aparecida de Goiânia

Um funcionário disse sob anonimato para a reportagem que a situação não mudou nada desde o início do ano passado, quando presos foram decapitados por membros de facção rival. “Trabalhamos sob stress, sem saber quando a cadeira vai virar [gíria para rebeliões]. Sabemos que vai virar e o Estado não vai conseguir controlar a sangria”, disse ele, que trabalha em uma das enfermarias.

Um agente, que estava de folga, mas acompanhou as informações em grupos, disse que a DGAP não aprendeu com o motim no dia 1° de janeiro de 2018 na Colônia Agroindustrial, que deixou nove mortos e 14 feridos. “A impressão que nós temos, de nós que estamos lá dentro, é que estamos abandonados”, apontou.

Nos grupos de motoristas de aplicativo, a instrução foi de que nenhum motorista aceitasse corridas em bairros próximos à Casa de Prisão Provisória e “muito menos ir até lá”.

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Saúde

Suspeitos de vender vagas de cirurgias em Goiânia são alvos de operação da PC

Conforme as investigações, mais de 30 pessoas deverão ser indiciadas pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informações.
24/04/2019, 12h04

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), cumpriu na manhã de terça-feira (23/4), cinco mandados de busca e apreensão em endereços de funcionários públicos suspeitos de participar de esquema de “venda” de vagas para cirurgias em hospitais públicos de Goiânia.

Foram apreendidos aparelhos celulares, documentos ligados às supostas fraudes, receituários médicos, atestados médicos e materiais hospitalares. De acordo com as investigações, entre os alvos estão duas irmãs, sendo uma atual e a outra ex-funcionária do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (IdTech), órgão responsável pela denúncia e que gere o Hospital Geral de Goiânia (HGG), unidade onde foi registrada a maioria das fraudes.

Suspeitos de vender vagas de cirurgias em Goiânia são alvos de operação da PC
Foto: Honório Jacometto/TV Anhanguera

Os investigados, que atuam na área da saúde, são suspeitos de receber valores em dinheiro para burlando a fila de espera para cirurgias nas unidades públicas de saúde da capital. Ação foi realizada pela segunda fase da Operação Otium.

“Venda” de vagas de cirurgia em Goiânia

Durante a primeira fase da Operação Otium, deflagrada no dia 12 de janeiro, um homem foi preso apontado como intermediador entre as pessoas que buscavam as cirurgias e os funcionários públicos envolvidos no esquema criminoso.

Eder Alves da Rocha é investigado por cobrar até R$ 2 mil reais para que os pacientes pagantes furassem a fila de cirurgia do Sistema Único de Saúde (SUS) e burlassem o tempo de espera regular para o procedimento médico. O valor poderia variar de acordo com tipo de procedimento cirúrgico. O homem responderá pelo crime de corrupção ativa, sem prejuízo de outros delitos eventualmente comprovados na fase final da investigação.

Até o momento, conforme o delegado Rhaniel Almeida, que coordenou a operação, os elementos já colhidos apontam que mais de 30 pessoas deverão ser indiciadas pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informações.

Imagens: G1 

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