Goiás

Professora é flagrada ao tentar entrar no presídio de Anápolis com anabolizantes na lancheira

Caso ocorreu nesta segunda-feira (13/5), no Centro de Inserção Social (CIS) Monsenhor Luís Ilc. Os produtos seriam repassados aos detentos do local.
14/05/2019, 11h19

Uma professora foi presa em flagrante ao tentar entrar non presídio de Anápolis com anabolizantes escondidos na lancheira. De acordo com informações da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), a droga seria repassada a detentos do local. O caso ocorreu nesta segunda-feira (13/5), no Centro de Inserção Social (CIS) Monsenhor Luís Ilc.

Ainda conforme a DGAP, a mulher de 33 anos, que não teve o nome revelado, estava com 27 ampolas de Durateston, um frasco de Decaland Depot, um pacote com pó ainda não identificado e com um tubo de desodorante com substância alterada. Ela havia passado pelo procedimento de revista pessoal, mas se recusou a realizar procedimentos habituais de revista em seus pertences. A educadora alegou que carregava apenas frutas em sua lancheira.

Diante disso, segundo o diretor da Unidade Prisional (UP), Leonardo Rodrigues, foi realizado o Procedimento Operacional Padrão (POP), no qual a agente prisional plantonista fez a verificação da lancheira, onde foram encontradas, em um compartimento escondido, as ampolas de anabolizantes.

Professora é presa em flagrante com anabolizantes no presídio de Anápolis

Após o flagrante, a direção da UP, pertencente à 1ª Regional Prisional Metropolitana da DGAP, colocou os produtos à disposição das autoridades policiais competentes para as devidas providências, conforme a lei. A professora foi conduzida à Delegacia da Polícia Civil da cidade, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Ela responderá com base no artigo 273 do Código Penal Brasileiro, que dispõe sobre o tráfico de drogas.

Segundo a DGAP, o caso será apurado também internamente por meio de procedimentos administrativos. Em texto, a diretoria reforça que o “rigor na segurança penitenciária no estabelecimento responde às determinações do Governo do Estado, em consonância com as políticas de gestão da Secretaria de Segurança Pública e DGAP.”

Susto no presídio de Anápolis

No início deste mês, um caminhão desgovernado invadiu o muro do Centro de Inserção Social (CIS) Monsenhor Luís Ilc. Inicialmente caso foi tratado como uma tentativa de fuga, mas hipótese foi descartada após apuração. Apesar do susto, ninguém se feriu.

De acordo com informações colhidas no local, o motorista teria deixado o caminhão estacionado em uma rua próxima à unidade, mas o veículo perdeu o freio, desceu pela via e invadiu o muro da unidade prisional, localizada no bairro Jardim das Américas.

O buraco no muro foi tapado pelos próprios presos. Em nota, a DGAP informou que todas as medicas cabíveis para segurança na unidade foram tomadas.

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Goiás

Prefeita de Santo Antônio da Barra é alvo de inquérito por nepotismo

Conforme o inquérito, a gestora teria contratado sua sobrinha, cunhada e até mudado o filho de cargo dentro da Prefeitura.

Por Ton Paulo
14/05/2019, 12h05

Um inquérito civil público foi instaurado recentemente pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) para investigar a contratação de parentes da prefeita do município de Santo Antônio da Barra, a 190 quilômetros de Goiânia, em cargos do Executiva. Conforme o inquérito, a gestora teria contratado sua sobrinha, cunhada e até mudado de cargo o filho dentro da Prefeitura.

A promotora de Justiça Renata Dantas de Morais e Macedo, responsável pelo caso, requereu informações e relatórios, devendo ser indicada a relação de servidores investidos em cargos de direção e de assessoramento por parte da prefeita Sirleide Ramos (MDB), e que recebam “função gratificada e os contratados temporariamente que sejam marido ou mulher, companheiros ou parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até terceiro grau da chefe do Executivo ou de servidor que ocupe cargo de direção ou chefia na prefeitura, ou de vereadores”.

A listagem solicitada pelo promotoria, de acordo com o MP-GO, deve conter dados pessoais dos servidores, grau de parentesco, bem como as informações profissionais da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investida em cargo de direção ou chefia com quem possui parentesco, cargo que ocupa e se é servidor efetivo ou comissionado.

Anteriormente, o MP-GO havia recomendado que fossem exonerados três parentes da prefeita contratados na Prefeitura. Gustavo Ramos Ferreira, filho da prefeita, Hilda Ferreira da Silva, cunhada, e Nilma Alves de Oliveira, sobrinha, ocupavam, respectivamente, os cargos de superintendente de Gabinete, superintendente de Assessoria e assessora de Publicidade e Marketing.

Chefe de Gabinete da prefeita de Santo Antônio da Barra disse que recomendação foi seguida

Procurada pela reportagem do Dia Online, a chefia de Gabinete da prefeita Sirleide declarou que a recomendação feita anteriormente pelo Ministério Público foi seguida. Conforme o chefe de Gabinete, a cunhada e a irmã da prefeita foram exoneradas dos cargos onde eram comissionadas.

Já Gustavo, filho da prefeita Sirleide, foi retornado ao cargo de origem para o qual tinha havia sido aprovado em concurso público.

A prefeita não foi localizada para comentar o assunto.

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Política

Aprovada pela Câmara a proibição do uso de canudos plásticos em Goiânia

Proposta, que segue para sanção ou veto do prefeito, estabelece prazo de 180 dias para comerciantes se adaptarem à mudança.
14/05/2019, 12h09

Foi aprovada na manhã desta terça-feira (14/5), pela Câmara Municipal de Goiânia, a proibição do uso de canudos plásticos na capital. De acordo com projeto de lei, os produtos, que hoje são usados em bares, restaurantes, lanchonetes, feiras, hotéis, salões de dança, casas noturnas e eventos, devem ser substituídos por canudos em papel reciclável, material comestível ou biodegradável. Eles devem estar embalados em envelopes também recicláveis ou biodegradáveis.

O projeto, de autoria do vereador e atual presidente da Casa, Romário Policarpo (PROS), que estava parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde sua apresentação, ocorrida em junho de 2018, foi aprovada pelos 34 vereados presentes na sessão. O prazo de 180 dias para os comerciantes se adaptarem foi mantido. A matéria segue para sanção ou veto do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB).

Uso de canudos plásticos, após prazo para adaptação, pode gerar multa

De acordo com a projeto, o comerciante que descumprir a nova regra pode pagar multa de até R$ 13 mil, sujeito ainda ao fechamento do estabelecimento. O que for arrecadado com as multas deverá ser depositado no Fundo Municipal do Meio Ambiente e usado em programas de educação ambiental.

Na justificativa do projeto, o autor esclareceu que “a vida útil de um canudo é de em torno 10 minutos, tempo em que geralmente é consumido uma bebida. Após isso, é descartado e pode levar até mil anos para se decompor completamente. Os canudos são apontados com grandes poluidores do meio ambiente, pois são feitos de polipropileno e poliestireno, materiais não degradáveis que, quando descartados de forma errada, se desintegram lentamente em pedaços menores que acabam sendo ingerido animais e peixes, quando esses chegam aos rios e aos oceanos.”

Além disso, de acordo com a matéria, “os canudos plásticos contêm também bisfenol A (BPA), um produto químico que imita a atividade de hormônios, como estrógeno no corpo humano, o que pode levar a distúrbios reprodutivos, câncer de mama e de próstata, diabetes, além de doenças cardíacas.”

“É dever do legislativo propor políticas públicas voltadas a proporcionar um ambiente ecologicamente equilibrado”, explicou Policarpo. “A presente proposição sugere a utilização obrigatória em todos os estabelecimentos comerciais de canudos biodegradáveis, feitos de amido ou outra matéria-prima orgânica, cuja degradação demora em média 45 a 180 dias, ou ainda papel reciclável ou material comestível, o que vai minimizar a degradação ambiental”, completou o vereador e presidente da Casa.

Imagens: Exame.com 

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Economia

CNPE publica diretrizes para venda de ativos de refino pela Petrobras

Pelo texto, as refinarias da estatal deverão ser vendidas juntamente com os gasodutos de acesso.
14/05/2019, 14h03

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) formalizou no Diário Oficial da União (DOU) resolução definida semana passada para a promoção da livre concorrência na atividade de refino no País. A norma estabelece as diretrizes para a venda de ativos de refino por parte da Petrobrás.

Pelo texto, as refinarias da estatal deverão ser vendidas juntamente com os gasodutos de acesso.

Além disso, a Petrobras não poderá manter participações minoritárias nesses empreendimentos.

O CNPE indica ainda que a transferência de ativos de movimentação de insumos e produtos seja “preferencialmente para grupos econômicos desverticalizados, considerando o mercado relevante”.

Veja aqui.

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Goiás

Venda da usina de Cachoeira Dourada foi o primeiro passo para venda da CELG, diz José Eliton

Após ouvir o ex-governador, CPI aprovou a convocação do ex-governador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (MDB) para prestar depoimento na comissão.
14/05/2019, 14h21

O ex-governador do Estado de Goiás José Eliton (PSDB) foi ouvido na manhã desta terça-feira (14/5) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a venda da Companhia Energética de Goiás (CELG) à Enel Distribuição há dois anos. José Eliton afirmou durante o interrogatório que, no período que esteve à frente da CELG, trabalhou para evitar a privatização da Companhia e que o pontapé inicial para privatização foi a venda da usina de Cachoeira dourada.

Antes de assumir o cargo de vice-governador na gestão de Marconi Perillo (PSDB), José Eliton chegou a presidir a companhia em 2011. No depoimento, o ex-gestor e ex-presidente da CELG, José Eliton afirmou que lutou para que a empresa não fosse privatizada.

Conforme relatado por Zé Eliton no depoimento, uma série de investimentos foram feitas na CELG, com o intuito de recuperar completamente a companhia. Entre os investimentos citados pelo ex-governador estão a construção de novas linhas e subestações no interior do estado e a retomada do Programa Luz para Todos, feito em parceira com o Governo Federal.

José Eliton afirma que venda da usina da hidrelétrica de Cachoeira Dourada foi o pontapé inicial para a privatização da CELG

O depoimento do ex-gestor foi para auxiliar os parlamentares que compõe a comissão compreender os motivos que levaram a privatização da estatal. José Eliton citou que a venda da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada, pertencente à Celg, e vendida durante a gestão do ex-governador Maguito Vilela entre os anos de 1995 a 1999, deu início ao processo de sucateamento que terminou com a venda da companhia em 2017.

O presidente da CPI, deputado estadual Henrique Arantes (PTB) após ouvir o depoimento de José Eliton, determinou que o ex-governador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (MDB) seja ouvido pelo casa. O pedido para que Maguito seja ouvido é para esclarecer os pontos apontados pelo tucano da venda da usina hidrelétrica de Cachoeira Dourada ter dado início ao processo de sucateamento e posterior privatização da CELG.

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