Mundo

Ex-líder do grupo terrorista ETA, é preso na França após 17 anos foragido

Ele irá diretamente para uma prisão francesa para cumprir os oito anos da sentença recebida em 2017, segundo fontes judiciais.
16/05/2019, 14h03

O ex-líder político do grupo terrorista ETA José Antonio Urrutikoetxea Bengoetxea, mais conhecido como Josu Ternera, foi preso nesta quinta-feira, 16, na França, depois de passar 17 anos foragido da Justiça espanhola. Ele irá diretamente para uma prisão francesa para cumprir os oito anos da sentença recebida em 2017, segundo fontes judiciais.

A detenção de um dos dirigentes históricos da organização separatista armada basca, dissolvida há um ano, “aconteceu nas primeiras horas do dia na localidade de Sallanches nos Alpes franceses”, anunciou o Ministério do Interior espanhol em um comunicado.

Condenado em um julgamento à revelia (no qual não esteve presente), ele poderá apresentar um pedido para que o processo se repita ou aceitar a pena que lhe foi imposta. Por já ter sido julgado, Ternera não será apresentado diante de um juiz de instrução, mas irá diretamente para a cadeia, disseram as fontes.

Ternera, de 68 anos e portador de câncer – segundo a imprensa -, é descrito na nota como “o militante da organização terrorista ETA mais procurado pelas forças policiais, tanto espanholas como francesas”. Durante 40 anos de violência pela independência do País Basco e Navarra, o ETA assassinou mais de 800 pessoas, até abandonar a luta armada em 2011.

Em maio de 2018 o grupo anunciou a dissolução. Ternera foi o responsável por gravar a chamada “declaração final”, que acabou com o grupo criado na resistência contra a ditadura de Francisco Franco.

Josu Ternera estava foragido desde 2002 da Justiça espanhola, que o vincula ao atentado com bomba 1987 contra um quartel da Guarda Civil em Zaragoza que matou 11 pessoas, incluindo crianças.

Influência no ETA

Com grande influência dentro do grupo, Ternera liderou o ETA de 1977 a 1992. De acordo com analistas, neste período ele privilegiou a estratégia do terror para forçar o governo espanhol a negociar com o separatismo basco. Os especialistas atribuem a Ternera a condução dos atentados com carros-bomba pelo ETA.

Ele foi eleito deputado pelo Herri Batasuna, partido nacionalista radical basco considerado por muitos o braço político do grupo separatista. Também participou das fracassadas negociações de paz em 1989 com membros do governo espanhol na Argélia. Em 2002, fugiu da Justiça depois de ter sido convocado pelo Tribunal Supremo para depor sobre o atentado de 1987.

Na clandestinidade, participou das negociações com o governo socialista espanhol durante uma trégua em 2006, mas foi afastado para que integrantes da linha mais dura do grupo assumissem o comando. O processo fracassou: em dezembro de 2006 o ETA explodiu uma bomba no aeroporto de Madri, que matou dois equatorianos, e em junho de 2007 deu por encerrado o cessar-fogo.

As forças de segurança responderam com operações policiais contra a organização, que, sem capacidade operacional, anunciou o fim da violência em 2011. A dissolução do ETA, contudo, não acabou com os esforços da polícia contra a organização, com mais de 350 crimes ainda não solucionados. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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Brasil

Preso suspeito de matar e beber o sangue da vítima no Distrito Federal

De acordo com a polícia, Eduardo teve ajuda de outros dois comparsas que estão foragidos.
16/05/2019, 14h56

Um jovem de 24 anos foi preso na noite da última quarta-feira (15/5) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), suspeito de matar Heraldo José de Carvalho, de 43, e beber o sangue da vítima após o crime, no Distrito Federal (DF). Heraldo desapareceu no sábado (11/5) e seu corpo foi encontrado na tarde da última terça-feira (14/5), dentro de uma tubulação de esgoto.

Segundo matéria publicada por um jornal da região, o suspeito foi identificado como Eduardo da Conceição e o mesmo teve ajuda de comparsas para cometer o crime. O suspeito, na delegacia, negou que participou do assassinato de Heraldo José e afirmou que não viu nada.

Após a prisão do suspeito, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) solicitou a prisão temporária de Eduardo. Conforme a publicação do periódico, Eduardo vai responder pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Caso seja condenado, o rapaz pode pegar até 30 anos de prisão.

Polícia esteve na casa do suspeito de beber o sangue de vítima e encontrou gatos e um cachorro morto

A 6ª Delegacia de Polícia (DP) do Paranoá foi procurada na última segunda-feira (13/5) pela mulher de Heraldo para registrar o desaparecimento do companheiro que sumiu durante o fim de semana. Após o caso ser relatado pela companheira da vítima, o corpo de Heraldo foi encontrado na tarde de terça-feira (14) e uma testemunha contou à mulher quem seria o responsável pelo assassinato do seu companheiro.

No mesmo dia, os policiais da 6ªDP estiveram na casa de Eduardo e encontraram vários gatos, um cachorro morto e vísceras de animais. Na ocasião, o suspeito não estava na residência. De acordo com a delegada que investiga o caso, Jane Klebia, o motivo do crime foi um acerto de contas, pois Heraldo recebeu o pagamento em drogas para construir uma cerca onde Eduardo morava, mas consumiu os entorpecentes antes de fazer o serviço.

Conforme uma testemunha relatou à companheira de Heraldo, Eduardo matou a vítima e contou a ajuda de outras duas pessoas, após o crime, o suspeito ainda bebeu o sangue de Heraldo. Após ter ciência da participação de outras duas pessoas no crime, a polícia solicitou junto à Justiça a prisão dos outros dois suspeitos do crime, o que até o momento não ocorreu.

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Esportes

Vadão exalta individualidades e minimiza série negativa: 'Presente é o que vale'

O Brasil fará a sua estreia no Mundial no dia 9 de junho, contra a Jamaica, em Grenoble, pela primeira rodada do Grupo C.
16/05/2019, 15h25

Depois de anunciar a lista de convocadas da seleção brasileira feminina para o Mundial que será realizado entre 7 de junho e 7 de julho, na França, o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, fez questão de ressaltar nesta quinta-feira, na sede da CBF, no Rio, que a péssima sequência de nove derrotas consecutivas nos últimos nove jogos da equipe nacional não tira a sua confiança para a competição.

O treinador destacou que o “otimismo está na cabeça de cada um de nós, de cada uma das meninas” e garantiu que o Brasil tem uma “expectativa altamente positiva” para o torneio. E embora a sua equipe tenha sofrido várias críticas pela sua maneira de jogar nesta série de derrotas que sofreu, ele deixou claro que aposta nas individualidades para as brasileiras triunfarem em solo francês.

“Temos atletas de qualidade ímpar. Hoje se fala muito de plano tático, que é imprescindível. Temos atletas que podem resolver problemas com jogadas individuais, coisa que pouca gente tem, mas temos esse privilégio”, disse Vadão, em entrevista coletiva, na qual depois enfatizou: “Estamos otimistas de fazer uma grande campanha e buscar esse almejado título mundial. Saímos mais preparados. Os amistosos estão no passado, o presente é o que vale”.

Mesmo com o grande número de derrotas que acumulou à frente da seleção neste período final de preparação para o Mundial, Vadão também assegurou que tem o respaldo da CBF para continuar realizando o seu trabalho como técnico do time feminino do Brasil.

“A diretoria me passou essa confiança. Essa gestão da CBF está fazendo totalmente diferente das outras (da própria entidade): o Tite foi mantido no masculino, coisa que não acontecia, e eu fui mantido depois dos resultados negativos, tive a confiança do presidente (Rogério Caboclo)”, disse o comandante, que procurou valorizar todo o seu histórico desta sua segunda passagem como técnico da seleção feminina, iniciada em 2017 – a primeira ocorreu entre 2014 e 2016.

“É uma questão de confiança, tive um período negativo. Ganhamos torneios internacionais, o Pan-Americano. E tivemos vários jogos importantes que vencemos. Atravessamos um momento difícil, e a diretoria entendeu que o saldo era mais positivo (do que negativo). Tenho experiência para lidar com isso. A minha tranquilidade, que as jogadoras sentem, é a confiança que depositaram em mim”, completou.

MARTA – Já ao comentar sobre Marta, que voltou a ser eleita pela Fifa como a melhor jogadora do mundo na última edição da premiação da entidade, Vadão minimizou o fato de a estrela já estar com 33 anos e não possuir mais todo aquele vigor físico que ajudou a consagrá-la em outras ocasiões.

“Não tem idade tão avançada que não possa desequilibrar na Copa do Mundo. Mas tudo depende da equipe. Assisti no sábado ao jogo do Orlando (clube de Marta), que perdeu em casa, e as jogadoras da seleção não jogaram, treinando para a Copa do Mundo. Mas, mesmo assim, a Marta foi o grande destaque do Orlando, mesmo com dificuldade, todas as vezes que ela pegava na bola, criava uma situação interessante”, disse o treinador, que ao mesmo tempo enfatizou que a estrela não pode carregar sozinha em campo a responsabilidade de conduzir o Brasil ao sucesso no Mundial.

“A Marta ainda é a Marta, mas não podemos jogar tudo nas costas dela, para resolver. A equipe, estando bem, tem de ter uma estrutura que possa facilitar a Marta, para ela fazer tudo o que sabe, o poder de decisão que ela tem”, reforçou.

O Brasil fará a sua estreia no Mundial no dia 9 de junho, contra a Jamaica, em Grenoble, pela primeira rodada do Grupo C. Em seguida, no dia 13, a equipe nacional terá pela frente a Austrália, em Montpellier, antes de fechar a sua campanha na fase inicial contra a Itália, no dia 18, em Valenciennes.

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Economia

Desemprego em Goiás tem crescimento no 1º trimestre de 2019

Os dados deixam Goiás em segundo lugar entre os estados onde foram registradas variações em relação a 2018.

Por Ton Paulo
16/05/2019, 16h14

Os dados da economia no Brasil divulgados nesta quinta-feira (16/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não são nada animadores. De acordo com o órgão de pesquisa, a taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado. O desemprego em Goiás cresceu, deixando Goiás em segundo lugar entre os estados onde foram registradas variações em relação a 2018.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), e foram divulgados hoje pelo IBGE. Na comparação com o 4º trimestre, as maiores variações foram registradas no Acre 4,9 pontos percentuais (p.p.), Goiás, com 2,5 p.p e Mato Grosso do Sul, com 2,5 p.p.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, apenas essas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego. Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável.

Conforme os dados divulgados, a taxa de desemprego em Goiás no 4º trimestre de 2018 era de 8,2, enquanto no 1º trimestre de 2019 é de 10,7.

Dados que mostraram desemprego em Goiás também mostram números da subutilização

A taxa de subutilização (os que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam e que estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego) do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 das 27 unidades da Federação.

As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica.

Os maiores contingentes de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

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Goiás

Após dar filha, mãe se arrepende e tenta recuperar criança, em Goiás

Criança está com sete dias de vida e foi levada para um abrigo pelo juizado que vai determinar com quem a menina vai ficar.
16/05/2019, 16h24

Diferente de outros casos noticiados recentemente por esse portal de notícias, uma mulher ao invés de abandonar ou matar a filha recém-nascida, optou por dar a criança a um casal para adoção. Entretanto a mãe da menina após dar o bebê para os pais adotivos se arrependeu e tentou ter a guarda recém-nascida novamente, porém o casal não quis devolver a menina e na última terça-feira (14/5) a mãe do bebê procurou a Delegacia Estadual de Proteção à Criança ao Adolescente (DPCA) para recuperar a filha.

Dia Online conversou sobre essa situação com a delegada Ana Elisa Martins responsável pela DPCA, que afirmou que foi um caso bem delicado, pois conforme a investigadora a ação é considera crime no Código Penal Brasileiro (CPB) com pena prevista de dois a seis anos de reclusão.

“Segundo a mãe da criança nos contou, ela tem outros três filhos e estava em dificuldades financeiras e por isso resolveu dar a filha para adoção”, explica Ana Elisa Martins. De acordo com a delegada, a irmã da mulher foi quem intermediou as conversas com o casal que estava interessado na bebezinha, que acompanhou o final da gestação.

“Ela teve a menina no dia 9 de maio e no dia 10 recebeu alta do hospital. Na maternidade, o homem do casal interessado na menina, registrou a criança no nome da mãe biológica e ele como pai da menina”, conta a delegada.

Casal que adotou recém-nascida deu carona para a mãe biológica da criança e depois foi embora com a criança

Ana Elisa Martins afirmou que no dia que recebeu alta, o casal deu carona para a mãe biológica da menina até sua residência, e depois foram embora com a menina. Todavia, apesar das dificuldades, a mãe da recém-nascida se arrependeu e tentou reaver a filha, mas o casal que a adotou se negou a entregar a menina e afirmou que “não tinha volta”.

“Ela esteve na delegacia anteontem, ou seja terça-feira dia 14 e relatou a história. Nós descobrimos o endereço do casal e estivemos na casa deles hoje e convidamos eles para vir à delegacia prestar depoimento”, relata a delegada.

A investigadora afirmou que o casal confirmou a história contada pela mãe da criança e diante da situação o Conselho Tutelar e o Juizado da Infância e Juventude foram chamados para acompanhar o caso e tentar encontrar uma solução.

Ana Elisa Martins afirmou que a menina estava bem cuidada pelo casal e que diante da situação, o juizado levou a recém-nascida para um abrigo. “Ela foi levada para um abrigo pelo juizado que agora vai decidir com quem a recém-nascida deve ficar”, conclui a delegada.

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