Goiás

Após jogar ácido no rosto da ex-mulher, homem se mata, em Sobradinho

O homem, antes de jogar o ácido, ainda tentou atirar contra a mulher, mas a arma falhou e só voltou a funcionar com ele.

Por Ton Paulo
26/04/2019, 10h13

A recusa em aceitar o término de seu relacionamento levou um homem a jogar ácido no rosto da ex-mulher e, logo em seguida, atirar no próprio ouvido, tirando sua vida, na noite da última quinta-feira (25/4), em Sobradinho, região do Distrito Federal. O homem, antes de jogar o ácido, ainda tentou atirar contra a mulher, mas a arma falhou.

Conforme a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Júlio César dos Santos Villa Nova, 55 anos, trabalhava como vigilante em um shopping da região. Ele e a ex-mulher, Cácia Regina Pereira da Silva, de 47, estavam separados há mais de 10 anos e tinham uma filha adolescente. Entretanto, o homem jamais aceitou o fim do relacionamento.

De acordo com a PMDF, ontem por volta das 20h15 Júlio César chegou no Bar do Neném, onde Cácia estava, no bairro Nova Colina, em Sobradinho, e tentou matar a ex-companheira tentando disparar quatro vezes com um arma de fogo contra ela. Entretanto, a arma falhou nas quatro tentativas.

Não obtendo êxito com a arma, Júlio César, então, jogou ácido que ele havia levado contra o rosto de Cácia, fugindo em seguida. O homem se dirigiu para o Condomínio Bela Vista Serrana, Módulo 9, onde Cácia mora. Lá, a arma não falhou e Júlio César se matou com um tiro no ouvido.

Mulher que recebeu ácido no rosto em Sobradinho está em estado grave

Cácia foi socorrida e levada para o Hospital Regional da Asa Norte. De acordo com informações de um jornal local, a vítima foi atingida com ácido no rosto e no pescoço. E segundo o delegado responsável pelo caso, Wander Machado, o estado da vítima é gravíssimo e se encontra instável.

O delegado também contou que Júlio César, mesmo de mais de 10 anos separado da mulher, ainda tinha esperanças de reatar. Ele disse ainda que o homem teria sido demitido recentemente do shopping onde trabalhava como vigilante. Isso pode ter sido um gatilho que desencadeou a tentativa de feminicídio.

“Foi uma surpresa para os familiares da vítima. Ele também era muito atuante na religião”, disse o delegado ao veículo local.

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Goiás

Menores, de 11 e 14 anos, são apreendidos depois de assalto com arma falsa no DF

Trio foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente II, em Taguatinga.
26/04/2019, 10h45

Três menores, sendo dois adolescentes de 14 anos e uma criança de 11, foram apreendidos nas proximidades da BR-070, em Samambaia, no Distrito Federal (DF), suspeitos de cometer assaltos usando uma arma falsa. O caso ocorreu na noite desta quinta-feira (25/4).

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), um homem informou os policias que havia sido assaltado por três adolescentes em uma rua próxima à rodovia. Ele, que teve o celular roubado, afirmou ter sido ameaçado com uma arma usada pelo trio.

Menores, de 11 e 14 anos, são apreendidos depois de assalto com arma falsa no DF
Foto: Reprodução/PRF

Menores que usaram arma falsa em assalto ainda tentaram fugir

Em buscas pelos suspeitos, os policiais federais encontraram os menores em uma outra rua próxima ao local do crime. Eles ainda tentaram fugir, mas foram alcançados e apreendidos. Os suspeitos foram identificados como dois adolescentes, ambos com 14 anos, e uma criança de 11.

Com eles os policiais apreenderam o simulacro de arma de fogo, termo técnico para arma falsa, que se tratava de uma réplica de pistola Airsoft. Além disso, com a criança foi encontrado o celular que havia sido roubado do pedestre autor da denúncia.

O trio foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente II, em Taguatinga, no DF.

Uso de arma falsa

Conforme o artigo 10 da Lei 9.437/97, “nas mesmas penas [detenção de um a dois anos e multa] incorre quem: (…) II – utilizar arma de brinquedo, simulacro de arma capaz de atemorizar outrem, para o fim de cometer crimes”. No caso de menores que cometem atos infracionais a pena máxima é de três anos de reclusão.

Menores apreendidos em Goiás

Até outubro do ano passado, a Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai) apreendeu 100 adolescentes envolvidos em casos graves, tais como homicídios, latrocínios, roubos, estupros, tráfico de drogas e associação criminosa, entre outros. Neste ano, mais de 30 já foram detidos pelos mesmos crimes, somente em Goiânia.

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Economia

Mulher trabalha quase dobro de horas que homem nos afazeres domésticos, diz IBGE

Enquanto as mulheres dedicaram, em média, 21,3 horas semanais a afazeres ou cuidados de parentes, os homens só empenharam 10,9 horas nesse tipo de tarefa.
26/04/2019, 11h05

As mulheres brasileiras ainda trabalham quase o dobro de horas que os homens nos afazeres domésticos e cuidados de parentes, segundo os dados da publicação Outras Formas de Trabalho 2018, com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto as mulheres dedicaram, em média, 21,3 horas semanais a afazeres ou cuidados de parentes, os homens só empenharam 10,9 horas nesse tipo de tarefa.

Se somadas as jornadas de trabalho mais as tarefas domésticas e cuidado de pessoas, as mulheres trabalharam 3,1 horas a mais do que os homens: elas somam 53,3 horas semanais de trabalho, enquanto os homens trabalham 50,2 horas semanais.

“É importante como trabalho para as mulheres, mas também para o PIB Produto Interno Bruto. Isso tudo é produto, esse trabalho tem que ser valorado, é importante”, defendeu Marina Aguas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, acrescentando que a contabilização desse tipo de trabalho no cálculo do PIB ainda está em estudo no instituto, sem previsão para ser incluído nas Contas Nacionais.

As mulheres ainda foram maioria nos cuidados com a casa: 145,1 milhões de pessoas com 14 anos ou mais de idade realizaram afazeres domésticos no ano passado, sendo 68 milhões de homens e 82,1 milhões de mulheres.

“Há um fenômeno estrutural, que é as mulheres fazerem mais afazeres domésticos que os homens. A taxa de participação dos homens até vem caminhando um pouco no sentido de melhorar, mas ainda é um problema estrutural no nosso País”, explicou Aguas.

Apesar da diferença, houve melhora na atuação masculina nas tarefas domésticas nos últimos dois anos. Em relação a 2016, mais 11,1 milhões de homens passaram a participar também dos cuidados com a casa. Entre as mulheres, mais 4,1 milhões declararam fazer algum tipo de tarefa doméstica.

Como consequência, a taxa de realização de afazeres domésticos das mulheres (92,2%) permaneceu superior à dos homens (78,2%). Mas essa diferença, hoje de 14 pontos porcentuais, era maior em 2016 (17,9 pontos porcentuais) e em 2017 (15,3 pontos porcentuais).

“Quando o homem mora sozinho, ele tem perfil muito parecido com o da mulher. O perfil da mulher não muda, ela sempre faz (tarefa doméstica), sozinha ou acompanhada. O homem, quando tem alguém para compartilhar (o domicílio), ele faz menos tarefas domésticas”, ressaltou Aguas.

Entre as atividades domésticas, a taxa das mulheres foi significativamente maior que a dos homens no preparo de alimentos, limpeza de roupas e calçados e limpeza do domicílio. A única atividade em que os homens superaram as mulheres foi a de pequenos reparos ou manutenção do domicílio, automóvel e eletrodomésticos.

Em 2018, 54 milhões de brasileiros a partir de 14 anos de idade tinham a tarefa de cuidar de alguém da casa ou da família, como crianças e idosos. Mais uma vez as mulheres foram maioria entre os cuidadores, com uma taxa de cuidado de pessoas de 37%, contra 26,1% entre os homens. Entre os cuidados estavam ajudar nas atividades educacionais, monitorar ou fazer companhia, ler ou brincar, ajudar nos cuidados pessoais, e transportar ou acompanhar a médico e escola, por exemplo.

Em todo o País, 147,5 milhões de pessoas com 14 anos ou mais de idade realizaram afazeres domésticos ou cuidaram de pessoas no próprio domicílio ou na casa de parentes. O montante corresponde a 87% da população em idade de trabalhar, lembrou o IBGE.

O IBGE mediu ainda o trabalho voluntário, que teve ligeira redução na adesão em relação a 2017. Entre as pessoas com 14 anos ou mais, 7,2 milhões, ou 4,3%, fizeram trabalho voluntário na semana de referência da pesquisa, contra uma participação de 4,4% no ano anterior.

O tempo médio dedicado ao trabalho voluntário era de 6,5 horas semanais no ano passado. Do total de voluntários, 48,4% realizavam o voluntariado quatro ou mais vezes por mês, enquanto 15,6% o faziam apenas eventualmente ou sem frequência definida.

Outro tipo de trabalho medido pela pesquisa foi a produção para o próprio consumo, realizada por 13 milhões de pessoas em idade de trabalhar no ano de 2018, o equivalente a 7,7% da população nessa faixa etária. Houve aumento na proporção de pessoas produzindo para si mesmas em relação a 2017 (quando totalizava 7,3%) e a 2016 (6,3%).

A adesão ao trabalho para o próprio consumo era maior entre os homens (8,4% deles), entre pessoas não ocupadas (8,7% da população sem trabalho) e entre os brasileiros menos escolarizados (13,2% das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto).

A maior parte dos que produzem para o próprio consumo (76,7%) realiza cultivo de alimentos, pesca, caça e criação de animais.

Imagens: SOL 

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Goiás

Filho mata pai com tiro na cabeça após perder partida de truco, em Padre Bernardo 

Depois de cometer o crime, homem fugiu para São Paulo, onde pretendia se entregar à polícia.
26/04/2019, 11h47

Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (26/4), suspeito de matar o próprio pai com um tiro na cabeça, depois de perder uma partida truco. O caso ocorreu na noite desta quinta-feira (25/4), em Padre Bernardo, na Região Leste de Goiás, mas ele foi preso em Aramina, cidade do interior de São Paulo, para onde fugiu, em menos de 24 depois de cometer o crime.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Geovani da Silva Magalhães matou o pai, Natal de Oliveira Magalhães, com um tiro na cabeça, depois que o genitor zombou do filho, que havia perdido uma partida de truco. Irritado, Geovani pegou a arma da família e disparou contra Natal, fugindo em seguida.

Filho que matou pai, em Padre Bernardo, pretendia se entregar à polícia em SP

Segundo o delegado Vinícius Máximo, responsável pelo caso, foi montado um grande cerco na cidade, assim que o crime foi noticiado às autoridades policiais. Entretanto, Geovani já havia fugido. Na manhã de hoje (26/4), a polícia goiana teve notícias de que o suspeito estava em São Paulo, onde pretendia se apresentar em uma delegacia.

Filho mata pai com tiro na cabeça após perder partida de truco, em Padre Bernardo 
Foto: Reprodução/PCGO

Assim que chegou na cidade de Aramina, no interior paulista, Geovani procurou uma unidade policial, mas foi preso de imediato, pois a Polícia Civil de Padre Bernardo já havia representado pela prisão temporária contra ele.

Segundo o delegado, a ação foi feita com apoio das polícias militares de Goiás e do Distrito Federal, juntamente com as polícias civis de São Paulo e do DF. “Destaco ainda o MP [Ministério Público] e o Poder Judiciário, o qual foi muito célere no deferimento da prisão por nós requerida”, completou o investigador.

Filho que matou pai fez viagem de 8 horas para se entregar à polícia

Depois de usar a arma da família para matar o pai, o homem, que não teve a idade revelada, viajou ao menos oito horas. De Padre Bernardo, no Leste do estado, até Aramina, em São Paulo, são 676 quilômetros de distância. De carro, conforme trajeto calculado pela Google Maps, são oito horas e 32 minutos de viagem.

Imagens: Santa Mônica 

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Goiás

Bombeiros fazem salvamento por telefone de bebê engasgado, em Goianésia

Pelo telefone, a mãe recebeu todas as orientações dos bombeiros e conseguiu salvar o bebê.

Por Ton Paulo
26/04/2019, 12h24

Em determinados tipos de emergência, é necessário que profissionais como policiais e bombeiros ajam de forma rápida e precisa, de modo a economizar tempo e contribuir para o êxito da operação, ainda mais quando vidas estão em risco. Foi o que aconteceu na noite da última quinta-feira (25/4), em Goianésia, a 180 quilômetros de Goiânia, quando os bombeiros realizaram um salvamento por telefone, repassando para uma mãe em desespero que acionou a corporação depois que seu bebê se engasgou. Pelo telefone, a mãe recebeu todas as orientações e conseguiu salvar o bebê.

Conforme o Sargento Solismar, do Corpo de Bombeiros, o caso ocorreu na noite de ontem, por volta das 20h08, quando a mulher acionou a corporação. Segundo o sargento, a mulher contou que estava dando um medicamento via oral para o bebê, um menininho de apenas 36 dias de vida, quando ele acabou se engasgando.

Imediatamente uma viatura foi disponibilizada para ir ao local, na Rua 27, Setor Carrilho, mas a situação pedia urgência. O telefonista do Corpo de Bombeiros então, enquanto a viatura se dirigia para a ocorrência, começou a acalmar e a orientar a mulher, que estava em desespero, passando todo o procedimento padrão, passo a passo, em casos de engasgamento.

Ainda de acordo com o sargento, quando a viatura da corporação chegou ao local, a criança já tinha sido desengasgada, graças ao procedimento realizado pela mãe e repassado pelos bombeiros. Ela já amamentava a criança e teve que assinar um termo de responsabilidade, uma vez que se recusou a levar o bebê para o hospital, que já aparentava estar bem.

Bombeiro explica o que fazer em caso de engasgamento; salvamento pode ser feito por telefone e por qualquer adulto

O Sargento Solismar, ao Dia Online, explicou que qualquer adulto pode realizar um procedimento de salvamento de desengasgamento numa criança, desde que siga as instruções corretas.

Veja abaixo quais são:

Conforme o sargento, a primeira coisa a se fazer é manter a calma e não entrar me pânico. Logo em seguida, pegar a criança engasgada nos braços, de bruços. Ela deve estar com a cabeça um pouco abaixo do resto corpo, inclinada. O adulto, então, deve dar leves tapinhas nas costas da criança, até que ela seja desengasgada.

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